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Indústrias lucram com a venda de energia

26 de abril de 2014 0

O preço da energia nas alturas criou um mercado paralelo de compra e venda de energia entre indústrias que são consumidoras livres. As companhias que não estão gastando tudo o que contrataram vendem via Câmara de Comercialização de Energia ou diretamente para outra empresa. A informação é do presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis e do Vestuário de Blumenau e Região (Sintex), Ulrich Kuhn, que foi informado sobre essas operações em São Paulo.

- Há empresa que teve redução de atividade em função da situação mais difícil do mercado, resolveu vender o excedente de energia e está ganhando mais com isso do que na sua atividade produtiva –  comenta Kuhn.

A conta é fácil de entender explicou um executivo do setor. Uma empresa, por exemplo, comprou 1 megawatt hora (MWh) para seu consumo por R$ 130, mas não está usando. Ela vende esse MWh por R$ 822,83, paga a sua parte ( R$ 130) e sobra R$ 692,83. Como um dia tem 24 horas, sobra, por dia, R$ 16,6 mil; R$ 498,8 mil por mês. Em Santa Catarina há indústria de produtos de alumínio que deu férias coletivas e está comprando tudo da China para ganhar com a venda de energia. O mais comum, no entanto, é a empresa ter um contrato de consumidor livre, usar parte da energia e vender o excedente.

E existem caso de empresas falindo porque não podem comprar a R$ 822 por MWh. Essas não tinham contrato fechado como consumidoras livres. Em 2001, período em que o Brasil teve racionamento de energia, também houve mercado paralelo do insumo em São Paulo.

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