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Celesc recomenda uso eficiente de energia

30 de abril de 2014 2

Cleverson7Como vem chovendo abaixo da média no país, a Celesc sugeriu o uso racional de energia para a indústria catarinense, que responde por cerca de 43% do total do consumo do estado.Mas na divulgação dessa informação, houve até quem interpretasse a manifestação da Empresa como uma recomendação de racionamento de 5%, o que é negado pelo presidente da estatal, Cleverson Siewert (foto). Ele esclarece que somente o Operador Nacional do Sistema, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, pode orientar sobre a necessidade de redução do consumo ou, em caso extremo, de cortes de carga.

A Celesc pediu para as indústrias racionarem o consumo de energia?
Cleverson Siewert
– Não. O que nós temos feito já há cerca de dois anos é intensificado as recomendações, seja em reuniões formais de entidades empresariais ou em outros eventos, para que todos os consumidores façam o uso racional de energia, que evitem o desperdício do insumo, que é tão importante, em todos os momentos. Nesta fase em que o desenvolvimento sustentável ganha cada vez mais relevância para a vida no planeta, o que a Celesc tem feito é trabalhar cada vez mais nesse sentido.

Quem pode decidir sobre racionamento de energia no Brasil?
Cleverson
– Qualquer indicativo dessa natureza deve vir do Operador Nacional do Sistema (ONS), que está vinculado ao Ministério de Minas e Energia. As mais de 60 distribuidoras no País, incluindo a Celesc, executam as diretrizes traçadas.

Que projetos a empresa desenvolve para incentivar e melhorar o uso eficiente de energia?
Cleverson
– Além de recomendar sistematicamente o uso eficiente de energia, a Celesc desenvolve diversos projetos de eficiência energética. De 2005 a 2011, estávamos investindo em média R$ 5 milhões por ano nessa área. Em 2012, os investimentos passaram para R$ 36 milhões; em 2013, foram R$ 42 milhões e, este ano, pretendemos alcançar R$ 70 milhões de investimentos na área. São projetos que beneficiam as diversas classes consumidoras e viabilizam desde a troca de lâmpadas e eletrodomésticos para famílias de baixa renda (refrigeradores e kit lâmpadas, eficientização dos sistemas de iluminação, refrigeração e de autoclaves em hospitais filantrópicos até a substituição de motores e chillers (grandes centrais de refrigeração) em indústrias catarinenses. O custo evitado de energia é bem menor que o necessário para expansão do sistema elétrico.

De quanto foi a economia de energia com essas iniciativas?
Cleverson
– Somente com os projetos desenvolvidos nos anos de 2012 e 2013 conseguimos uma economia que daria para abastecer a cidade de Florianópolis por 30 dias. Reduzimos o equivalente a 133 gigawatts-hora.

Como funciona o plano de apoio à indústria para esse consumo racional?
Cleverson
- Nossas iniciativas nessa área têm sido cada vez mais importantes para contribuir com a maior competitividade da indústria catarinense. Lançamos no ano passado na Fiesc um programa de incentivo de R $ 20 milhões para renovação do parque fabril e 25 empresas cadastraram projetos para avaliação. Foram aprovados projetos da Tigre, Tupy e dois da BRF em unidades da Sadia. Estamos entrando nas fábricas, substituindo motores e iluminação. Vamos finalizar agora, em maio, a primeira edição deste projeto e, no segundo semestre deste ano, já vamos lançar a segunda versão. A expectativa é de que seja alcançada economia de até 20% na conta de energia das indústrias participantes, o que é bastante grande. Nos projetos residenciais, a economia pode chegar a 30%.

Quando a maior parte do Brasil teve que fazer racionamento em 2001 e a região Sul ficou de fora, mas ela também colaborou e economizou, voluntariamente, 7%. Esse exemplo inspira a Celesc a recomendar uso eficiente?
Cleverson
– Com certeza. Naquele período o Sul do País se sensibilizou com a situação das demais regiões e foi motivado a fazer economia de forma solidária. Isso efetivamente colaborou com a maior conscientização para a busca da eficiência. Eu enxergo isso como um dever nesse processo de desenvolvimento sustentável, com atenção aos aspectos econômico, social e ambiental.

Algumas regiões ainda reclamam da qualidade do abastecimento de energia em SC. Como a Celesc está resolvendo isso?

Cleverson – Tínhamos mais problemas no Planalto Norte e no Oeste. Já resolvemos no Norte e, agora, estamos concentrando investimentos no Oeste.
Para este ano, vamos investir em cinco novas subestações, alimentadores e linhas de transmissão. Orçamos R$ 70 milhões para esses projetos.Contudo, vale destacar que historicamente, a Celesc Distribuição mantém seu padrão de qualidade dentro dos limites estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para os indicadores DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora). Em relação a 2012, a Celesc apresentou melhora de 6% no DEC e de 10% no FEC. O DEC conquistado pela Celesc em 2013 indica que temos um sistema elétrico com confiabilidade superior a 99,8%, ou seja, o sistema está disponível, em média, 99,8% das horas de um ano. Essa condição é resultado de investimentos eficazes e melhorias constantes.

Como a Celesc decide seus investimentos?
Cleverson
- Apesar dos bons indicadores, enfatizamos que estamos plenamente cientes do grande potencial de melhorias inerentes ao segmento de serviços públicos,como é o caso da distribuição de energia em Santa Catarina, e seguimos firme na execução de ações voltadas à melhoria desses serviços. Inclusive, temos ampliado, cada vez mais, o contato com associações representativas da indústria, do comércio, dos consumidores residenciais e rurais, no objetivo de aprimorar nosso planejamento e tornar mais assertivas nossas decisões sobre investimentos que garantam a qualidade de serviço desejada por nossos clientes e garantam o desenvolvimento socioeconômico do Estado.

A empresa implantou nova tecnologia para melhorar as informações aos consumidores. Como está a aceitação?
Cleveson
– Uma ação de aproximação recente, já com grande aprovação pelo nosso público, foi a implantação de uma ferramenta que permite aos consumidores acompanhar em tempo real a situação do atendimento de energia elétrica na área de concessão da Celesc por meio do nosso portal: www.celesc.com.br. Essa é uma iniciativa inédita no Setor e fortalece ainda mais nosso propósito de prover transparência nas informações.

Foto: Guto Kuerten

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Comentários (2)

  • Celso Ribeiro diz: 30 de abril de 2014

    CHUVA ABAIXO DA MÉDIA????
    INVENTA OUTRA!

  • Observer diz: 1 de maio de 2014

    Chuva abaixo da média??? Desde o fim do ano passado estamos ouvindo isso. A nossa região felizmente está com as chuvas normais. Antes, era porque a cidade estava repleta de turistas. Agora, é pra segurar as pontas durante a Copa??????? Agora tudo é desculpa da chuva, até para os locais onde há chuva.

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