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Eleições e risco de falta de energia

30 de abril de 2014 0

As divergências de opinião entre técnicos e empresários do setor elétrico e o governo federal sobre a necessidade de racionamento é preocupante neste final de período chuvoso com reservatórios de usinas abaixo do ideal. Ontem, o jornal Valor publicou que o Operador Nacional do Sistema (ONS) recomenda redução de 4% a 6% do consumo de energia no país, mas no final da tarde o mesmo ONS informou que só será feito racionamento a partir de novembro se o nível das águas ficar bem mais baixo. Na reunião na Federação das Indústrias (Fiesc) sobre eficiência energética, ontem, os técnicos presentes foram quase unânimes na defesa de redução de consumo agora para evitar racionamento maior no ano que vem. O temor é que, se nada for feito agora e os reservatórios ficarem muito baixos, os riscos de blackout serão grandes, alertou o presidente da Câmara de Assuntos de Energia da federação, Otmar Müller.

A série de medidas erradas no setor elétrico, nos últimos anos, começando pela redução forçada de 20% dos preços em 2012, aumentou os custos em função da maior geração de térmicas. O medo governo federal é de que o racionamento vai afetar a eleição a exemplo do que ocorreu em 2002, mesmo com a vitória do Brasil na Copa da Ásia. Mas as informações sobre os riscos estão disseminadas e o mais prudente seria pelo menos recomendar redução voluntária. O Sul fez isso em 2001 e reduziu 7%. A Fiesc já aceitou o conselho da Celesc e lançou cartilha para conter o consumo.

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