Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de abril 2014

Celesc recomenda uso eficiente de energia

30 de abril de 2014 2

Cleverson7Como vem chovendo abaixo da média no país, a Celesc sugeriu o uso racional de energia para a indústria catarinense, que responde por cerca de 43% do total do consumo do estado.Mas na divulgação dessa informação, houve até quem interpretasse a manifestação da Empresa como uma recomendação de racionamento de 5%, o que é negado pelo presidente da estatal, Cleverson Siewert (foto). Ele esclarece que somente o Operador Nacional do Sistema, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, pode orientar sobre a necessidade de redução do consumo ou, em caso extremo, de cortes de carga.

A Celesc pediu para as indústrias racionarem o consumo de energia?
Cleverson Siewert
– Não. O que nós temos feito já há cerca de dois anos é intensificado as recomendações, seja em reuniões formais de entidades empresariais ou em outros eventos, para que todos os consumidores façam o uso racional de energia, que evitem o desperdício do insumo, que é tão importante, em todos os momentos. Nesta fase em que o desenvolvimento sustentável ganha cada vez mais relevância para a vida no planeta, o que a Celesc tem feito é trabalhar cada vez mais nesse sentido.

Quem pode decidir sobre racionamento de energia no Brasil?
Cleverson
– Qualquer indicativo dessa natureza deve vir do Operador Nacional do Sistema (ONS), que está vinculado ao Ministério de Minas e Energia. As mais de 60 distribuidoras no País, incluindo a Celesc, executam as diretrizes traçadas.

Que projetos a empresa desenvolve para incentivar e melhorar o uso eficiente de energia?
Cleverson
– Além de recomendar sistematicamente o uso eficiente de energia, a Celesc desenvolve diversos projetos de eficiência energética. De 2005 a 2011, estávamos investindo em média R$ 5 milhões por ano nessa área. Em 2012, os investimentos passaram para R$ 36 milhões; em 2013, foram R$ 42 milhões e, este ano, pretendemos alcançar R$ 70 milhões de investimentos na área. São projetos que beneficiam as diversas classes consumidoras e viabilizam desde a troca de lâmpadas e eletrodomésticos para famílias de baixa renda (refrigeradores e kit lâmpadas, eficientização dos sistemas de iluminação, refrigeração e de autoclaves em hospitais filantrópicos até a substituição de motores e chillers (grandes centrais de refrigeração) em indústrias catarinenses. O custo evitado de energia é bem menor que o necessário para expansão do sistema elétrico.

De quanto foi a economia de energia com essas iniciativas?
Cleverson
– Somente com os projetos desenvolvidos nos anos de 2012 e 2013 conseguimos uma economia que daria para abastecer a cidade de Florianópolis por 30 dias. Reduzimos o equivalente a 133 gigawatts-hora.

Como funciona o plano de apoio à indústria para esse consumo racional?
Cleverson
- Nossas iniciativas nessa área têm sido cada vez mais importantes para contribuir com a maior competitividade da indústria catarinense. Lançamos no ano passado na Fiesc um programa de incentivo de R $ 20 milhões para renovação do parque fabril e 25 empresas cadastraram projetos para avaliação. Foram aprovados projetos da Tigre, Tupy e dois da BRF em unidades da Sadia. Estamos entrando nas fábricas, substituindo motores e iluminação. Vamos finalizar agora, em maio, a primeira edição deste projeto e, no segundo semestre deste ano, já vamos lançar a segunda versão. A expectativa é de que seja alcançada economia de até 20% na conta de energia das indústrias participantes, o que é bastante grande. Nos projetos residenciais, a economia pode chegar a 30%.

Quando a maior parte do Brasil teve que fazer racionamento em 2001 e a região Sul ficou de fora, mas ela também colaborou e economizou, voluntariamente, 7%. Esse exemplo inspira a Celesc a recomendar uso eficiente?
Cleverson
– Com certeza. Naquele período o Sul do País se sensibilizou com a situação das demais regiões e foi motivado a fazer economia de forma solidária. Isso efetivamente colaborou com a maior conscientização para a busca da eficiência. Eu enxergo isso como um dever nesse processo de desenvolvimento sustentável, com atenção aos aspectos econômico, social e ambiental.

Algumas regiões ainda reclamam da qualidade do abastecimento de energia em SC. Como a Celesc está resolvendo isso?

Cleverson – Tínhamos mais problemas no Planalto Norte e no Oeste. Já resolvemos no Norte e, agora, estamos concentrando investimentos no Oeste.
Para este ano, vamos investir em cinco novas subestações, alimentadores e linhas de transmissão. Orçamos R$ 70 milhões para esses projetos.Contudo, vale destacar que historicamente, a Celesc Distribuição mantém seu padrão de qualidade dentro dos limites estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para os indicadores DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora). Em relação a 2012, a Celesc apresentou melhora de 6% no DEC e de 10% no FEC. O DEC conquistado pela Celesc em 2013 indica que temos um sistema elétrico com confiabilidade superior a 99,8%, ou seja, o sistema está disponível, em média, 99,8% das horas de um ano. Essa condição é resultado de investimentos eficazes e melhorias constantes.

Como a Celesc decide seus investimentos?
Cleverson
- Apesar dos bons indicadores, enfatizamos que estamos plenamente cientes do grande potencial de melhorias inerentes ao segmento de serviços públicos,como é o caso da distribuição de energia em Santa Catarina, e seguimos firme na execução de ações voltadas à melhoria desses serviços. Inclusive, temos ampliado, cada vez mais, o contato com associações representativas da indústria, do comércio, dos consumidores residenciais e rurais, no objetivo de aprimorar nosso planejamento e tornar mais assertivas nossas decisões sobre investimentos que garantam a qualidade de serviço desejada por nossos clientes e garantam o desenvolvimento socioeconômico do Estado.

A empresa implantou nova tecnologia para melhorar as informações aos consumidores. Como está a aceitação?
Cleveson
– Uma ação de aproximação recente, já com grande aprovação pelo nosso público, foi a implantação de uma ferramenta que permite aos consumidores acompanhar em tempo real a situação do atendimento de energia elétrica na área de concessão da Celesc por meio do nosso portal: www.celesc.com.br. Essa é uma iniciativa inédita no Setor e fortalece ainda mais nosso propósito de prover transparência nas informações.

Foto: Guto Kuerten

Caso de vaca louca é atípico, dizem especialistas

30 de abril de 2014 0

O caso suspeito do mal da vaca louca em vaca da JBS no Mato Grosso não é preocupante porque as análises, até agora, indicam que não se trata do mesmo problema ocorrido na Europa, diz o diretor técnico da Cidasc, João Manoel Marques. Segundo ele, continua seguro consumir carne bovina no Brasil. O animal atingido tem entre 11 e 12 anos, por isso o problema pode ser em função da idade avançada. Os casos da doença na Europa ocorreram em animais com idade até sete anos. Os testes finais estão sendo feitos no Brasil e pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Pelas informações de especialistas veiculadas até agora, trata-se de mais um caso atípico, como ocorreu há cerca de um ano e meio no Paraná.

Câmara posterga votação da mudança no Supersimples

30 de abril de 2014 0

A Câmara dos Deputados frustrou mais uma vez o segmento da micro e pequena empresa do país ao não votar ontem o Projeto de Lei Complementar 221/12, que entre outras mudanças prevê um acréscimo de 20% nos valores dos limites do faturamento para o Simples nacional e inclusão de novas categorias nesse segmento de menor tributação.O país conta com mais de 6 milhões de empresas nessas faixas de faturamento e uma boa parte está deixando de crescer porque chegou no limite de receita. Se faturar mais, perde a menor tributação. A pressão pela votação em breve vai continuar.

"Vocês não precisam de champagne", diz crítico britânico

30 de abril de 2014 1

EspumantesUm dos mais influentes críticos de vinhos da Europa, o vitivinicultor britânico Steven Spurrier, também editor da Decanter Magazine, encheu de otimismo as taças dos produtores brasileiros.

- Vocês não precisam de champagne. O Brasil produz os melhores espumantes do Hemisfério Sul –  disse em evento de degustação promovido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), em São Paulo.

Segundo ele, o consumo de espumantes cresceu 25% no Reino Unido nos últimos cinco anos, o que é uma oportunidade a produtores brasileiros, principalmente da linha premium. Segundo ele, depois que a França se apropriou da denominação “champagne” perdeu mercado. Na foto, Spurrier no teste de degustação.

Foto: Janice Prado, divulgação

Eleições e risco de falta de energia

30 de abril de 2014 0

As divergências de opinião entre técnicos e empresários do setor elétrico e o governo federal sobre a necessidade de racionamento é preocupante neste final de período chuvoso com reservatórios de usinas abaixo do ideal. Ontem, o jornal Valor publicou que o Operador Nacional do Sistema (ONS) recomenda redução de 4% a 6% do consumo de energia no país, mas no final da tarde o mesmo ONS informou que só será feito racionamento a partir de novembro se o nível das águas ficar bem mais baixo. Na reunião na Federação das Indústrias (Fiesc) sobre eficiência energética, ontem, os técnicos presentes foram quase unânimes na defesa de redução de consumo agora para evitar racionamento maior no ano que vem. O temor é que, se nada for feito agora e os reservatórios ficarem muito baixos, os riscos de blackout serão grandes, alertou o presidente da Câmara de Assuntos de Energia da federação, Otmar Müller.

A série de medidas erradas no setor elétrico, nos últimos anos, começando pela redução forçada de 20% dos preços em 2012, aumentou os custos em função da maior geração de térmicas. O medo governo federal é de que o racionamento vai afetar a eleição a exemplo do que ocorreu em 2002, mesmo com a vitória do Brasil na Copa da Ásia. Mas as informações sobre os riscos estão disseminadas e o mais prudente seria pelo menos recomendar redução voluntária. O Sul fez isso em 2001 e reduziu 7%. A Fiesc já aceitou o conselho da Celesc e lançou cartilha para conter o consumo.

Torcida da Argélia escolhe Balneário Camboriú para a Copa

28 de abril de 2014 0

Balneário7Os mais de 2,5 mil torcedores da seleção da Argélia, país do Norte da África, ficarão hospedados em Balneário Camboriú (foto) na primeira fase da a Copa do Mundo, de 19 a 26 de junho. A informação foi destacada pelo embaixador do país no Brasil, Djamel Eddine Bennaoum, durante a reunião da comitiva de 11 embaixadores árabes na Federação das Indústrias (Fiesc), ontem à tarde. Os diplomatas participam até hoje de uma série de reuniões em SC para ampliar os negócios e investimentos entre o Estado e os 22 países da Liga Árabe. Também estiveram com o governador Raimundo Colombo e o prefeito de Florianópolis, Cesar Souza.

Segundo o embaixador da Argélia, a previsão é de que virão de 2,5 mil até 3 mil torcedores. Os jogos da seleção do país serão em Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. Questionado se a equipe pode ser campeã, ele mostrou otimismo.

- Eu espero que seja a campeã, mas a Copa do Mundo tem grandes equipes e a favorita é a do Brasil - disse Bennaoum.

A presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau, Margot Rosenbrock, disse que a cidade foi escolhida pela logística. Conta com um complexo de hotéis de três a cinco estrelas, ampla oferta de restaurantes, comércio e praia, tudo numa mesma região. Além disso, a cidade está próxima da BR-101. Conforme Margot, houve negociação até para que seja servida alimentação preparada segundo as exigências do islamismo. A escolha de Balneário foi feita pelo país que conta com o serviço da empresa francesa de turismo Le Group. Um dos diferenciais da Argélia é que os torcedores viajam juntos. Vão ocupar cerca de 1,3 mil apartamentos na cidade que tem rede hoteleira com cerca de 20 mil leitos.

Além do apoio à seleção, durante o período em que estarão no Brasil, lideranças econômicas argelinas participarão de um seminário na Fiesc. O país, que é um dos maiores parceiros de SC entre os países árabes e tem economia que vem crescendo 5% ao ano nos últimos 10 anos, pretende ampliar parcerias com o Estado.

Foto: Charles Guerra, BD/24/01/2014

Árabes acenam com oportunidades a empresários de SC

28 de abril de 2014 1

ArabeBlogDelegação de 11 embaixadores de países árabes, em parceria com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, participa de uma série de reuniões com empresários e lideranças públicas de Santa Catarina. Ontem, as reuniões foram na sede da Federação das Indústrias (Fiesc), do governo do Estado e da prefeitura de Florianópolis. Hoje, o grupo visitará a cidade Pedra Branca e está disponível para contatos com empresários interessados em exportações, importações ou investimentos.

Nos últimos 10 anos, os negócios entre o Brasil e países árabes cresceram 363%. Em 2013, somaram US$ 25,4 bilhões. Santa Catarina exportou para a região, ano passado, US$ 607,17 milhões. Mas como a região tem PIB de US$ 2,75 trilhões, há muitas oportunidades a serem exploradas, observou o embaixador Ibrahim Alzeben, decano dos diplomatas da região. Segundo o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte ( em pé, na foto) há potencial para mais exportações de alimentos, produtos e serviços para construção e metalmecânica. SC pode importar mais minerais, algodão,alimentos e outros itens.

Investimento bilionário

Um dos maiores investimentos árabes no Brasil, da ordem de R$ 1 bilhão, que inclui Santa Catarina, está acontecendo agora. São os projetos do príncipe saudita Khaled bin Alwaleed, que abriu a sede da sua holding a KBW, em Florianópolis. Ele está investindo em construção civil em SC, no porto PetroCity no Espírito Santo e em uma fábrica de gruas no Nordeste. O plano inclui fábrica de gruas no Sul, que pode ser em SC.

Parcerias aqui e lá

Na lista de oportunidades de negócios nos países árabes que empresas de engenharia e construção de SC podem participar estão 500 mil casas e 10 novas cidades. O Catar, que vai sediar a Copa do Mundo de 2022, precisa de serviços de construtoras para fazer estádios. Um dos grandes incentivadores das 12 missões empresariais de SC realizadas nos países árabes é o executivo Michel Alaby, da Câmara Árabe Brasileira.

Relação amigável

A relação entre o Brasil e SC com países árabes é amigável, o que facilita os negócios, diz o diretor da Fiesc, Henry Quaresma. Entre os produtos mais exportados e com potencial de expansão estão frango, equipamentos elétricos e madeira. Entre os negócios preferidos de empreendedores da região no Brasil estão a área de óleo e gás, construção civil e hotelaria, observa Quaresma. Os países da Ásia que integram a Liga Árabe são: Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Palestina e Síria. Do Norte da África são: Argélia, Marrocos, Djibuti, Egito, Líbia, Ilhas Comores, Mauritânia, Somália, Sudão e Tunísia.

Foto: Filipe Schotti, Fiesc, divulgação

Presidente da Teka pede demissão

28 de abril de 2014 0

O presidente-executivo da blumenauense Teka, Marcello Stewers, renunciou nesta segunda-feira. A informação foi comunicada ao mercado pelo presidente do conselho da empresa têxtil, Frederico Kuehnrich Neto, da família fundadora da companhia, que não explicou as razões do afastamento. Stewers era o executivo principal desta fase de recuperação judicial. Foi eleito para o cargo em setembro de 2012. A Teka enfrenta dificuldades há anos e, mais recentemente, a situação ficou mais difícil em função da crise causada pelo preço da energia. O executivo estava na empresa desde 2005, atuou em unidades na Europa e EUA e também foi diretor de Relações com Investidores antes de assumir a presidência.

Talento a tiracolo no mundo da moda

27 de abril de 2014 1

Laci7A empresária e designer Laci Baruffi se apaixonou por couro quando customizava e produzia peças na infância e juventude. Em 1987, com o marido, Gilberto Darolt, fundou a fábrica em Ibirama. Hoje a marca Laci Baruffi produz 5 mil peças por mês, emprega 80 pessoas e tem cinco lojas próprias em Santa Catarina e no Paraná.

Como vocês entraram no segmento de moda em couro?

Laci Baruffi Darolt – Tudo começou em casa, com a cultura italiana. Minha mãe, Olga, era professora de modelagem em Pirabeiraba, interior de Joinville, e eu a acompanhava. Como eu também amo esporte e já jogava tênis, decidi cursar Educação Física na Furj (Univille). Fiz concurso no município, adorei dar aulas e fiquei na atividade oito anos. Meu namorado na época, Gilberto Darolt, com quem casei, fazia Engenharia Mecânica na Udesc, em Joinville. Naquele período, chegamos a produzir artesanalmente perfumes e bolsas de couro. Quando ele se formou, mudamos para São Paulo para ele trabalhar na Cofap. Eu passei a dar aula numa escola de judeus ortodoxos. Aprendi muito com a disciplina e a cultura deles.

Por que retornaram a SC?

Laci – O cunhado do Gilberto abriu uma empresa de madeira em Ibirama, no Vale do Itajaí, e o convidou para ser sócio. O governo mudou as leis, e eles tiveram que fechar o negócio após um ano. Como em Ibirama havia um curtume, decidimos iniciar um negócio na área de couro. Passei a comprar roupa em SP e vender para ter renda. Numa dessas viagens comprei uma máquina de costura antiga, e o Gilberto adaptou para couro. Começamos fabricando cintos, depois incluimos bolsas.

Como está a empresa hoje?

Laci – Temos cinco lojas próprias em Florianópolis, Blumenau, Joinville e Curitiba (duas), mais uma loja contêiner junto à fábrica em Ibirama. Nossa equipe tem 80 colaboradores e produzimos 5 mil peças por mês entre bolsas, carteiras, itens para viagens e outros. Usamos couros com acabamento de ponta de curtumes do RS e SP. Alguns são fornecedores, também, de grifes italianas. A qualidade e os acabamentos avançaram muito. Temos couros de diversas cores.

Toda a família trabalha na empresa?

Laci – Sim. Eu cuido da parte de criação, o Gilberto da área financeira, e a nossa filha Júlia, 23 anos, que concluiu Administração na Esag e estudou fora, atua no marketing. Ela está implantado o e-commerce, que vamos acelerar a partir de junho

E os planos de expansão?

Laci – Ano passado, nossas vendas cresceram 8%. Neste ano, se chegarmos a 4% estará bom. Estamos iniciando um projeto novo que é a instalação de corner em lojas multimarcas. Fica mais acessível ao lojista.

Como foi expor em Nova York?

Laci – Foi um projeto bem bacana. Numa parceria com a minha amiga, a artista Adri Volpi, customizei uma série de bolsas para uma exposição em Nova York ano passado. Foi um trabalho bastante elogiado.

Recuperação e descoberta
Laci8Uma fase marcante na vida de Laci Baruffi foi durante a recuperação de um acidente. Logo após sua formatura, saiu na carona da moto do então namorado Gilberto para entregar perfumes que fabricavam. Foram atingidos por um carro. Ela teve fraturas na perna (foto) e ficou nove meses sem caminhar. Nesse período, eles começaram a fabricar bolsas de couro. Ele cortava, e ela costurava. A jovem, que já gostava de customizar couro com a mãe, Olga, se apaixonou pela atividade que motivou o negócio atual.

Primeira foto: Daniel Conzi

Segunda foto: Arquivo pessoal

Trazer contêiner da China ao Brasil custa o mesmo que de Santos a SP

27 de abril de 2014 1

InsperO sociólogo e professor do Insper, Carlos Melo, que fez palestra na Fiesc, sexta, desenhou cenário difícil aos próximos anos, independente do vendedor na eleição presidencial. Segundo ele, será preciso cortar gastos públicos para poder reduzir os juros e a inflação. Outra prioridade serão os investimentos em logística. Alertou que trazer um contêiner da China até o Porto de Santos custa o mesmo de levar o mesmo até de Santos a São Paulo. O detalhe é que a distãncia até o país asiático é de 17 mil quilômetros enquanto entre as duas cidades paulistas é de 170 quilômetros. Citou também que na Bahia, em função do clima, há três floradas de algodão por ano, mas o produto perde competitividade internacional em função do custo logístico. Estudo recente na Europa apontou que do transporte no Brasil, para o agronegócio, chega a 30% enquanto por lá sai apenas 8%.

Foto: Fernando Villadino, divulgação

Dez no doutorado com descoberta sobre competitividade

26 de abril de 2014 0

MaitêApós carreira bem-sucedida na área de comércio exterior na Whirlpool, a economista Maria Teresa Bustamante (foto), também presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, decidiu se tornar consultora e estudar. Fez mestrado e doutorado em Administração na Universidade Positivo, de Curitiba. Acaba de defender a tese de doutorado, na qual obteve nota máxima, A, e já dá aula em pós-doutorado da instituição.

Grata descoberta: a competitividade manteve até os chineses longe

Como atuava no setor de eletrodomésticos ( a Whirlpool é dona da Consul, Brastemp, Kitchen-Aid e Embraco) decidiu estudar o impacto da mudança do padrão das tomadas e plugs elétricos do Brasil. Teve que avaliar os últimos 30 anos. A razão alegada para a mudança foi oferecer mais segurança à população no uso de equipamentos elétricos. Também havia interesse de empresa italiana que queria que o Brasil adotasse o padrão europeu para facilitar as importações de lá. Mas a conclusão do estudo de Maria Teresa surpreendeu: as indústrias locais se modernizaram, contaram com a ajuda do Inmetro em longo processo de definição do padrão e se modernizaram para adotar a mudança. Hoje, o Brasil conta com cerca de 25 empresas do setor que atendem 100% o mercado interno e começam a exportar. Os chineses, apesar de praticar preços baratos, não entraram nesse mercado porque a produção nacional se tornou competitiva.

Para fazer a barba com menos água e energia

26 de abril de 2014 0

AquecedorO barbeiro Daniel Delfino, sócio da Daniel Barbearia, no Bairro São Luiz, de Criciúma, inventou um aquecedor de creme de barbear, o Evo Shave System (foto). Trata-se de um pote que é aquecido com energia elétrica (55 Watts) a oferece algumas opções de temperatura. O creme quentinho facilita a retirada da barba e também tem apelo ecológico. É que se a barba é feita no banho, o gasto anual de água chega a 8 mil litros. E o consumo de energia do Evo por ano equivale ao total gasto em apenas dois banhos. A novidade ainda não está à venda e deverá ser disponibilizada por meio de um site de e-commerce pelo inventor e também em lojas, em cerca de dois meses. O preço ao consumidor deverá ficar em torno de R$ 200. Ele está terceirizando a produção. Delfino afirma que aquecer um pouco o creme de barbear não altera a qualidade do mesmo. Segundo ele, sua novidade será útil para barbearias e uso doméstico. Além do forte apelo ecológico, há também a praticidade para os casos onde não há torneira com água quente na pia do banheiro residencial. Assim, suspende também a instalação de um espelho no box do banheiro para fazer a barba no chuveiro.

Indústrias lucram com a venda de energia

26 de abril de 2014 0

O preço da energia nas alturas criou um mercado paralelo de compra e venda de energia entre indústrias que são consumidoras livres. As companhias que não estão gastando tudo o que contrataram vendem via Câmara de Comercialização de Energia ou diretamente para outra empresa. A informação é do presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis e do Vestuário de Blumenau e Região (Sintex), Ulrich Kuhn, que foi informado sobre essas operações em São Paulo.

- Há empresa que teve redução de atividade em função da situação mais difícil do mercado, resolveu vender o excedente de energia e está ganhando mais com isso do que na sua atividade produtiva –  comenta Kuhn.

A conta é fácil de entender explicou um executivo do setor. Uma empresa, por exemplo, comprou 1 megawatt hora (MWh) para seu consumo por R$ 130, mas não está usando. Ela vende esse MWh por R$ 822,83, paga a sua parte ( R$ 130) e sobra R$ 692,83. Como um dia tem 24 horas, sobra, por dia, R$ 16,6 mil; R$ 498,8 mil por mês. Em Santa Catarina há indústria de produtos de alumínio que deu férias coletivas e está comprando tudo da China para ganhar com a venda de energia. O mais comum, no entanto, é a empresa ter um contrato de consumidor livre, usar parte da energia e vender o excedente.

E existem caso de empresas falindo porque não podem comprar a R$ 822 por MWh. Essas não tinham contrato fechado como consumidoras livres. Em 2001, período em que o Brasil teve racionamento de energia, também houve mercado paralelo do insumo em São Paulo.

Vitrine de bijuterias neste sábado em Florianópolis

25 de abril de 2014 1

Assessories77Acontece neste sábado, no Café da Corte, Centro de Florianópolis, o Santa Bijoux, mostra de bijuterias e acessórios com apoio do Núcleo de Fabricantes de Bijuterias da Acif. Grupo de 11 empresas apresentará suas últimas coleções com preços mais acessíveis para o Dia das Mães. O evento abre às 12h e vai até äs 22h. Vão participar as marcas Anna Schimdt, Carolina Vecchietti, Dani Depi, Fabiana Silva, Gabriela Faraco, Izolo, Luiza Castelan, Mariana Dias, Tous Bijous, ULM Bijoux e Vanessa Heichsen. Na foto, peças da nova coleção de Anna Schmidt apresetadas pela modelo Bruna Lacardele, de Florianópolis, uma das finalistas do Garota Fantástica.
Foto: Anna Schmidt, divulgação.

ONGs discutem métodos para projetos sociais

25 de abril de 2014 0

IComCom o objetivo de fortalecer e ampliar o impacto das ações sociais de Organizações da Sociedade Civil que trabalham com crianças e adolescentes, o Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICom) promoveu ontem a 1ª edição do Café Social. Grupo de 30 líderes de ONGs esteve no Centro de Apoio a inovação Social (CAIS) para conhecer e discutir métodos para elaboração e planejamento de projetos sociais. O gerente executivo do ICom, Anderson Giovani e a gerente para Inovação, Carolina de Andrade, foram os facilitadores do encontro.

 

Foto:  Regina May, divulgação

Missão de embaixadores árabes visita SC na próxima semana

25 de abril de 2014 1

Grupo de 11 embaixadores de países árabes estará no Estado segunda e terça da próxima semana. O primeiro compromisso será reunião-almoço na Fiesc, segunda. Os diplomatas, acompanhados de empresários, serão recebidos pelo presidente da entidade, Glauco José Côrte, e o diretor de Relações Industriais, Henry Quaresma. Na agenda organizada pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, há também reunião com o governador Raimundo Colombo e visitas empresariais.
Exportações de SC à região
No ano passado, Santa Catarina exportou US$ 607,17 milhões aos países árabes. O maior comprador foi a Arábia Saudita, que adquiriu 40,49% do total, ou US$ 245,86 milhões. Em segundo lugar ficaram os Emirados Árabes Unidos com 21,24%, US$ 129,56 milhões; seguidos pelo Egito com 10,48%, US$ 63,66 milhões; Kuwait com 4,56%, US$ 27,68 milhões; e Omã, 3,22%, US$ 19,52 milhões. As informações são da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Os produtos mais vendidos foram alimentos, aparelhos elétricos e partes, preparação de carnes e peixes, madeira e tabaco.

Hering melhora receita, mas lucra menos

25 de abril de 2014 0

A Cia Hering, uma das maiores empresas de moda do Brasil, fechou o primeiro trimestre do ano com lucro liquido de R$ 64,6 milhões, 6,9% inferior ao do mesmo período do ano passado. A receita líquida da companhia alcançou R$ 394,4 milhões, com alta de 3,9% frente ao mesmo trimestre de 2013.

Celesc vai receber R$ 332,60 milhões para custo extra de energia

24 de abril de 2014 0

O governo federal viabilizou empréstimo de R$ 4,7 bilhões para ser liberado na próxima semana com o objetivo de pagar o custo adicional de geração de energia que as distribuidoras do setor tiveram em fevereiro. Cerca de 83% desse montante vai ficar para as regiões Sul e Sudeste. A Celesc vai receber R$ 332,60 milhões. Ao todo, o empréstimo do governo federal somará R$ 11,2 bilhões este ano. A outra parte dos recursos será liberada em duas parcelas, uma em maio e outra em junho. O empréstimo, que começará a ser pago pelos consumidores a partir do ano que vem, tem custo de 1,9% ao ano mais o CDI.
A assinatura do contrato de R$ 11,2 bilhões gerou crise na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), órgão que ficou responsável para fazer o empréstimo. Dos cinco conselheiros da instituição, três pediram demissão ontem. Alegaram que não foram consultados sobre a operação e pediram afastamento para não inviabilizá-la, segundo o jornal Valor. Dois permaneceram e a operação será fechada, sem atraso ao pagamento previsto às distribuidoras.
Os recursos serão usados para cobrir despesas com térmicas e compra da parte de energia que não estava contratada por um preço menor. No ano passado, a Celesc recebeu R$ 570 milhões do governo federal para cobrir custo de geração térmica em função da falta de chuvas. Para este ano, o presidente da empresa, Cleverson Siewert, disse que o valor será maior.

SC em terceiro lugar no ranking de renúncia de ICMS

24 de abril de 2014 0

Estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV) sobre renúncia fiscal de ICMS no país a pedido do BID apontou que Santa Catarina está em terceiro lugar entre os Estados que mais abrem mão de arrecadar o imposto. O levantamento, coordenado pelo economista José Roberto Afonso, apurou que em 2012 a renúncia do tributo no país alcançou R$ 52,79 bilhões, 16% do total. O Amazonas liderou ao abrir mão de 67,5%, seguido por Goiás com 51,1% e por SC, com 37,9%. O governo do Estado previu para 2014 cerca de R$ 5 bilhões em renúncia. O maior crítico desses incentivos é São Paulo, que adota política semelhante. O diretor de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda de SC, Carlos Roberto Molim, diz que a maioria desses incentivos visa manter melhor nível de atividade econômica e arrecadação em SC diante da concorrência praticada por outros Estados.

Para aquecer a economia
O diretor da Secretaria da Fazenda, Carlos Molim, afirma que é quase impossível calcular o total da renúncia de ICMS, mas explica que beneficia o Estado. Cita cita o caso do setor agroindústrial, que tem renúncia em torno de R$ 500 milhões. Em contrapartica, mantém produtores no campo e aquece dezenas de atividades econômicas no Estado, com mais impostos.

Nugali investe em nova fábrica de chocolates e inicia exportações

23 de abril de 2014 0

Nugali7Produtora de chocolates premium em Pomerode, a Nugali vai investir R$ 10 milhões em nova planta industrial que ampliará em 300% a atual capacidade instalada. O plano é concluir a construção da planta de 2 mil metros quadrados no segundo semestre do ano que vem. Segundo a empresária Maitê Lang, as vendas cresceram quase 30% no ano passado e continuam no mesmo ritmo. Uma novidade deste ano é o início das exportações. Os dois primeiros contratos foram fechados com a China e o Peru.

As vendas para Páscoa cresceram 33%, mais do que a projeção de 25% feita pela companhia. Outro dado interessante foi o tipo de produto. Nugali77A empresa estimou que, para a data, venderia cerca de 70% de produtos temáticos, especialmente ovos, e 30% de barras de chocolate e outros itens feitos para o ano todo. Mas vendeu 60% de temáticos (foto menor) e 40% dos demais (foto maior). Isso indica que os produtos da marca – que tem fabricação vertical diferenciada, desde a transformação do cacau – contam com vendas mais estáveis.

Fotos: Nugali, divulgação