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Vem aí a indústria 4.0, a nova revolução do setor

03 de junho de 2014 0

BottosUma nova transformação no modo de produzir avança de forma acelerada, é a indústria 4.0. O conceito foi lançado pelo governo da Alemanha para os centros de pesquisas do país há cerca de quatro anos, mas ganhou força na Europa com a palavra manufuture. Essa indústria do futuro envolve produção com alta tecnologia, preservação do meio ambiente e interação com os consumidores.Cada vez mais os clientes terão produtos personalizados pelas empresas.

A indústria 4.0 e o uso do laser no processo fabril serão os temas do workshop Soluções Laser, promovido pela empresa Welle Tecnologia Laser, no Senai de Joinville, quinta-feira, a partir das 8h.

Os temas serão abordados por dois especialistas da Alemanha, país líder em tecnologias a laser, e os sócios da Welle. O fundador e ex-presidente do Instituto Europeu de Laser, Stefan Kaierle (C), falará sobre aplicações globais de laser; o chefe de engenharia do departamento de Usinagem a Laser do Fraunhofer, Kristian Arntz, fará palestra sobre indústria 4.0; o presidente da Welle, Rafael Bottós (D), abordará tipos e aplicações de laser; e Gabriel Bottós (E), apresentará as soluções da empresa que é de Florianópolis e fornece para grandes companhias brasileiras.


A indústria 4.0 é chamada de quarta revolução industrial porque une todas as tecnologias e informações com foco no cliente, explica Gabriel Bottós. A primeira revolução industrial foi com a máquina a vapor, a segunda com o teylorismo e a terceira, com a robótica.
Segundo Stefan Kaierle, o uso da tecnologia a laser é fundamental para o avanço dessa nova indústria. 
-  Sem o laser, não teríamos a internet, smartphones e carros modernos com soldagem de estrutura de aço diferenciada que só é feita com essa tecnologia - diz Kaierle. 
Ele observa que na área médica o laser garante avanços extraordinários. A tecnologia permite, por exemplo, fazer próteses personalizadas, além do destaque que conquistou no tratamento ocular. O próximo passo, segundo ele, será o uso de magnésio, um material que pode ser absorvido pelo corpo humano em alguns anos.

Os especialistas alemães participarão de eventos em Joinville, Curitiba e São Paulo. Além disso, terão eventos internos em empresas como a WEG, Tupy, Whirpool e Mahle.

Manufuture

Para Stefan Kaierle, o avanço das tecnologias e personalização da indústria 4.0 vai ajudar países da União Europeia a fazer frente a cultura industrial de hoje, de baixíssimos custos de operação, utilizando plataformas chinesas. A necessidade de inovação constante e customização vai mudar esse cenário. Ele acredita que os países em desenvolvimento, como os BRICs, têm grandes chances de evoluírem nessa nova revolução industrial porque terão acesso à inovação em nível global. As tecnologias serão mais eficientes e mais limpas, melhorando a qualidade de vida de todos.

 Preço acessível

Há uma expectativa sobre como o Brasil vai se comportar nesse novo panorama.

- O brasileiro acha que a tecnologia a laser é cara e complicada. Mas, na verdade, ela é simples, flexível  e totalmente automática, simplifica  as operações e tem um dos paybakcs mais rápidos do mercado – explica Stefan Kaierle.

Segundo Gabriel Bottós, com esses workshops, a Welle Laser quer alertar boa parte do país sobre como será a indústria do futuro e as tecnologias disponíveis.

Investimentos bilionários

O uso do laser na indústria e em outras áreas da economia avança de forma acelerada. Hoje, o mercado é de US$ 3 bilhões por ano. Em breve, será de US$ 16 bilhões. As impressoras 3D, por exemplo, poderão imprimir (fabricar) produtos a partir de polímeros (plásticos), metais e cerâmicas.

Além disso, a mudança cultural está tão acelerada que está provocando uma revolução também no comando das empresas. Para se ter ideia, no Japão, 60% dos grandes grupos empresariais têm executivos de 30 a 35 anos de idade na presidência, observa Rabriel Bottós.

 Maior nota da história da Endeavor

A Welle Laser foi destaque no mundo corporativo há poucos dias porque obteve a maior nota da história da Endeavor para ser incluída na entidade internacional. A pré-seleção recebeu inscrições de 7 mil empresas, 21 foram para o painel internacional e, dessas, um terço foram reprovadas. Dois dois terços, a Welle foi a única catarinense selecionada. No final, obteve nota 9,7, a maior dos 53 eventos mundiais já realizados pela Endeavor. As diferenciações foram mais em função da forma como fazem a gestão do negócio, avanço tecnológico e expansão acelerada das vendas de equipamentos de laser para grandes indústrias brasileiras.

O novo desafio da Welle, agora, é iniciar exportações. Para isso, abrirá filiais na Suíça e nos EUA. Hoje tem mais de 60 colaboradores e na sua lista de clientes estão grupos como a WEG, Tupy, Docol, Whirlpool e Mahle.

A Embraer do laser

Atualmente, o Brasil investe pouco mais de 1% do total aplicado em tecnologias laser no mundo, observa o empresário Gabriel Bottós. A decisão de fazer o workshop é alertar o setor produtivo do país para a nova tendência mundial e de que é preciso avançar mais rápido no uso dessas soluções. Os empresários dizem ter planos para transformar a Welle na “Embraer do laser”. Essa referência a gigante nacional de aviões é porque a empresa é um exemplo de que o Brasil pode oferecer alta tecnologia para o mundo.

O whorkshop

O evento desta quinta-feira, no Senai Joinville, terá palestras no turno da manhã e demonstrações de uso de equipamentos com laser à tarde. Interessados em participar devem se inscrever no e-mail solucoeslaser@wellelaser.com.br

Foto de Betina Humeres

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