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Um alerta sobre os elevados gastos da previdência

07 de junho de 2014 1

Nos anos que se seguiram à crise financeira de 2008, países europeus como a Grécia, Espanha e Portugal ficaram sem condições de pagar as aposentadorias. O Brasil não teve o mesmo problema, mas uma análise realista dos números do país apontam que esse risco vai estar presente num futuro próximo e a conta poderá ficar insuportável para a economia. Sempre pensando nas eleições, os políticos passam o problema adiante, mas isso precisa ser enfrentado.

O empresário joinvilense Carlos Rodolfo Schneider, coordenador do Movimento Brasil Eficiente, alertou sobre o problema em artigo, ontem, no Valor. Segundo ele, hoje o Brasil tem 23 milhões de idosos e em 2050 terá 65 milhões. Ao mesmo tempo, a população de 15 a 59 anos, que sustenta o sistema, está em queda. Em 2013, o Regime Geral de Previdência Social teve déficit de R$ 51,3 bilhões (1% do PIB). Em 2050, terá déficit de 5% do PIB.

O setor público tem contas bem piores. Em 2012, somando gastos da União, Estados e municípios, teve rombo de R$ 78 bilhões. Há gastos excessivos e distorções também com auxílio doença, invalidez, seguro-desemprego e abono salarial. A propósito, em Portugal, as pessoas podem se aposentar com 55 anos. Na Alemanha, só com 63 anos.

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Comentários (1)

  • Schell diz: 8 de junho de 2014

    Cara Colunsita, o sr. Schneider devia se informar melhor sobre o assunto. Quando da reforma da previdência, o Congresso vetou a constituição do fundo previdenciário, ficando, pois, o “regime de caixa” pelo qual o executivo cobre a diferença entre a arrecadação e os gastos; de outro lado, grande parte do que falta (não é déficit, pois), decorre dos milhares de agricultores aposentados sem qualquer comprovação (ou seja, o Congresso criou a lei e o executivo que se vire); ainda, podemos citar a questão da desoneração das folhas de pagamento de diversos setores (os empregadores contribuem com menos – muito menos – e o executivo, em decorrência, com muito mais). As projeções sabem as ostras, são visões do passado (espelhos retrovisores), o futuro, no entanto, sabem os siris, depende de circunstâncias que não estão ao alcance do presente; especulações matemáticas que são atualizados a cada mês, nada mais. Talvez esteja na hora de refazer as desonerações e criar o fundo previdenciário com contribuições paritárias entre empregadores e empregados. Alguém toparia?

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