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Os pais também têm deveres de casa

26 de junho de 2014 1

Quanto maior o nível de educação de um profissional, maiores são as chances de ter alta remuneração, de ser inovador e colaborar para aumentar a competitividade da economia. Mas a alta qualificação começa com educação básica de alto padrão e isso é alcançado com a participação dos pais. Esse foi um dos principais conselhos do painel sobre educação promovido ontem pela Federação das Indústrias (Fiesc) durante a Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense.

A propósito, a federação vai priorizar, este ano, o incentivo da participação dos pais na educação dos filhos, informa o presidente da entidade, Glauco José Côrte. Segundo ele, pesquisa do Instituto Ayrton Senna apontou que as crianças cujos pais estimulam o estudo, acompanham as tarefas de casa, perguntam o que aprenderam no dia e conversam com os professores têm aprendizado mais avançado do que os demais alunos sem essa atenção familiar. E para fazer isso, os pais não precisam ter muito estudo.O mediador do painel, Mozart Ramos, membro do Conselho Nacional de Educação, destacou que na Coreia do Sul as escolas têm salas para receber os pais e eles fazem filas para falar com professores.

Não faltam números para justificar que o Brasil precisa de um esforço extraordinário para melhorar a educação e toda a colaboração é bem-vinda. Fernando Vargas, consultor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertou que o mercado precisa de profissionais com conhecimentos em matemática, ciências, idiomas, capacidade de comunicar e interagir num ambiente cultural. Luiz Edmundo Rosa, diretor de Educação da ABRH, alertou sobre a baixa nota média do IDEB, que mede o ensino básico. A avaliação vai de zero a 10 e, em 2011, ficou em apenas 3,7. Mas há cidades pequenas e pobres do Nordeste onde a nota é 8. Isto porque a comunidade abraçou o colégio.

Daniela Arai, do Instituto Ayrton Senna, falou de competências sociais e da importância da participação dos professores. Disse que relatórios mostram que os empregadores sentem falta de competências adquiridas em atividades engajadoras, que desenvolvam trabalho em equipe.

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Comentários (1)

  • Valdir Fernandes diz: 3 de julho de 2014

    Excelente notícia. Ajudará muitos pais a tomarem consciência de sua importância no estudos dos filhos; precisariam ainda educar-lhes na Vontade (que seja própria, dos filhos e não imposta). Tarefa custosa, mas possível.
    Valdir

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