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Para evitar tarifaço na conta de luz

02 de julho de 2014 0

A diretoria da Celesc tem até quinta-feira da próxima semana para informar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o reajuste que necessita para cobrir seus custos gerenciais e outros. A tarifa é definida pela agência reguladora e aumenta aos consumidores dia 7 de agosto. Nesta fase de definições a estatal prefere não se pronunciar. Como a distribuidora catarinense deve fechar o ano com despesa extra de R$ 1,1 bilhão na compra de energia em função da aquisição de geração térmica devido a falta de chuvas, o reajuste deve ser bem mais salgado do que a média de 13,7% no ano passado quando a despesa com térmicas ficou em R$ 570 milhões.
Em maio, a diretoria da Celesc cogitava que seria necessário um reajuste da ordem de 30% para agosto. Porém, para socorrer as empresas e evitar tarifaço em ano de eleição, que elevaria a inflação a superar o teto da meta (6,5%), o governo federal já fez um empréstimo de R$ 11,2 bilhões junto a bancos. Agora, estuda outro de até R$ 3 bilhões, não superior a 25% do primeiro.

Os reajustes já concedidos variam de acordo com os custos de cada companhia. A Cemig, distribuidora de Minas Gerais, teve autorização de reajuste de 14,30% em abril ao consumidor residencial. Para a Copel, do Paraná, a Aneel autorizou 35% na semana passada. Como ficou muito alto, o governo estadual, decidiu reavaliar. Vale lembrar que a situação paranaense é diferente da de SC porque a Copel tem receitas elevadas de geração e tecnologia da informação, o que facilita uma redução por iniciativa do executivo estadual. A Celesc não tem essas fontes extras para compensar. Em função disso, é grande a expectativa para a decisão, que deve sair até dia 30. Independente do que for aprovado, os consumidores ainda podem adotar muitas medidas para reduzir a conta de luz.

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