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Quando a marca infantil vira personagem

21 de julho de 2014 0

DoniniMaior empresa de moda infantil do Brasil, a Marisol, de Jaraguá do Sul, virou pelo avesso sua gestão nos últimos três anos e começou a colher os resultados positivos disso ano passado, o que deu mais brilho aos 50 anos, completados dia 22 de junho último. Segundo o presidente da companhia, Giuliano Donini, um dos novos planos é dar vida à Lilica Ripilica, ursinha coala branca que pode ser personagem de desenho animado e muito mais.

A Marisol acaba de completar cinco décadas. Como chega a esse momento?

Giuliano Donini– Com maior crescimento, o que é uma feliz coincidência. O projeto de mudanças não foi em função dos 50 anos. As coisas foram acontecendo. Fizemos três grandes movimentos. Um foi o fechamento de capital. O alinhamento societário permite maior capacidade de execução. Pudemos mudar o conselho de administração e desenhar o perfil dos conselheiros. Além do meu pai, Vicente Donini, que é o presidente, e do meu irmão, Giorgio, contratamos quatro conselheiros externos: Betânia Tanure (RH), Antônio Kandir (finanças), Cledorvino Belini (governança) e Alfredo Pinto (estratégia).

Quais são os outros movimentos?

Donini – Outro ponto desse tripé foi trazer uma consultoria que olhasse o negócio como um todo, a Bain & Company. Ela alterou só marginalmente o nosso desenho estratégico. Apurou algumas falhas na execução. E o terceiro ponto foi a implantação do sistema operacional SAP. Nessa fase perdemos desempenho, mas a tecnologia ajuda mais agora.

Quais são os planos para as marcas?

Donini – Nosso direcionamento ao mundo infantil é histórico. Hoje, 85% do nosso negócio é para esse público. Queremos nos consolidar como gestora de marcas e de canais de distribuição. Para o segmento infantil temos as marcas Lilica Ripilica, Tigor T. Tigre e Marisol. A marca Mineral é para o público infantil e adulto.

E as redes de franquias?

Donini – A rede Lilica & Tigor tem 186 lojas e deve chegar perto de 200 este ano, a One Store tem 225 e pode chegar a 250. A marca Marisol também terá franquias. Estamos fazendo experiência em Curitiba e devemos abrir quatro lojas em 2014. Também atuamos com multimarcas e-commerce e outlet.

Por que a Lilica Ripilica pode virar personagem de desenho animado?

Donini – A Lilica tem uma força grande pela representatividade que alcançou, pelo personagem, não tem tantos cases assim no mercado. Seu clube de relacionamento tem 150 mil seguidores. Vamos continuar investindo nesssa marca em desfiles de moda e acreditamos que ela pode ganhar vida, virar personagem de desenho animado, quadrinhos. No futuro, ela pode viver de outras coisas, não só de roupa. Há o mundo da fantasia, aplicativos… O céu é o limite, mas ainda estamos avaliando o que fazer e qual será o melhor momento.

Com a reestruturação, os resultados melhoraram. Como foi o ano passado?

Donini – A Marisol fechou 2013 com receita líquida de R$ 488,4 milhões. Teve uma expansão 23% superior a de 2012 e acima da média do mercado.

Em cinco décadas
A Marisol foi fundada em 1964 por Pedro Donini, irmão de Vicente, e mais dois sócios. Até 1968 fabricava chapéus de praia, por isso o nome Marisol. Em 1968, comprou uma confecção. Nos anos de 1970 avançou na malharia, na década de 1980 começou a se destacar no país; nos anos de 1990 passou a atuar em nichos de mercado, lançou a Lilica, Tigor e comprou a Maju. Nos anos de 2000 entrou no varejo. Na década atual sofisticou os negócios para ser mais competitiva.

Uma ampla reestruturação
À frente da empresa há seis anos, Giuliano Donini liderou as últimas mudanças. Vendeu uma unidade, transferiu outra e fechou a fábrica de calçados do RS, que foi aberta no Ceará em função do custo de mão de obra. Cerca de 25% das confecções são feitas na Ásia. Além da Marisol, a holding GFVPar, dos Donini, é sócia da financeira Sainvest, tem imóveis e a corretora de seguros Átria, presente em cinco cidades de SC.

Nosso direcionamento ao mundo infantil é histórico. Hoje, 85% do nosso negócio é para esse público.

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