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Tecnologia de SC para transporte sobre rodas

28 de julho de 2014 0

 

Foto: Fabrine Jeremias / Divulgação

Foto: Fabrine Jeremias / Divulgação

Uma das indústrias catarinenses que aceleraram expansão nos últimos anos é a Librelato S.A. Implementos Rodoviários, de Orleans, no Sul do Estado. A companhia, que tem cinco fábricas no município e cresceu 40% ano passado, detém 11% do mercado de semirreboques e rodotrens do país. O principal investimento atual é em nova fábrica no Espírito Santo, um projeto de R$ 40 milhões. Também comprou um terreno em Criciúma para empreendimento futuro. Quem está à frente da empresa é o executivo José Carlos Sprícigo (foto), indicado pelo fundador José Carlos Librelato, que faleceu ano passado.

A Librelato vem se destacando nos mercados interno e externo. O que impulsiona essa expansão?

José Carlos Sprícigo – Ao longo dos anos, a Librelato tem aproveitado as oportunidades de mercado. Temos plantas segmentadas. Uma atende o mercado de basculante, outra o de grãos e assim por diante. Aliado a isso, oferecemos produtos de qualidade reconhecida com uma força de vendas em todo o Brasil e lá fora.

Quais produtos a empresa fabrica?

Sprícigo – Fazemos a linha pesada (para carretas e caminhões), que responde por 85% do nosso faturamento. Inclui semirreboques, bitrens e rodotrens (puxados por cavalo mecânico). Entre os mais vendidos estão o graneleiro/carga seca e o basculante. Fazemos também tanque para o transporte de combustível, semirreboque silo para grãos e o carrega tudo, que leva outros veículos. Também temos a linha leve. Os segmentos em que atuamos são semelhante aos da Randon.

Como foram os resultados de 2013 e quais as expectativas para este ano?

Sprícigo – A empresa faturou meio bilhão líquido (R$ 500 milhões) ano passado, com crescimento de 40% frente ao ano anterior. Este ano, o mercado prevê queda de 18%. O recuo maior será na linha pesada e a Librelato cresceu mais na linha leve. Seria bom se conseguissemos o mesmo resultado de 2013 que foi maravilhoso.

Como foi a trajetória da Librelato desde a fundação até agora?

Sprícigo – A empresa nasceu em 1969 fabricando carrocerias de madeira, com toda a família envolvida, liderada pelo patricarca Berto Librelato. Em 1980, José Carlos Librelato, um dos seus filhos, fundou a Irmãos Librelato, que é a empresa atual. Em 1998 fizemos o primeiro semirreboque basculante; em 2001, a primeira carreta, um semirreboque graneleiro. Em 2011, a Librelato se transformou em Sociedade Anônima (SA) de capital fechado, onde teve aporte de importantes fundos de pensão, liderado pelo CRP VII, do qual participam Funcef, Petros, PNDESpar e outros. A família ficou com 83% do capital e o fundo, 17%. Essa mudança acelerou o crescimento. Temos mais de 2 mil empregados e uma linha diversificada de produtos.

Vocês firmaram uma joint venture com um grupo italiano Como evoluiu?

Sprícigo – Fizemos uma joint venture com a empresa italiana Themac International S.A. Criamos a Libremac Ambiental Implementos Rodoviários Ltda. que já começou a produzir. Oferece equipamento para coleta lateral de resíduos sólidos (lixo) em cidades. É um sistema já adotado na Europa, exige só o motorista. No RS, duas cidades já estão utilizando: Caxias do Sul e Porto Alegre (bairro Moinhos). Em SC, Chapecó começou o projeto. O produto está credenciado no BNDES para aquisição pelo Finame. Isso facilita.

Quanto a Librelato está investindo?

Sprícigo – Vamos instalar a primeira fábrica fora de SC em Linhares, no Espírito Santo. A Brametal, de Criciúma, e a WEG, de Jaraguá, também têm projetos lá. Nosso investimento inicial é de R$ 40 milhões, para a produção de 2 mil carretas por ano. Vamos gerar 300 empregos diretos na unidade.

Como está a presença nos mercados?

Sprícigo – No Brasil estamos em todas as regiões, do Chuí ao Acre. No exterior, começamos a prospectar mercados em 2012, no ano passado já fizemos exportações para o Paraguai, Chile, Bolívia, Uruguai e Argentina. Ainda este ano vamos iniciar vendas ao Peru e estamos negociando com países da África. No exterior também está duro vender. No Chile a demanda caiu 50% devido a uma série de medidas da presidente Michele Bachellet. Hoje, exportamos 8% da nossa produção.

E os investimentos em pesquisa e desenvolvimento como estão?

Sprícigo – Temos uma diretoria de pesquisa e desenvolvimento (P&D). A Librelato foi reconhecida entre as 50 empresas mais inovadoras da região Sul. Entre as nossas inovações estão um produto de alumínio e uma linha de eixos especiais.

Fizemos exportações para o Paraguai, Chile, Bolívia, Uruguai e Argentina.

Carreira na Librelato

Graduado em Direito e Contabilidade, o executivo José Carlos Sprícigo, 50 anos, está na Librelato desde 1982, onde começou fazendo uma cotagem de estoque. Pelo seu talento em gestão, foi indicado pelo fundador para sucedê-lo na presidência. Como a companhia é uma SA, tem conselho de administração presidido por Aloir Librelato. Sprícigo é casado com Nádia Cordini e tem duas filhas: Malu e Clara.

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