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Uma virada no setor de tecnologia

05 de agosto de 2014 1

A empolgação no lançamento nacional da linha de crédito de R$ 300 milhões para o setor de tecnologia da informação, a MPME Inovadora, numa parceria entre o BNDES, o BRDE e entidades do setor, ontem, em Florianópolis, teve diversos motivos. Agora, pelas condições oferecidas, micro, pequenas e médias empresas de software, hardware e serviços poderão investir em inovação no longo prazo para disputar o bilionário mercado do setor no Brasil e lá fora. Podem tomar recursos por taxa de 4% ao ano em até dez anos para pagar, com carência de até 48 meses.

O presidente do conselho da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), o empresário catarinense Gerson Schmidt, explica que essa linha é um marco da evolução do Brasil para oferecer condições para o setor poder inovar e ter mais possibilidades de competir. Para chegar até ontem, foi preciso muita conversa com o governo federal, as instituições financeiras, a Abes e a Acate, entidade que representa o segmento no Estado. Isto porque a queixa geral era de que havia falta de crédito ao setor de software por se tratar de serviços, sem ter como oferecer garantias físicas.

Para Schmidt, agora as empresas de tecnologia dos polos de SC e outras do país terão mais condições de investir e inovar para disputar o mercado nacional que soma US$ 61 bilhões por ano, 3% do mercado mundial de TI que supera US$ 2 trilhões por ano. Do total nacional, o hardware representa US$ 36 bilhões e a maior parte é importada. O software responde por US$ 9 bilhões e empresas do Brasil detém apenas US$ 2 bilhões desse montante. Se criarem sistemas competitivos podem fornecer para o país e o mundo por valores muito maiores, aumentando o faturamento, por isso a linha lançada ontem é importante.
- O Brasil representa 47% do mercado da América Latina, seguido pelo México, com 22%. Somos muito representativos regionalmente – diz Schmidt ao observar que as empresas, no país ainda prestam muitos serviços, o que não agrega muito valor.

Segundo o presidente da Abes, Jorge Sukarie, que também esteve no evento de ontem, o setor deve crescer 14% este ano.Entre as lideranças presentes estavam o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Neuto de Conto; o superintendente do BRDE, Nelson Ronnie; o presidente da ACATE, Guilherme Bernard; o analista de TI do BNDES, André Medrado; o gerente setorial do departamento de TI do BNDES Ricardo Rivera e o diretor do Programa Start-Up Brasil no MCTI Felipe Matos.

Segundo o BRDE, participaram do evento representantes das empresas e instituições Agriness, Alto Qi, AQX, Assespro, BC&M, Automatisa, B&A Consultoria, Brasil TI, TDI Informática, Cebra, Chipus, Codde, Contronics, Ema Softwares, Fenainfo, FH Consultoria, Flin, Hacon, IMIA Projetos, Inovação Tecnologia, Inside Systems, Intredebook, Lógica E, Macnica, Microrede, Newspace, Orbiit, Paradigma, Pixeon, Pratical One, PROGIC, Sábia, Sistemarketing, SOFTCORP, Softex, Specto, Teclan, TELTEC, V Office, Viaflex, VITRUVE, Viva, Void Caz, Voltolini, Way 2, Weightec, Uppoints, Visão GRO, Catamoedas, Sensorweb, Reivax, Esos, SEBRAE, Aquarela, Smacky Technologia, Instituto Stela e Boreste.

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Comentários (1)

  • Gérson Schmitt diz: 5 de agosto de 2014

    Parabéns pela material Estela. O setor de TI pode dar um salto na produtividade da indústria nacional de forma horizontal e ainda transformar o atual deficit numa plataforma de exportação de elevado valor agregado. A compreensão da mídia desse processo e a adequada divulgação dos avanços, desafios e oportunidades pode ser um diferencial para o êxito dessa estratégia.
    At. Gérson Schmitt
    Presidente do Conselho da ABES

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