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Fiesc vai entrar com recurso pela redução da alta na conta de luz

07 de agosto de 2014 3

A alta média de 22,62% na tarifa de energia elétrica dos clientes da Celesc Distribuição, a partir de hoje, assustou os consumidores. A Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) vai entrar com um recurso administrativo junto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para tentar derrubar esse reajuste para cerca da metade, pouco mais de 11%. Os argumentos a serem usados serão técnicos, adianta o presidente da federação, Glauco José Côrte. Segundo ele, o consumidor catarinense está sendo penalizado pela má distribuição da energia mais barata do mercado, aquela das usinas hidrelétricas já amortizadas (quitadas). Como a distribuidora do Estado detém 5,5% do mercado consumidor do país, deveria ter recebido energia barata nessa proporção, mas ficou com apenas 0,5%. A outra parte teve que comprar no mercado por preço bem mais caro, o que gerou um custo superior a R$ 500 milhões, incluído na alta de 22,6%. Outro aspecto técnico a ser questionado é o critério da Aneel que estabelece um custo futuro da tarifa até agosto do ano que vem. Nesse custo, ela considera, por exemplo, uma média de inflação que pode não acontecer.

Para a energia de usinas amortizadas há uma lei que define que a distribuição pela Aneel seja proporcionalmente à participação das empresas no mercado. Mas, lá adiante, num parágrafo, diz que se isso não for possível, a agência pode estabelecer critérios para essa distribuição.

-Vamos insistir na retirada desse componente que influenciou muito no aumento. Nosso cálculo é que a metade da alta pelo menos seja em decorrência da energia comprada. A nossa tarifa poderia cair para a metade, cerca de 12% – disse Glauco José Côrte.

Segundo ele, a Fiesc reconhece que é difícil conseguir uma redução, mas vai negociar. Outro argumento para excluir da tarifa é que se a alta é incluída, passa a ser estrutural porque os próximos aumentos serão sempre sobre uma base a partir desses 23%. Há indicação, também, de cobrança na tarifa de custo financeiro embora os empréstimos feitos pelo governo federal para compensar o custo de térmicas vão começar a ser cobrados apenas em 2015.
A iniciativa da Fiesc é importante não só para evitar uma tarifa super cara que está entrando agora, mas para conter altas futuras injustas. Também deveria ficar bem claro, agora, que paga a despesa extra das térmicas, as tarifas tenham uma redução de valor.

Reunião nesta sexta-feira

A Federação das Indústrias realiza amanhã uma reunião com o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, para discutir os aspectos técnicos do aumento da tarifa. O objetivo é embasar melhor o pedido de redução da alta aprovada pela Aneel. O presidente da Fiesc, Glauco Côrte, convidou também um representante da Aneel, mas a agência não confirmou. A Fiesc também receberá amanhã os três candidatos ao governo do Estado que estão melhor colocados nas pesquisas: Raimundo Colombo, Paulo Bauer e Claudio Vignatti. O objetivo é ouvir suas propostas de governo.

Comentários

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Comentários (3)

  • Rogério Cardozo diz: 7 de agosto de 2014

    Acho que a FIESC fará bem para toda sociedade pois não passa de um abuso.A inflação esta em 6 e querem 23 % , é descalabro e também acho que empresas publicas como celesc , casan e petrobras , etc não podem ter ações vendidas em bolsa ou atende a sociedade , visto que foram construídas com dinheiro publico , ou atende outros interesses.

  • Nando diz: 7 de agosto de 2014

    Se esta ruim agora, imagem depois das eleições, com tarifaçõs nos combustiveis, energia, inflação solta e pibinho mediocre. Tá bom ou quer mais?? Se liga POVÃO!!

  • Rogério Cardozo diz: 7 de agosto de 2014

    Estela a imprensa faz coisa , até pouco tempo muitas tvs e sites falavam e mostravam muito o IMPOSTROMETRO , AGORA O SONEGOMETRO.

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