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Ao invés de emprego, povo quer o seguro

24 de agosto de 2014 6

Uma das declarações mais aplaudidas do presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, durante o discurso de posse, sexta à noite, foi sobre o que ele denominou como como situação desconcertante o quadro do seguro-desemprego em Santa Catarina. Segundo ele, nas portas das empresas de todas as regiões do Estado há cartazes indicando vagas. No entanto, em 2013, quando se informava que o Brasil estava com pleno emprego, o valor pago em SC a título de seguro-desemprego ultrapassou R$ 1,2 bilhão para mais de 300 mil beneficiários. No Brasil, foram 8 milhões que receberam R$ 28,5 bilhões.
-A Fiesc não é contra o amparo ao trabalhador desempregado, mas é totalmente contra o incentivo dado pelo governo, com o dinheiro do contribuinte, para manter o trabalhador fora do emprego, quando há milhões de vagas abertas no país – afirmou.

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Comentários (6)

  • Schell diz: 24 de agosto de 2014

    Cara Colunista, volta e meia o setor patronal vem com essa falácia, de que o governo federal incentiva o trabalhador a não trabalhar. Nada mais falso. Primeiro, não é o governo federal, mas, a Legislação (que, sabemos todos, é da competência do Congresso Nacional); segundo, a situação decorre de demissões imotivadas, ou seja, quando o patrão, sem mais, nem menos, demite o trabalhador que, então, para se sustentar, recebe 4 a 6 parcelas do seguro desemprego; terceiro, então, se não houver as demissões, não haverá pagamento de seguro desemprego; quarto, o fato de existirem vagas não significa, necessariamente, que os (então) desempregados possam nelas ser aproveitados: um balconista de loja de roupas não seria aproveitado como técnico na área téxtil (não é, só pra dar um simples exemplo); ainda, nenhum (des)empregado fica satisfeito com o seu seguro-desemprego e, sempre e sempre, buscam nova colocação (em regime de pleno emprego, obviamente que o desempregado irá pensar melhor – antes do fim do seguro-desemprego – sobre uma nova colocação; também, muitas e muitas vezes o empresário busca contratar desempregados (com o tal auxílio), propondo que ele trabalhe até o final do mesmo sem carteira assinada. Pois é, o fato de industriais e afins aplaudirem o discurso (demagógico) em nada acrescenta eou melhora o estado das coisas; agora, culpar o governo federal, em si, mera politicagem-eleitoreira. Por favor, não censure meu comentário. Agradeço.

  • Nando diz: 25 de agosto de 2014

    O trabalhador se espelha no andar de cima: COMO TIRAR VANTAGENS DAS TETAS DO GOVERNO. Enquanto os políticos dão exemplos nada honestos de enriquecimento ilícito, o peão busca alguma alternativa para também obter algum retorno sem fazer nenhum esforço!! É A FAMOSA LEI DE GERSON!! É uma compra de votos light, porque o bolsa miséria é a compra descara de votos.

  • Flaris Valério diz: 25 de agosto de 2014

    Vale Perguntar o que as empresas fazem para evitar isto, procuram incentivar o treinamento continuado, oferecem plano de incentivo a continuidade no emprego?.
    Pagam salários justos/dignos?, procuram dividir o lucro gerado pelo trabalho?

  • JOão da Silva diz: 25 de agosto de 2014

    Ora, se o povo prefere o seguro desemprego do que um emprego fixo, há realmente algo de errado. Recentemente, um amigo, com ensino superior e experiência perdeu o emprego pois a empresa que trabalhava mudou-se para São Paulo. Esse amigo procurou emprego na mesma área por meses, e a surpresa é que o salário pago, é equivalente ao seguro desemprego quando não poucas vezes menor. Glauco Côrte, deveria fazer outro estudo: o porque as empresas catarinenses remuneram tão mal seus trabalhadores, talvez assim ele encontre as respostas sobre o por que os trabalhadores preferem o seguro desemprego.

  • Barnabe’ diz: 25 de agosto de 2014

    Enquanto os Tubarões explorarem os escravos trabalhadores com ” salários ” salgados, o melhor e’ ficar no seguro-desemprego…tipo europeu.

  • João diz: 25 de agosto de 2014

    Não entendo esse tal de glauco corte (com minúsculas mesmo), da discurso falando mal do governo federal dizendo que as indústrias estão parada e fala que está sobrando empregos. Incoerente é o mínimo que se pode dizer desse indivíduo ou, melhor seria mentiroso? Cambada de reacionários.

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