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Posts do dia 25 agosto 2014

Vinho de Brad Pitt e Angelina Jolie chega a SC

25 de agosto de 2014 5
Marival

Foto: Basilico, divulgação

O belo casal do cinema Brad Pitt e Angelina Jolie produz um vinho quase tão estrelado quanto eles. Trata-se do rosé Miraval, elaborado em um vale da vila Correns, região de Provence, França, que começa a ser vendido em SC. É oferecido na Pizzaria Basilico, da Lagoa da Conceição. A empresa conseguiu venda exclusiva no Estado. A vila Correns é a primeira aldeia orgânica da França. As videiras são cultivadas em terraços sem o uso de pesticidas ou produtos químicos que possam afetar as uvas e o vinho. Segundo a pizzaria, os consumidores que provaram o produto na Europa dizem que é espetacular. -A safra é de 2013 e foram produzidas apenas 2.398 garrafas, uma preciosidade – comentou Firmino Mariano, um dos sócios e responsável pela carta de vinhos da Basilico. O preço por garrafa é R$ 250. Não há venda fracionada por taça.

 

Angelina

Foto: Robyn Beck/AFP, 29/05/2014

No cartão

25 de agosto de 2014 0

A NexxPago, subsidiária da catarinense Nexxera, anunciou parceria com a NowPrepay, da capital canadense, do grupo
VendTek System. O objetivo é oferecer tecnologia que permitirá que pontos de venda aceitem cartões de crédito e débito e, também, ofereçam serviços pré-pagos, entre eles recarga para celular.

Futuro do plástico

25 de agosto de 2014 0

A Interplast e a EuroMold Brasil, feiras realizadas durante uma semana em Joinville, gerou negócios da ordem de R$ 500 milhões, considerando os firmados durante as mostras e os encaminhados. Vieram visitantes de 22 Estados e também do exterior.

Um defensor de causas econômicas e sociais

25 de agosto de 2014 0

O empresário Antônio Ermírio de Moraes, que faleceu ontem, além de ser uma das principais referências da indústria brasileira, mostrou que é possível tocar os negócios e, também, trabalhar e colaborar com a área social, defender causas coletivas e escrever. Adepto da vida simples, fez questão de dirigir um dos hospitais mais importantes de São Paulo, o Beneficiência Portuguesa. Autor de peças de teatro e escritor, afirmava que a política era um teatro e vencia a eleição quem conseguia emocionar mais o eleitor.

Entre os gargalos da economia brasileira que ele mais criticava estão juros altos. Das críticas que recebia, a principal era a concentração da produção de cimentos no Brasil já que o seu grupo, o Votorantim, é o líder. Sobre o mercado de cimentos o Cade adotou medidas, mas no caso dos juros, entra governo e sai governo e o país continua com uma das taxas de juros mais elevadas do mundo. Esse é um desafio que a pessoa vitoriosa nas urnas no mês que vêm deveria enfrentar. O Brasileiro, empresário ou consumidor, paga muito juro. Melhor seria pagar produtos e serviços.

Embrapii em SC

25 de agosto de 2014 0

A Fundação Certi, de Florianópolis, é uma das 10 instituições do país que terão uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). O objetivo é elaborar projetos de inovação em cooperação com indústrias.

Plano diretor

25 de agosto de 2014 0

A Celesc iniciou a revisão anual do seu plano diretor, processo que vai durar cerca de três meses. Reuniu em Florianópolis especialistas da área econômica e lideranças do setor para fazer análises acerca de cenários para a energia.

Segundo o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, o ciclo de revisões permite que o plano seja atualizado em função
de alterações no mercado e que os desafios para o cumprimento das metas estabelecidas sejam contornados durante a execução.

Como o campo pode ficar mais rico

25 de agosto de 2014 1

O agronegócio brasileiro é um dos poucos setores em alta da economia, mas pode gerar ainda mais riqueza diante de um mercado global cada vez mais comprador. Para desenvolver ainda mais o campo, é preciso mudar a legislação para tornar possível a micro e a pequena empresa rural. É isso que defende o secretário de estado da agricultura e pesca, Airton Spies. Ele é mais otimista do que a média porque conhece os modelos do agronegócio da Nova Zelândia e Austrália, onde cursou mestrado e doutorado, respectivamente.

Foto: Betina Humeres

Foto: Betina Humeres

O senhor é otimista com o futuro do agronegócio, disse até que as pessoas do campo terão maior qualidade de vida e mais riqueza do que as da cidade. Por que vê esse cenário?
Airton Spies – Primeiro porque o mundo precisa muito de alimentos. Temos 7 bilhões de habitantes no Planeta e teremos 9,4 bilhões em 2050. Segundo a ONU, mesmo que a população cresça 40%, o consumo de alimentos vai crescer 75% até 2050 frente a 2010 porque muitos ainda não consomem a quantidade de alimentos que gostariam. Como os países mais populosos como a China e a Índia estão aumentando a renda, vão demandar mais alimentos. E o Brasil, por suas condições de clima e tecnologia no agronegócio, é o candidato a ser o celeiro mundial. Por isso vejo há mais oportunidades do que ameaças para o agronegócio brasileiro.

E para Santa Catarina?
Spies – Com base na agricultura familiar, temos uma condição muito favorável para a produção diversificada de alimentos em função do relevo acidentado e microclimas diferentes. Além disso, temos cadeias produtivas muito organizadas. Então é possível prever que as pessoas que vão ficar no campo vão se profissionalizar mais, usar mais tecnologia, alcançar mais produtividade e mais renda, o que resultará, naturalmente, em mais qualidade de vida. Vão ficar no campo não mais as pessoas que sobraram e sim as que optaram por ser profissionais. O governo tem políticas para melhorar a infraestrutura do meio rural para equipará-la com a das cidades em estradas, energia, internet e tudo mais que leva qualidade de vida ao campo.

O senhor defende mudança na legislação para as pequenas propriedades se tornarem empresas. O que falta para isso?

Spies – O modelo brasileiro tem um equívoco no seu formato. Para a propriedade rural efetivamente evoluir, ela precisa ser administrada como uma empresa. A propriedade rural é um lugar onde se investe dinheiro para para ganhar mais dinheiro. Isso é o empreendorismo que faz. As nossas propriedades são baseadas num CPF, administradas como uma pessoa física. O dono da terra é também o sócio da cooperativa, do sindicato e o cliente do banco. Tudo está no nome dele, enquanto as outras pessoas da família não têm identidade econômica. Precisamos de uma legislação que permita que a propriedade rural se converta numa micro ou pequena empresa na qual todos da família sejam sócios. Assim, quando um morre ou deixa o campo, a propriedade não precisa ser fracionada, só muda o contrato social e as atividades continuam. Quem vai para a cidade pode continuar sócio da propriedade rural.

Qual é o projeto proposto?
Spies – Nós sugerimos o projeto de lei complementar número 103, que já tramita no Congresso. Ele propõe a criação do estatuto da microempresa rural e da empresa rural de pequeno porte. O objetivo é fazer com que todos os benefícios que existem hoje ao produtor rural sejam mantidos, mas que a propriedade possa se organizar em forma de empresa.

Quais são os principais projetos da Secretaria?
Spies – Temos projetos voltados ao desenvolvimento e para situações de risco, como problemas climáticos. Ao desenvolvimento, temos pesquisas e inovação através da Epagri, cuidado da defesa agropecuária e da qualidade dos produtos com a Cidasc e fomento pelo o SC Rural. Na questão climática, uma prioridade é a oferta de água. Estamos investindo R$ 100 milhões de reais do Juro Zero para captação e armazenagem de água e irrigação no meio rural.

Santa Catarina se prepara para exportar mais moda

25 de agosto de 2014 0

Após nove anos de união pelo avanço do design de moda em parceria com universidades, o Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC), integrado por 17 empresas, dá um novo salto para ampliar as exportações. Está aderindo ao Texbrasil, programa entre a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) e a Apex-Brasil, agência de promoção de exportações do país que inclui capacitação, inteligência competitiva, promoção comercial e consultoria da Fundação Vanzonlini.

Sábado, empresários que integram o SCMC, movimento presidido por Claudio Grando, receberam no condomínio Vivá Cacupé, em Florianópolis, o presidente da Abit, Rafael Cervone, para discutir a adesão ao Texbrasil.

Estudos feitos pela Abit, segundo Cervone, revelam que consumidores do exterior gostam do estilo de vida alegre e colorido do Brasil. Ele diz que o maior potencial para exportar é de produtos de qualidade, mas de médio valor. Entre os mercados potenciais estão as Américas, Ásia (especialmente as grandes cidades da China, e Europa). Para o europeu, por exemplo, vestir produtos brasileiros remete à alegria, explicou Cervone.

Conforme Claudio Grando, o objetivo é que todas as empresas do SCMC possam participar do Texbrasil. Outra meta é atrair mais empresas ao movimento voltado ao design de moda no Estado. O grande objetivo, segundo ele, é colocar o Estado como polo gerador de moda, de produtos de valor agregado.
- Queremos atrair mais empresas de todas as regiões para fortalecer a nossa cadeia têxtil, que é completa – diz Grando.

Leia a entrevista com o presidente da Abit, Rafael Cervone:

Como iniciou o programa Texbrasil?
Rafael Cervone - O programa começou há 13 anos numa parceria entre a Abit e a Apex-Brasil, tem como objetivo fomentar as exportações e promover a internacionalização e o posicionamento das empresas lá fora. E um projeto muito grande que envolve a sensibilização das empresas para exportação, capacitação, inteligência competitiva, promoção comercial, missões internacionais e a internacionalização de fato (nivel cinco), que são as empresas que já se posicionaram globalmente e são referência para as demais. Hoje, estamos falando neste evento da gestão do processo de inovação. Não é só a inovação de produtos, mas a forma de inovar dentro das empresas. Isso permite que o sistema todo de inovação seja vivenciado de maneira adequada e isso faz com que a empresa dê um salto tecnológico.

Onde o Texbrasil começou a ser implantado?
Rafael – É um programa que iniciou em SP, estamos partindo para a terceira turma. Nosso parceiro é a Fundação Vanzonlini, da Universidade de São Paulo. Estamos partindo para a terceira turma e já são mais de 50 empresas participantes.

Que cenário vê para o setor têxtil brasileiro?
Rafael
- Estamos fazendo uma revisão do plano prospectivo do setor. Fizemos um plano para 15 anos que termina em 2023 e estamos atualizando para 2030, o que deve ficar pronto até o final do ano. Estamos projetando o futuro do setor, que é um dos mais importantes para a economia brasileira. É integrado por 30 mil empresas que faturaram no ano passado algo em torno de US$ 60 bilhões de dólares. É o segundo maior empregador da indústria de transformação, atrás só de alimentos e bebidas junto, emprega 75% de mulheres, das quais 40% sustentam seus lares, é um setor que tem investido mais de US$ 2 bilhões em máquinas e inovação mesmo depois da crise esse valor dobrou. Até 2008 esse valor médio era de US$ 1 bilhão, o que mostra que o setor está investindo. Temos 30 mil empresas e detemos o know-how de toda a cadeia, que é longa. Acho que pouquíssimos países do mundo detém isso, desde as fibras naturais e sintéticas até o fashion design. As empresas tendem a se verticalizar, partindo para o varejo. Essas têm conseguido resultados melhores. Aqui em Santa Catarina temos alguns exemplos. A Dudalina é um caso típico, que partiu para a inovação do lado feminino, se internacionalizou.
Como estão as empresas de SC?
Rafael - O Estado de Santa Catarina tem demonstrado uma pegada muito interessante. Primeiro com o Santa Catarina Moda e Cultura, que a gente vem acompanhando desde o início e tem feito a diferença no setor. Esse movimento tem mudado o próprio Estado, com esforço enorme de agregação de valor, trabalho em conjunto, capacidade de inovar. Isso se reflete nos números das empresas.

Quais são as perspectivas lá fora?
Rafael
– O Brasil enfrenta falta de competitividade. Não adianta o setor investir US$ 2 bilhões por ano se o país não é competitivo. Aliás, isso tem afetado a produtividade das empresas. Nos últimos anos, os salários cresceram muito acima da inflação e a lucratividade não acompanhou. É importante melhorar a infraestrutura e fazer as reformas. Há 15 ou 20 anos, nós já tivemos market share de 1% no mercado mundial. Esse cenário é muito interessante, considerando o os negócios têxteis internacionais, sem considerar o mercado interno de cada país, falamos de algo em torno de US$ 650 bilhões. Sabemos que nos próximos 10 anos esse mercado, com crise e tudo mais, vai subir para US$ 850 bilhões. Então, pensamos em qual market share queremos ter. A nossa meta é voltar a ter pelo menos 1%, aí vamos exportar US$ 7 bilhões e não US$ 1,3 bilhão como hoje.

Com que produtos vamos competir?
Rafael
– De uma coisa eu tenho certeza: o Brasil não vai competir mais em commodities. A estratégia das empresas, agora, é agregar valor. Eu também acho que o posicionamento da moda brasileira não precisa ser o mesmo da Louis Vuitton, Prada ou Gucci. Há um middle market (mercado de produtos de médio valor) onde os nossos designers podem fazer a diferença, até pela questão do preço. Não adianta se posicionar no meddle market com preço da Louis Vuitton, aí não vamos vender.

As restrições da Argentina estão prejudicando muito o setor?
Rafael
– A Argentina e o nosso principal cliente. Apesar de estarmos inseridos no Mercosul, ela não nos trata como um país do mercado comum. Ela se protege e dificulta o máximo nossas exportações. Resultado disso é que nos últimos quatro anos perdemos 40% do mercado argentino. E eles não ampliaram o parque fabril próprio,mas substituíram os nossos produtos por outros mais baratos da Ásia, especialmente da China.

E outros mercados?
Rafael
– Em função dessa restrição na Argentina, nossas empresas passaram a buscar outros mercados. Primeiro foi em outros países da América Latina. Agora, avançam no mercado Árabe, Rússia e, por incrível que pareça, a China. Nós, da Abit, estamos finalizando um estudo de mercado de dois anos na China, envolvendo as grandes e médias cidades, Essas de segunda grandeza têm de 15 milhões a 10 milhões de habitantes. Também identificamos que os consumidores chineses estão se saturando das grandes marcas e abrindo espaço para o novo. E o Brasil é visto como novo, especialmente em função da Copa do Mundo e Olimpíadas de 2016.

A questão ambiental ajuda a abrir mercados?
Rafael
– Isso tem muito apelo, especialmente na Europa. O algodão brasileiro é bem aceito. Existe algo no mundo que é o BCI, o Better Cotton Iniciative, que considera o produto auditado, controlado desde a origem, que preserva o meio ambiente e não utiliza o trabalho escravo. O Brasil representa mais de 55% do BCI mundial. Isso pouco se conhece ainda. O algodão colorido da Paraíba e da Bahia tem feito sucesso na Alemanha e no Japão. Existe empresa de Minas trabalhando design com base na etnografia indígena ou do corante natural da Amazônia. O Brasil conta com uma diversidade cultural muito grande. A moda de SC é diferente de São Paulo, que é diferente da Bahia que é diferente de Minas. Essa diversidade chama a atenção lá fora. O Brasil tem condições de exportar algo único, criativo, versátil, que agrega valor inclusive do estilo de vida brasileiro. Isto no Primeiro Mundo e na China também. A classe A chinesa está crescendo, como o país é grande, isso pode fazer a diferença para nós.