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Inovação em cerâmicas para revestir

31 de agosto de 2014 2
Foto: Caio Marcelo / Agência RBS

Foto: Caio Marcelo / Agência RBS


O empresário Edson Gaidzinski, 49 anos, está à frente da Eliane Revestimentos Cerâmicos, de Cocal do Sul, desde 2006. Terceira geração da família fundadora, ele lidera a empresa com foco na qualidade e inovação. O crescimento anual está numa média de 10%. Gaidzinski, que também preside a Anfacer, está otimista com o cenário futuro, especialmente ao mercado brasileiro onde há carência de aproximadamente 7 milhões de moradias.

Quanto a Eliane cresceu até julho deste ano como o senhor vê o cenário futuro?
Edson Gaidzinski – A empresa faturou de janeiro a julho do ano passado R$ 444 milhões e, este ano, atingiu R$ 489 milhões, um crescimento de 10%. Na geração de caixa, no mesmo período de 2013 tivemos R$ 64 milhões enquanto, neste ano, estamos com R$ 78 milhões, com um acréscimo de 22%.As pessoas me perguntam sobre o Brasil, o ano de eleições e como vai ser o futuro. Tenho afirmado que no Brasil o empresário tem que ser muito otimismo com tudo apesar das dificuldades. O empresário brasileiro é empreendedor. Nós somos uma empresa tradicional que vai faturar talvez este ano R$ 870 milhões, tem 2.500 funcionários. dois polos fabris: em Cocal do Sul, SC, e em Camaçari, na Bahia.

O senhor é a terceira geração da família fundadora. Como foi a gestão até aqui?
Gaidzinski – A Eliane é uma empresa que foi fundada em 1960, pelo meu avô Maximiliano Gaidzinski. Ele tocou a empresa de 1960 até 1980. Na segunda geração, meu pai assumiu a empresa, de 1980 a 1996. Em 1996, num processo de profissionalização, ela foi tocada por profissionais durante dez anos, até 2006. Em 2006, assumi a empresa, onde estou há oito anos. Já estou no terceiro planejamento estratégico da empresa, que é de 2015 a 2020. Dentro do planejamento estratégico tem os nossos planos de negócios. A Eliane vai fazer 55 anos no ano que vem e exporta desde a década de 1980.

Como está a marca no exterior e quanto por cento da produção vocês exportam?
Gaidzinski – A Eliane é uma marca bastante internacionalizada. No Canadá é uma marca de referência. Também temos uma posição muito boa na América do Sul, com clientes principalmente no Chile; e temos diversos clientes em países da Europa. Desde 2009, por opção, a empresa exporta 10% e destina 90% ao mercado interno.Desses 90%, 45% vai para revendas, lojas de varejo.Outra parte é para o mercado de construção.

Vocês negociaram uma fusão com a Portobello que não evoluiu. A Eliane tem plano para ir ao varejo a exemplo da concorrente?
Gaidzinski – Não, não temos intenção nenhuma de trabalhar diferente do que trabalhamos hoje. Eu acredito muito no fato de que nós como indústria precisamos de investimento em ativos permanentes de longo prazo. E esse investimento mais a inovação dentro do nosso laboratório, dentro do nosso estudo de produto, é relevante. Então a indústria trabalha com indústria e o varejo como varejo. Acho essa diferenciação é muito importante. Cada empresa trabalha do seu modo e tem o seu DNA.

Como vocês trabalham a inovação?
Gaidzinski – Nós temos parcerias muito fortes com empresas do Japão e da Itália. Todo o processo de fachada ventilada de obras como o Shopping JK Iguatemi de São Paulo e a sede da Odebrecht usam esse método de instalação com nossa parceria japonesa. Considero essa inovação muito importante porque sai da vala comum para aplicação de um método mais limpo, rápido, econômico e sustentável. No caso das obras da Copa, por exemplo, fornecemos revestimentos para cinco estádios, incluindo a Arena Corinthians. Um dos nossos diferenciais em qualidade e inovação é termos o Colégio Maximiliano Gaidzinski, onde formamos técnicos em cerâmica. Vai fazer 35 anos e é motivo de orgulho.

A empresa chamou a atenção ao voltar usar carvão em parte da produção. Por que?
Gaidzinski – Hoje, a indústria cerâmica é muito dependente de gás natural, que é o gás limpo. Temos um processo de via úmida, que requer menos calor, para tirar umidade da matéria-prima. Adoraríamos usar só gás natural, mas como é um insumo caro e limitado, tivemos que adaptar esse processo para a matriz energética do carvão.

O senhor também preside a associação nacional do setor, a Anfacer. Quais as expectativas para o setor este ano?
Gaidzinski – O Brasil é o segundo maior produtor e consumidor mundial de cerâmica. Vejo os empresários do nosso setor investindo e acreditando no Brasil. Há um processo contra o produto chinês nesse último ano que já tá em prática, que é para proteger a indústria brasileira. O mercado cresce 6 a 7% ao ano no país e há o déficit habitacional de 7 milhões de moradias que precisa ser preenchido. Estamos no lugar certo e na hora certa.

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Comentários (2)

  • EXTIMPOMER=Charles… diz: 31 de agosto de 2014

    PARABÉNS SR.EDSON GAIDZINSKI,PARABÉNS FAMÍLIA GAIDZINSKI,MUITO TRABALHO TEM SEU RESULTADO,CONHECIDOS NO MUNDO,TRILHANDO OS CAMINHOS DAS PESSOAS…

  • Carlos Henrique diz: 1 de setembro de 2014

    Então aproveitem esse ano, porque ano que vem não tem mais Minha Casa Minha Vida nem financiamento da Caixa.

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