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Posts do dia 12 outubro 2014

Brincadeira das boas

12 de outubro de 2014 1
Foto: Charles Guerra / Agência RBS

Foto: Charles Guerra / Agência RBS

Moldando madeira, tecido e criatividade, Osvaldir Viegas (foto), a esposa, Ana Regina, e uma equipe de 10 colaboradores dão vida à Oficina do Aprendiz. Um espaço, em Florianópolis, onde um mundo lúdico é construído através de brinquedos que proporcionam o reencontro com a simplicidade natural da infância, desafiado por um mercado entregue ao universo digital.

O que é a Oficina do Aprendiz?
Osvaldir Viegas – É uma empresa voltada para pesquisa, desenvolvimento e resgate de brinquedos e jogos. A matéria-prima é basicamente madeira e tecido.

Quantos produtos oferece hoje ao mercado e como comercializa?
Viegas – Na loja temos um mix de mais de 400 produtos e contamos com cerca de 3 mil brinquedos, incluindo outras marcas nacionais. Os preços variam de 10 a mil reais, no caso de jogos em formato gigante. Os brinquedos que produzimos, além de estarem disponíveis em nossa loja, são vendidos para todo o Brasil pela internet, mas nosso forte é o comércio institucional, para empresas – Banco do Brasil, Sesc, Sesi e Senai são clientes – que compram os produtos para treinamentos e capacitações.

Como é o processo criativo e quem participa?
Viegas – O processo criativo começa com o juntar dos blocos. É semelhante ao que se passa com uma criança que tem vontade de fazer algo e faz. É um exercício de enxergar além. Ter a ideia e partir para a execução. No espaço, de 400 metros quadrados no sul da Ilha de SC, interagimos com os brinquedos, que podem e devem ser manipulados por todos os funcionários.

O que levou o senhor a investir em brinquedos?
Viegas – Em primeiro lugar o compromisso e a ética, em segundo, sou um empreendedor desde moleque. Acredito que é um segmento carente de diferenciais. O primeiro conceito é formar uma rede de consumo consciente.

Que normas segue para garantir qualidade e a segurança dos produtos? Há aprovação do Inmetro?
Viegas – Sim, seguimos as normas do Inmetro para a produção artesanal.

É possível enfrentar a concorrência de brinquedos eletrônicos?
Viegas – Gostamos do que conhecemos. Nossa sociedade é digital. O que se vê, o que se disponibiliza, são brinquedos eletrônicos. O que queremos provar é que as crianças – e os adultos, também – brincam com o que conhecem, com que está ao alcance, eletrônico ou não. Nosso objetivo é fornecer elementos que resgatem a essência do ser humano, mais presente na infância.

Qual seria a alma do negócio proposto pela Oficina?
Viegas – Muitas empresas do segmento acabam fechando as portas. Apostamos em um caminho diferenciado, totalmente focado em pesquisa e capacitação.

* Colaborou Mônica Foltran