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BC surpreende e eleva juro para reduzir a inflação

29 de outubro de 2014 1

Embora sem unanimidade, o Copom, do Banco Central, elevou a taxa básica de juros Selic de 11% para 11,25% ao ano. A decisão pegou, tanto o mercado financeiro quanto o setor produtivo de surpresa. Ninguém imaginava que essa opção seria adotada este ano pelo menos considerando uma parte dos discursos da presidente Dilma na campanha à reeleição. Ela dizia que focaria a manutenção de empregos e que seus opositores, Aécio e Marina, adotariam política recessiva. Juros altos é recessivo.

Diretores do Banco Central chegaram a afirmar que, se necessário, os juros seriam elevados, mas a expectativa era de que isso ocorreria em janeiro. A persistente alta de preços em diversos setores e a volatilidade do dólar pesaram na decisão.
A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), por meio do seu presidente e ex-candidato ao governo de SP, Paulo Skaf, logo emitiu uma nota criticando a decisão.
- Colocar toda a responsabilidade do combate à inflação na taxa de juros vem se mostrando uma estratégia equivocada, uma vez que está pondo em risco o maior patrimônio da economia brasileira atual, que é o emprego – disse Skaf que defendeu não só o juro, mas a redução dos gastos públicos para conter a inflação.

Confira a nota do BC:

Copom eleva a taxa Selic para 11,25% ao ano

29/10/2014 20:20

​Brasília – O Copom decidiu elevar a taxa Selic para 11,25% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela manutenção da taxa Selic em 11,00% a.a.

Para o Comitê, desde sua última reunião, entre outros fatores, a intensificação dos ajustes de preços relativos na economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável. À vista disso, o Comitê considerou oportuno ajustar as condições monetárias de modo a garantir, a um custo menor, a prevalência de um cenário mais benigno para a inflação em 2015 e 2016.

Votaram pela elevação da taxa Selic para 11,25% a.a. os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo e Sidnei Corrêa Marques. Votaram pela manutenção da taxa Selic em 11,00% a.a. os seguintes membros do Comitê: Altamir Lopes, Luiz Awazu Pereira da Silva e Luiz Edson Feltrim.

Brasília, 29 de outubro de 2014

Comentários

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Comentários (1)

  • nando diz: 30 de outubro de 2014

    Isto é só o começo do caos que o país ira passar: Inflação alta, juros altos, descontrole gastos públicos, tarifaços de energia elétrica e combustível, desemprego e um Pibinho ridículo que só vendo, coisas boas é que não virão pela frente!! O sul é meu país!!

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