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Criação de moda e bem-estar

01 de dezembro de 2014 0

00a81eabO empresário Guilherme Weege está à frente das recentes transformações do Grupo Malwee, de Jaraguá do Sul, no setor de moda. Apesar do avanço no varejo com lojas de marcas próprias e aquisições de três empresas com redes no comércio, o canal multimarcas ainda é o que responde pela maior parte do faturamento.

A Malwee passou por uma mudança com a sua chegada no comando, com uma forte virada para o varejo. O que norteou essa mudança?
Guilherme Weege – O Grupo Malwee é uma empresa familiar que hoje está na quarta geração. Carregamos mais de cem anos de história.Passamos por vários momentos de mudança e inovação, diferentes iniciativas estratégicas e também
necessidades de mercado. O projeto de varejo começou em 2010, e toma por base a nossa vontade de estar cada vez mais próximos do consumidor para entender seus hábitos, criarmos produtos que realmente atendam suas necessidades e seus sonhos. Para agrupar essas iniciativas, criamos o Programa Malwee Abraça o Varejo.

A presença no varejo com lojas próprias já responde pela maior fatia da receita do grupo?
Weege – O que movimenta os desafios de cada canal (incluindo o varejo) não é tamanho, é surpreender o consumidor com produtos que tenham valor percebido cada vez maior. O varejo tem grande significância para o grupo, porém ainda não se tornou o maior canal de vendas. O canal multimarca continua sendo nosso grande parceiro.

Recentemente, a Malwee adquiriu a Mercatto – depois de incorporar a Puket e a Scene. Como vê esse cenário de aquisições no setor?
Weege – Quando desenhamos nosso planejamento estratégico e decidimos ampliar nossa aproximação com os consumidores, optamos em diversificar o portfólio através não só de aquisições de marcas com forte presença no varejo, mas também de entrada em novos segmentos por via orgânica. As recém-adquiridas são marcas com grande concentração em seus mercados de origem. Nosso desafio é levá-las a todo o território nacional em multicanalidade. Também crescemos organicamente com a criação de novas marcas dentro de casa, como Wee! e Liberta. As fusões e aquisições são um movimento natural na economia, mas não é nossa estratégia principal. Não temos novas aquisições previstas.

Como foi o ano para a Malwee?
Weege – O cenário econômico deste ano foi desafiador para o varejo como um todo, não somente para o setor de moda. Mesmo assim não deixamos de crescer e repensar nossa estratégia para enfrentar situações como essas no futuro. O país tem um histórico muito vasto de crises, o desafio é aprender com cada uma delas.

Há uma percepção de que a Malwee avança em produtos de maior valor agregado. Como investe em criação?
Weege – Deixamos de ser somente uma indústria têxtil, hoje lideramos marcas que tocam a vida dos consumidores, que provocam sensações e autoestima. Não apenas produzimos roupas, produzimos e distribuímos moda e bem estar. Atendemos diversos públicos através de um portfólio de 10 marcas (Malwee, Malwee Brasileirinhos, Carinhoso, Puket, Scene, Enfim, Wee!, Mercatto, Zig Zig Zaa e Liberta), todas desenvolvidas por nossas equipes de criação e estilo. Temos investido em pesquisa para surpreender nossos clientes com as tendências mundiais.

Colaborou Julia Pitthan

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