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Moda, design e tecnologia made in SC

08 de dezembro de 2014 0
Guto Kuerten

Guto Kuerten

Coleções inéditas criadas por estudantes de moda do Estado com apoio de empresas compoem exposição de hoje (domingo) até dia 13 no CIC, em florianópolis, com acesso livre. Ë a 9ª mostra do Santa Catarina Moda e Cultura (SCMC) que incentiva desing diferenciado.Na presidência do SCMC está Claudio Grando (foto), 45 anos, também sócio-fundador da Audaces, empresa de tecnologia para moda que é lider no Brasil e América-Latina e exporta para 70 países. Na foto, o empresário sob estampa projetada a partir de software de moda da companhia.

Como é o evento do SCMC que abre neste domingo?

Claudio Grando – O SCMC reúne hoje 17 empresas e 14 universidades de todas as regiões do Estado. Envolvemos professores e estudantes para aproximar a academia da empresa.Isso é muito rico. Nesses nove anos do do projeto passaram por algum treinamento do SCMC mais de 25 mil pessoas. A gente quer fortalecer a cadeia de moda de SC e para isso é preciso avançar na formação de profissionais, por isso o trabalho com as universidade. A gente forma times com a missão de gerar produtos inovadores. No final de ano fazemos uma grande mostra que já conquistou espaço no calendário do Brasil pela sua originalidade. Este ano vai ficar uma semana no CIC, das 10h às 20h. Também teremos oficinas gratuitas.

Como surgiu o movimento e quais são os planos futuros?

Grando – O SCMC surgiu da ideia de empresas que viram o mundo passar por uma transformação e o Brasil não acompanhá-la. O que fazer para não ser engolido, principalmente pelos asiáticos? Temos um custo gigante, devido a carga de impostos, as leis trabalhaistas não permitem flexibilidade. Para sobreviver temos que criar produtos diferentes, de valor agregado. O SCMC é um movimento colaborativo, onde você tem empresas concorrentes trabalhando juntas. Estamos com 17 empresas que estão bem, enquanto a maioria do setor está andando pra trás nós estamos andando para frente.

O brasileiro valoriza muito o que é de fora, principalmente em moda. O senhor acredita que o SCMC está conseguindo reverter isso?

Grando – Nosso desafio é fazer com que as pessoas queiram comprar mais produtos catarinenses. Nós acreditamos muito na moda do Brasil. Muitos já valorizam mais e o produto importado não entra, por exemplo, na moda praia, fitness, moda íntima e até a feminina. Muitas mulheres não conseguem comprar roupas fora do Brasil porque a moda daqui é mais alegre, tanto em formas quanto em cores. Viajando para o exterior percebi que o brasileiro é reconhecido pela alegria e simpatia. Já ouvi os franceses falarem que compram uma roupa brasileira para sentir a alegria do Brasil. Temos que utilizar mais isso lá fora, levar a alegria da moda brasileira para o exterior. Só nós podemos fazer isso.

Como fundou a Audaces de que forma ela entrou no mundo da moda?

Grando – Eu e o meu sócio Ricardo Cunha fazíamos Ciências da Computação na UFSC mas sempre trabalhamos dentro do curso de Engenharia Mecânica. Foi lá que tivemos contato com indústrias, onde a gente viu esse software de chapas. Abrimos a empresa há 22 anos e o primeiro produto que a gente vendeu foi para a indústria de móveis, para o planejamento do corte. Depois, passamos a fazer produtos para o setor de moda. Hoje, a missão da Audaces é promover o sucesso da moda e isso tem tudo a ver com a SCMC. O desafio do nosso pessoal de criação é fazer tudo inovador. Esse também é o desafio das empresas do SCMC. Não podemos competir pelo preço, temos que competir por inovação, valor agregado, serviços confiáveis, geradores de valor ao nosso cliente. A gente atende o estilista, com softwares para ele criar uma coleção de maneira mais rápida, com mais variações. Uma pessoa com capacidade criativa muito grande com um bom sofware cria 20 vezes mais produtos.

E as máquinas?

Grando – O estilista cria um desenho conceitual, faz a modelagem. A partir dessa modelagem o software faz o estudo do melhor aproveitamento do tecido e a máquina corta.

Como está a Audaces hoje?

Grando – Temos matriz em Florianópolis e fábrica em Palhoça, oferecemos 300 empregos diretos, somos líderes no Brasil e América Latina e exportamos para 70 países.

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