Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Colombo defende reforma previdenciária e critica gastos de poderes

18 de dezembro de 2014 2

Chamou a atenção durante o Painel RBS com o governador reeleito Raimundo Colombo sua preocupação com a escalada crescente dos gastos públicos do país. Ele defendeu uma reforma no modelo previdenciário do governo do Estado e também criticou os excessivos gastos dos poderes como a Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Justiça do Estado e Ministério Público Estadual. Disse, por exemplo, que uma policial que trabalha por 25 anos se aposenta muito cedo. Se começar com 23 anos, sairá para aposentadoria com 47 anos e, com expectativa de vida superior a 80 anos, receberá aposentadoria por mais de 40 anos. É uma conta que a sociedade está com dificuldades para pagar. Uma das maiores preocupações do governo é o rombo da previdência estadual, que supera R$ 2 bilhões por ano.

- De cada R$ 100 arrecadados de ICMS, R$ 55 não vão para o Estado. É um processo complexo. A sociedade quer qualidade dos serviços públicos, ampliação dos serviços, ninguém tem paciência para ficar parado no trânsito. Agora, os custos do Estado estão indo para a estratosfera e há, de fato, exageros. Com todo o respeito, dar um prêmio de R$ 4 mil para os poderes porque está sobrando dinheiro é um negócio difícil de justificar e o executivo não vai ter dinheiro para fazer uma nova escola, uma duplicação que precisa ser feita. Esse balanço a sociedade vai ter que, num determinado momento, acordar e fazer – alertou Colombo.

O Painel RBS que entrevistou o governador começou após às 10h, com um pouco de atraso porque o governador enfrentou engarrafamento para chegar até a sede da RBS no Morro da Cruz. Com mediação do jornalista Raphael Faraco, participaram os jornalistas Renato Igor, Mario Mota, Carolina Bahia de Brasília e esta colunista.

 

Comentários

comments

Comentários (2)

  • Alexandre diz: 18 de dezembro de 2014

    O dinheiro “sobra”, sr. Governador, porque o salário pago ao funcionalismo público catarinense é dos mais baixos do país, enquanto os níveis de produtividade dos mesmos servidores estão sempre entre os 5 primeiros do Brasil. Já a questão da aposentadoria seria facilmente resolvida se os fundos previdenciários fossem utilizados unicamente para este fim, portanto a remuneração dos aposentados deixa de ser um “gasto público” para ser uma despesa do fundo previdenciário, sem influenciar no orçamento. E, já que tocou no exemplo da aposentadoria dos professores e policiais, que tal mexer na ferida das aposentadorias de governador, deputados e etc? Comece dando o exemplo!!! “Esse balanço a sociedade vai ter que, num determinado momento, acordar e fazer”.

  • Maria diz: 19 de dezembro de 2014

    A classe dos servidores no Estado de SC sempre é esquecida e no final de ano, o Judiciário e demais órgáos sempre repassam um valor estratosférico devolta ao Executivo, muito maior que no ano que se passou. Mesmo assim, nunca se é feito nada, os servidores são os mais esquecidos, os professores, nem se fala… Justificar a ausência de recursos com base em um mero valor, sobre o qual coube a cada órgão a aplicação e administração, é eximir-se da sua própria administração.

Envie seu Comentário