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O luxo acessível da Swarovski

18 de dezembro de 2014 0
Carla

Swarovski Brasil, divulgação

A Swarovski, tradicional e luxuosa marca de joias de cristais, acaba de abrir loja no Balneário Camboriú Shopping, que expandiu recentemente. Entre os itens para o consumidor, a Swarovski oferece também itens de decoração para o lar e cristais para indústrias de moda. O próximo passo será abrir uma loja em Florianópolis. Confira a entrevista com a diretora da marca do Brasil, Carla Assumpção.

Por que a decisão de vir para Santa Catarina, em Balneário Camboriú?
Carla Assumpção
 - A gente vem com esse plano de expansão mais agressivo da empresa há cerca de dois anos. A nossa intenção é levar o produto para as pessoas que já consomem Swarovski e tinham que se deslocar para adquirir, e para aquele novo consumidor de a gente acredita que tem um forte potencial em algumas regiões do Brasil. Fazendo essa análise, concluímos que a marca é bastante madura junto ao consumidor da região Sul do país. Eles têm uma aderência à marca acima da média do Brasil. Nós já vínhamos namorando Florianópolis e Balneário Camboriú há algum tempo. Aí surgiu um parceiro franqueado e, pela época favorável do ano, decidimos abrir para aproveitar esse momento de um destino que acaba tendo um trafego de público muito maior do que as grandes capitais.

Quando vocês pretendem abrir uma segunda loja em SC?
Carla -
 No ano que vem, em Florianópolis.

Grandes empresas de Santa Catarina, especialmente de moda, usam cristais Swarovski em produtos premium. Como é feito esse fornecimento ao setor industrial?
Carla – A Swarovski é uma empresa 360 graus. Ela fabrica os componentes de cristais e abastece as grandes marcas. Então você compra uma Havaianas, uma camisa Dudalina, um roupão Döhler, um produto do Boticário e muitos outros, onde o cristal Swarovski é agregado a um produto final. Há uma unidade em São Paulo que atende a divisão empresarial. E a loja de Balneário é da marca para o consumidor final, com oferta de novidades a cada semestre, um produto atrelado ao mercado de moda alinhado com o que se vê nas tendências das passarelas.

Quantas lojas a marca tem no Brasil
Carla
- Este ano a gente fecha com 41 lojas, 50% são franqueadas e 50% são próprias. Nós temos crescido cerca de 25% ao ano no país.

Como está a presença no mundo?
Carla
– Temos por volta de 2.600 lojas. Nossos maiores mercados são o asiático e o europeu. Depois vem o mercado americano. Mercados emergentes como Índia, Rússia e Brasil, o Sudeste asiático são os nossos novos potencias mercados de expansão.

Como a Swarovski se tornou uma marca global?
Carla
– A Swarovski não começou com produto acabado. É uma empresa centenária, sob o comando da sexta geração, onde os cristais eram produzidos para abastecer o mercado de moda, principalmente o francês. A empresa desenvolveu no início uma forma mecânica de lapidar cristais para o setor da moda. Foi na década de 1970 que a Swarovski começou a produzir joias com a marca própria. Ela é uma empresa que saiu da indústria e se tornou uma marca de consumo acabado. A partir da década de 1970 ela começou a abrir lojas na Europa, especialmente Itália, França, Alemanha e EUA e ao mercado asiático.

A empresa cria coleções especiais para o mercado brasileiro?
Carla – A Swarovski tem algumas coleções cápsulas. Uma é voltada ao gosto do mercado americano, outra é voltada ao mercado asiático. Para o Brasil estamos lançando coleções especiais, com brasilidade. Já lançamos uma criada pelo Pedro Lourenço, outra para a Copa do Mundo. E, para alguns mercados, oferecemos a coleção Atelier Swarovski.

Os preços da marca variam de quanto até quanto?
Carla – Não consigo dar uma média. Nossos preços começam por R$ 170 e vão até R$ 70 mil. Temos o consumidor de entrada, aquele que tem um tickt médio de R$ 300 ou um pouco mais e existe o consumidor mais tradicional, com ticket médio de R$ 600.

E os objetos de decoração?
Carla – Temos coleções que chamamos de Home Decor, que são estatuetas e figurinos decorativos. Nessa coleção fazemos peças sob encomenda que vão de R$ 15 mil a mais de R$ 60 mil.

Como vê o mercado catarinense?
Carla – A gente percebe um refinamento do mercado catarinense. O consumidor de SC tem um gosto muito amadurecido, é mais antenado. A maioria já conhece a marca. Na questão da oferta, temos uma curadoria diferenciada ao mercado.

Qual é o perfil dos clientes?
Carla – A maioria dos nossos clientes integra as classes A e B. A Swarovski é uma marca premium. Nossa proposta ao mercado é que seja um luxo acessível. É um produto de altíssima qualidade.

O que colaborou na grande projeção da marca no mundo?
Carla – É uma série de fatores. Primeiro é a tradição de uma empresa centenária. Nosso padrão é sempre aperfeiçoar o que já é feito. A Swarovski tem a melhor lapidação de cristais do mundo e nosso padrão de qualidade excede a grande maioria do mercado. Eu diria que é a qualidade, a tradição da marca e a inovação. É uma marca centenária reconhecida. Nossa garota-propaganda é a Miranda Kerr. Fazemos produtos para as mulheres se sentirem diferenciadas.

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