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O erro mortal dos governos brasileiros

27 de dezembro de 2014 1

Para um país dar um salto no desenvolvimento humano e entrar num patamar superior de geração de inovação e riqueza, precisa adotar programa nacional de educação de alta qualidade para todas as crianças, desde a pré-escola até o ensino médio, além de avançar no ensino superior. Nesta virada de ano, com o início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, do governador Raimundo Colombo e novas gestões nos demais Estados, vale lembrar que essa é uma dívida ainda não paga pelos governantes ao Brasil.

Quem chamou a atenção para o problema este ano, foi o ex-ministro Antônio Delfim Netto, em entrevista à Folha de S. Paulo. Ao falar sobre os 50 anos do Golpe Militar, reconheceu que o ensino básico foi deixado de lado no Brasil não só naquele período, mas sempre.

“O ensino básico foi deixado de lado. Acho que aí houve um erro. Na verdade, acho que, desde o Império, nós deixamos o ensino básico na mão da prefeitura. Isso foi um erro mortal. As prefeituras nunca se comoveram com o ensino básico”, disse Delfim, após discorrer sobre outros problemas da ditadura brasileira, período em que foi ministro da Fazenda e Agricultura.

Cada vez mais brasileiros reconhecem que falta ao país um plano de educação, melhor formação e remuneração de professores. Países como a Coreia do Sul e Finlândia são exemplos vencedores. Sem revolucionar a educação, o ciclo virtuoso do Brasil é postergado.

Comentários

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Comentários (1)

  • Herbert diz: 29 de dezembro de 2014

    Só há um caminho para melhorar a desigualdade de renda e por consequência as outras desigualdades. Chama-se educação: em primeiro, em segundo e em terceiro lugar. Quem fala isso é Thomas Piketty baseado em dados estatísticos mundiais e não lero lero de economista político.

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