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Previ transfere ações da Celesc ao fundo Angra

29 de dezembro de 2014 0

A Previ, fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, transferiu todas as ações que detinha da Celesc ao fundo Angra Partners. A operação foi comunicada ontem pelo diretor de Relações com Investidores da estatal catarinense, José Carlos Oneda. Maior acionista institucional da companhia, a Previ era dona de 14,46% do capital total da Celesc, o que incluia 33,11% do capital votante (ações ordinárias) e 1,9% das ações preferenciais. A transferência envolveu 5.140.868 ações ordinárias e 437.807 papéis preferenciais. O fundo dos servidores do BB é, agora, um acionista indireto da empresa porque o capital passou a integrar o Angra Partnes.
Segundo o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, a decisão da Previ faz parte de uma estratégia e a expectativa é de continuar o bom relacionamento que a empresa sempre teve com o fundo de pensão.
De acordo com uma fonte ligada ao mercado, a decisão da Previ teve como objetivo aprimorar a governança para alcançar melhores resultados e, também, conseguir uma certa blindagem política. A Angra é reconhecido por ser muito exigente na cobrança de retorno aos acionistas, o que é difícil de alcançar numa empresa que tem mais de 70% do capital com investidores privados, mas a gestão é estatal, com é o caso da Celesc. Há mais de uma década, a Previ se tornou um grande acionista da Celesc porque o governo de SC não pagou débito de financiamento que tomou com o fundo de pensão. A presença de quatro conselheiros representantes da instituição sempre desagradou boa parte do lado político.

Mudanças

Nos últimos anos, em função da pressão dos acionistas privados, a Celesc promoveu diversas mudanças na gestão. Mesmo assim esses acionistas continuam insatisfeitos porque os retornos oferecidos por distribuidoras privadas de energia têm sido maiores, na maioria das vezes. O que causou mais polêmicas foi Lirio Parisotto, do fundo LPar, maior acionista individual da companhia que reduziu sua participação.

No conselho

Nova acionista da Celesc, a Angra Partnes já solicitou mudança na escolha dos conselheiros. Ela pediu a adoção do processo de voto múltiplo na eleição dos integrantes do conselho de administração que será realizada na Assembleia
Geral Extraordinária do dia 5 de janeiro. A expectativa é de que os quatro conselheiros representantes da Angra sejam profissionais do mercado, com ainda mais independência.

 

 

 

 

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