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Jovens cobram educação de qualidade e governo ético

09 de março de 2015 2
Antonio Carlos Mafalda, divulgação

Antonio Carlos Mafalda, divulgação

Engana-se quem prensa que só jovens ricos buscam educação de alta qualidade. Essa demanda é ainda maior entre os de países em desenvolvimento. Pesquisa do Fundo de População das Nações Unidas revelou que 68% dos jovens de países com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e 58% dos jovens de países com elevado IDH apontam a boa educação como prioridade na agenda de desenvolvimento sustentável pós-2015. Em segundo lugar, defenderam governos honestos e responsáveis e, em terceiro, melhores serviços de saúde. Esses dados foram destacados ontem na reunião da Fiesc que lançou nova fase do Movimento A Indústria pela Educação que prioriza, este ano, a conexão com jovens.
-Esse estudo é surpreendente. Os jovens estão dizendo para nós, olha, eu quero uma educação de qualidade – comendou Glauco José Côrte, presidente da Fiesc.
Segundo ele, se dizem isto é porque sentem que não estão recebendo boa educação. Para Côrte, está nas mãos de SC e do Brasil mudar essa realidade ainda triste, de poucos avanços na educação, com desempenho ruim do país diante de outras economias.
- Nós temos em Santa Catarina a possibilidade de fazer isto. Somos um Estado pequeno e há um grande alinhamento entre o setor público e o privado – avaliou Côrte.
Uma pesquisa da federação apontou que a principal demanda da indústra catarinense, hoje, é de trabalhador qualificado. Para o primerio vice-presidente da entidade, Mario Aguiar, o impacto da educação de qualidade é muito positivo nas empresas.
- A pessoa quer evoluir, a indústria quer ser mais competitiva. Só vamos antingir maior competitividade se tivermos colaboradores qualificados. Isso permite que todos ganhem – disse o industrial.

Federações estudam movimento conjunto
Entre as entidades empresariais que investem alto para melhorar a educação técnica no Estado estão as federações que representam a indústria e o comércio. Como atuam com o mesmo foco, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, e o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, avançaram nas negociações e, em breve, podem anunciar o Movimento SC pela Educação. O tema foi destaque na reunião do Conselho de Educação da Fiesc, ontem, em Florianópolis.

 

Comentários

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Comentários (2)

  • mark schimitt diz: 10 de março de 2015

    Faz anos que ouço falar nesse ” Movimento pela educação”. Sai ainda no século XXI?

  • Carlos Henrique diz: 10 de março de 2015

    Enquanto a FIESC fica aí teorizando sobre educação, temos aqui no estado um governo que mantém METADE (!!!) de seus professores em regime de contrato temporário.

    De cada dois professores, um deles recebe salário durante 10 meses do ano apenas.

    Aí em meados de fevereiro o governo faz uma nova seleção e cada um desses professores vai lá escolher uma nova escola para trabalhar, muitas vezes diferente da do ano anterior e quase sempre distante da sua moradia.

    E daí as aulas começam e faltam centenas, se não milhares, de professores em todas as escolas, pois não havia professores habilitados para essas vagas.

    Aí os alunos ficam algumas semanas sem aulas enquanto o governo faz uma chamada emergencial, onde qualquer um (eu disse QUALQUER UM) pode acabar assumindo a vaga, mesmo sem a formação exigida.

    Se a FIESC ajudasse a sanar um problema que fosse desses aí de cima já estaria ajudando MUITO a educação de nosso estado.

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