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Investimentos e incertezas

21 de março de 2015 0

Ao falar sobre projetos do governo do Estado até 2018 na reunião da diretoria da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), ontem, o governador Raimundo Colombo informou que dos R$ 10 bilhões projetados no Pacto por Santa Catarina, R$ 3,4 bilhões (34%) já estão executados. No final deste ano, chegará a 65%, com mais R$ 3 milhões. O governador ouviu do presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, um apelo para interceder junto ao governo federal para a definição urgente de uma agenda positiva para a retomada dos investimentos. Como não dá para reduzir impostos, o empresário disse que podem ser adotadas medidas de simplificação e desburocratização, mudanças nas legislações trabalhista e tributária. Afinal, é preciso investir para a economia crescer.

Conforme Colombo, há sinais de que os investimentos estão melhorando no Estado. Despois de queda de 12% na procura por licenças ambientais para abertura de empresas nos meses de janeiro e fevereiro, em março começou uma recuperação. Outro sinal de dificuldade no primeiro bimestre foi a queda de 2,5% do consumo de energia. Apesar de reconhecer que o Estado registra melhor condição financeira do que a média do país, para Colombo o momento é de cautela.

No setor industrial, houve uma retração de investimentos, afirma Côrte. Segundo ele, os empresários estão aguardando para ter um pouco mais de clareza sobre a condução da economia. Soou bem na Fiesc a afirmação do governador de que mantém o compromisso de não elevar a carga tributária.

- Se o governo federal conseguir sair desse clima de muita insegurança, o país retoma o crescimento. Há uma associação de crise política e econômica – disse o presidente da Fiesc.

A surpresa, segundo o empresário, foi o fato de SC continuar liderando a geração de empregos no país. Ele acredita que as indústrias estão recompondo seus quadros de pessoal porque vão ampliar exportações.

Leitura das ruas
Preocupado com as manifestações das ruas, o governador Raimundo Colombo disse que o mundo político ainda não percebeu, mas é preciso mudar. Sem mudar esse modelo definido pela constituição de 1988 é inviável participar da vida pública, concluiu. A arrecadação cresceu muito, a sociedade quer resultados e não tem porque está muito caro manter o setor público.


Previdência

Um dos desafios é buscar uma solução de médio prazo para o problema da previdência estadual. O governador prometeu iniciar, em breve, um debate com os servidores de todas as regiões de SC para ouvir sugestões. Uma questão é como pagar R$ 3 bilhões do déficit previdenciário se 6 milhões de cidadãos catarinenses não têm os serviços necessários.

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