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Inovação em sistemas para cozinhas

29 de março de 2015 0
Foto: Rodrigo Philipps

Foto: Rodrigo Philipps

Design, conceito de moda e inovação colocam a multinacional suíça Franke na liderança mundial em tecnologias para sistemas de cozinhas. O presidente mundial do grupo, Alexander Zschokke, que antes de assumir o cargo atuou nos setores de moda, tecnologia e medicamentos, esteve em Joinville terça para a inauguração da nova fábrica brasileira e conversou com a coluna.

Por que a Franke investiu em nova fábrica em Joinville?
Alexander Zschokke - A gente chegou, em alguns produtos específico, ao limite da capacidade. Precisamos expandir e fizemos isso através da unificação de duas plantas. Com a nova fábrica, aumentamos a capacidade de produção em torno de 20%.

Como está a marca no país e América Latina?
Zschokke - A marca Franke está presente em todos os Estados do Brasil, em todos os segmentos de distribuição de material de construção e de cozinhas. Pouco mais de 10% de nossas vendas vão para o segmento de sistemas de cozinha de alto padrão. Na América Latina estamos presentes na maior parte do mercado.

Que produtos a Franke oferece no Brasil?
Zschokke - A gente tem sistemas de cozinhas que engloba pias ou cubas na parte de inox, produtos para preparação de alimentos, misturadores, torneiras e outros. A Franke também oferece eletrodomésticos para móveis planejados. Nossa proposta é fazer com que isso seja um sistema harmonizado entre pia ou cuba, torneira e eletrodoméstico. A inovação tem a ver com design, com a tecnologia de interface. E isso se pode esperar da Franke, como o forno DCT, que a gente lançou ano passado. É um forno que cozinha quatro alimentos simultaneamente e pode ser operado pelo celular, à distância.

Quanto a Franke projeta crescer este ano globalmente e no Brasil?
Zschokke - Em geral, é difícil fazer uma previsão. A economia é muito volátil. O fortalecimento do franco suísso interfere nesse número. Os custos da empresa, centralmente, de imediato subiram 15% por conta da valorização do franco. Esperamos neutralizar isso com um crescimento orgânico de 3% a 5%. No Brasil, esperamos crescer dois dígitos (10% ou mais).

Vocês acabam de lançar a campanha Make it Wonderful. Qual a mensagem que querem passar?
Zschokke - Uma das dificuldades é que fazemos muitas coisas: sistemas para cozinhas, máquinas de café, fogões, produtos para banheiros e outros. Queríamos algo para todas as divisões, que fosse novo, diferente e que fosse reconhecido rapidamente para destacar a marca Franke. Vimos que fazemos tanta coisa que um consumidor vive todos os dias, queremos que todos os momentos sejam especiais. A ideia é make it wonderful, uma certa simpatia à marca.

O senhor atuou no grupo de marcas de luxo LVMH e Salvatore Ferragamo. Como essa  sua experiência ajuda nos produtos para o lar?
Zschokke - Já trabalhei em setores diversos. … Na tecnologia, medicina e luxo mas, ao final, é essencialmente a mesma coisa. São pessoas, são clientes, é necessário entender o cliente, o que o cliente deseja, ter uma visão de oportunidade de mercado, a concorrência, então os mescanismos são sempre os mesmos. Em comum com a moda tem a produção, a logística, o mercado internacional. Muitos aspectos são similares. Mas cada indústria tem sua característica particular. …. Uma das questões mais importantes é o estilo das pessoas, a estratégia, otimizar a produção, todos os mecanismos que devem ser sempre eficientes. E essas são coisas que são iguais em todas as indústrias.

A indústria têxtil e de moda de Santa Catarina é forte. Como vê o futuro do setor no mundo e de forma o Brasil poderia se destacar, na sua opinião?

Zschokke - O mercado vai ser sempre mais global e mais local. A China, hoje, tem custo de produção alto. Não é mais como uma vez em que a Europa desenhava, a China fabricava e os produtos eram vendidos no mundo todo. O Brasil é forte no segmento de moda praia, isso se vê na Europa. Eu penso que essa é uma oportunidade, considerando a cultura local. É uma possibilidade de entrar em outros mercados.

O Brasil enfrenta um choque de custos: energia elétrica, câmbio. Vocês vão conseguir repassar tudo isso aos preços ou vão ter que absorver uma parte? 
Zschokke - A magnitude do impacto de custo, principalmente a partir do segundo semestre do ano passado, é muito grande. Estamos falando de aumento de energia elétrica superiores a 40%. O câmbio impacta no preço base do aço e em parte da composição do preço de forma que a gente não tem como absorver isso. A matéria-prima tem um peso bastante importante no nosso produto, então a gente vai repassar o que o mercado absorver. E, lógico, a gente tem sempre que manter a competitividade. Dizer que existe possibilidade de absorver esses aumentos… não é possível.

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