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Ministro pé no chão

16 de maio de 2015 0
foto: Alvarélio Kurossu

foto: Alvarélio Kurossu

Na sua passagem por Florianópolis, o ministro da Fazenda Joaquim Levy percebeu que a maior demanda de Santa Catarina é por infraestrutura e que isso pode ser solucionado principalmente pelo setor privado via concessões. Tanto na entrevista coletiva, quanto na palestra no teatro Pedro Ivo lotado (mais de 700 pessoas), ele reafirmou a importância do ajuste fiscal para equilibrar as contas da União, mostrou disposição para avançar rápido em novas concessões para que o setor privado faça invetimentos, e deu um recado conservador às pessoas que estão cansados da inflação alta e da atual crise: disse que o crescimento será retomado só em 2016, ou seja, está mais pessimista do que boa parte dos empresários.
Eu questionei o ministro sobre essa perspectiva ele disse que depende de várias coisas:
- Além de fatores externos eventuais, dois fatores são muito importantes.Um é a gente conseguir ter o projeto fiscal completo, isso inclui a votação do Congresso e evitar novos riscos fiscais, novos aumentos de despesas principalmente despesas permanentes que possam ter efeito no médio e longo prazo e, obviamente, da reação, da confiança e da disposição do setor privado. O setor privado tem que olhar o ambiente, tem que sentir confiança de que os riscos fiscais estão diminuindo de forma que ele esteja disposto a crescer, tomar novos riscos. Esses são os dois principais fatores para a volta do crescimento da economia – explicou.
Se isso ocorrer, segundo Levy, 2016 pode ser um ano muito interessante, de notícias boas.
O que empolgou as lideranças catarinenses nessa troca de ideias com o ministro foi a intenção do governo de acelerar as concessões. Além da prevista para o Aeroporto Internacional Hercílio Luz que, segundo o ministro, pode sair ainda este ano, o secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, disse que podem ser concedidas à iniciativa privada rodovias federais como a BR-153, no Oeste, e a 282, que liga o Estado de Leste a Oeste.

 

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