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Conta de luz menor: telhados solares podem ser pagos em cinco anos e duram 30

03 de junho de 2015 0

Está cada vez mais vantajoso instalar telhados solares em casas e em outros imóveis. Em média, o investimento que custa de R$ 25 mil a R$ 30 mil se paga em cinco anos e dura 30 anos. Essa informação foi destacada ontem pelo coordenador do Programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF Brasil, André Costa Nahur, e por outros palestrantes durante o seminário Energia + Limpa, na Fiesc, promovido pelo Instituto Ideal, de Florianópolis, que difunde energias alternativas na América Latina.

O presidente do Ideal, Mauro Passos, acredita que pode ser adotado em Santa Catarina e em outros Estados do país um modelo americano com financiamento de empresas que resultou em 500 mil telhados solares nos EUA. Junto com o WWF, a meta é lançar uma campanha para a difusão de sistemas solares para empresas e residências no país.

– Vamos procurar instituições como a Fiesc, cooperativas e empresas. Elas poderão definir uma colaboração para ajudar trabalhadores a financiar os sistemas. Santa Catarina tem tradição muito forte em cooperativas. É um modelo que inicialmente tem um custo, mas no médio e longo prazo traz muita vantagem – afirmou Passos.

Segundo o diretor Científico do Instituto Ideal, Ricardo Ruther, um sistema assim pode atender toda a demanda de energia de uma residência e até carregar baterias de carro elétrico, o que reduz muito os custos com energia.  Quem opta por esse modelo deve manter uma ligação com a distribuidora de energia, pagando o valor mínimo da tarifa, como garantia de abastecimento.

A propósito, o Ideal inaugurou o Centro de Pesquisa e Capacitação de Energia Solar no Sapiens Parque. O novo prédio conta com telhado solar para suprimento de energia e para abastecer um futuro ônibus elétrico que fará o transporte UFSC-Sapiens.

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Foto: Sônia Vil, Divulgação

É a tendência, Diz Pinguelli
Um dos palestrantes do seminário Energia + Limpa foi o físico nuclear Luiz Pinguelli Rosa (foto), diretor do Coppe, Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da UFRJ. Segundo ele, a difusão da geração solar é inevitável no Brasil, e a tendência é que esse custo vai cair bastante nos próximos anos. Contudo, alerta que hoje depende de uma política de financiamento porque é caro para as famílias investirem R$ 30 mil num sistema de energia solar. Já a energia eólica é diferente, não é para projetos residenciais, observa o especialista. Os geradores eólicos são gigantes no país e já chegaram ao custo da geração com gás natural.

Geração renovável
O presidente da Eletrosul, Márcio Zimmermann, também no seminário do Ideal, afirmou que a companhia já conta com geração de 400 MW em parques eólicos e até o final do ano vai chegar a 800 MW, com a finalização de projetos em andamento. O secretário de Desenvolvimento do Estado, Carlos Chiodini, adiantou que o governo catarinense vai lançar em breve um programa para incentivar a geração de energia renovável.

Para investir
Como o mercado de energia solar avança, as oportunidades para o negócio crescem, alertou a professora Suzana Kahn Ribeiro, coordenadora do projeto Fundo Verde da UFRJ, que difunde energia solar. Segundo ela, o Brasil precisa avançar não só na montagem de painéis, mas na cadeia de mineração do silício. Hoje o país consegue fazer silício até o grau metalúrgico, mas precisa atingir o grau solar, cujo valor de mercado é 100 vezes mais. O país exporta, mas ainda não consegue minerar.

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