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Como a genética melhora o campo e a vida das pessoas

24 de junho de 2015 0
Foto: Diego Redel , Divulgação

Foto: Diego Redel , Divulgação

Ainda não dá para dizer que os cientistas encontraram a cura para todas as doenças e que as pessoas somente morrerão devido a acidente. Mas os avanços da engenharia genética são permanentes e envolvem, simultaneamente, soluções para melhorar a produção agrícola e a saúde. Novas tecnologias foram discutidas ontem em painel no Congresso Brasileiro de Soja, promovido pela Embrapa no Centrosul,em Florianópolis.

O pesquisador Alexandre Nepomuceno, presidente do evento, lembra que há 20 anos se falava que uma empresa havia pegado o gene de uma bactéria e colocado na soja. Isso evitava o uso de herbicida. Muitos não acreditaram, mas hoje 90% da soja produzida no mundo é geneticamente modificada. Segundo ele, uma das tecnologias que avançam agora é a RNAi, que consiste num pedacinho de DNA. Ao sequenciar um pedacinho do DNA de um inseto, é possível desenhar em laboratório um pedacinho de RNAi para desligar um gene do inseto que pode ser o da ferrugem. Isso também pode ser feito na medicina para controlar ou eliminar células cancerosas.

Agricultor obtém 141,79 sacas de soja por hectare e vence desafio de produtividade

Outra tecnologia abordada ontem foi a Gurts (Gene use restriction technology), que permite definir que uma planta não vai gerar semente.
Segundo Francisco Aragão, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, a tecnologia RNAi não é nova, mas é usada cada vez mais para controlar nematoide, fungo, vírus e plantas parasitas na agrícultura e também em outros setores, especialmente na medicina. Ele explica que ainda não é possível ter todas as soluções para a agricultura e saúde, mas as pesquisas avançam rapidamente.

A produção de soja tem peso expressivo no agronegócio do país que cresceu 4,7% no primeiro trimestre enquanto os demais setores do PIB tiveram queda. O número foi destacado na abertura do Congresso da soja pelo presidente do evento Alexandre Nepomuceno.

Soluções
O pesquisador Francisco Aragão observa que a tecnologia RNAi não é nova. O mamão transgênico do Havaí usa essa solução desde 1998. São descobertas novas aplicações com frequência. Segundo ele, há avanços para melhorar a qualidade do amendoim, por exemplo. Já existe amendoim transgênico voltado para silenciar os genes das toxinas causadas por fungos. Isso aumenta a segurança dos alimentos. Essa estratégia foi pesquisada recentemente e ainda não está no mercado.

De acordo com a pesquisadora Francismar Guimarães, da Embrapa Soja de Londrina, o RNAi foi a tecnologia utilizada para inibir vírus que estava destruindo colmeias. Ainda no painel de ontem no Congresso Brasileiro de Soja, um dos palestrantes abordou alternativas biotecnológicas para a ferrugem asiática da soja, uma doença que está afetando muito a cadeia produtiva da oleaginosa no Brasil.

Custo Brasil de logística
Economista do Usda (EUA), Warren Preston, em palestra no Congresso de Soja, ontem, afirmou que uma desvantagem do Brasil é o custo de logística. A logística de uma tonelada de soja dos EUA à China custa de US$ 90 a US$ 115. Do Brasil até a China, sai de US$ 124 a US$ 186.

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