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Entrevista: Pamplona no clube das bilionárias

28 de junho de 2015 0
Foto: Divulgação

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Esta é uma fase especial da Pamplona Alimentos, de Rio do Sul, agroindústria de carnes presidida por Irani Pamplona. A companhia inaugurou neste sábado fábrica de industrializados que recebeu investimento de R$ 70 milhões e, em breve, entrará no clube das empresas que faturam mais de R$ 1 bilhão por ano. Planeja fechar 2015 com receita bruta de R$ 1,1 bi.

Este é o ano em que a Pamplona Alimentos entra no seleto grupo das companhias bilionárias. Em que período vai alcançar essa marca?

No último trimestre deste ano.

Como foi a trajetória da empresa nos últimos anos?

Desde 2009, com a implementação do business plan da companhia, alinhado com o planejamento estratégico, a Pamplona Alimentos S.A. vem ampliando a comercialização dos produtos industrializados nos diversos canais, destacando-se a ampliação no varejo, melhorando significativamente a lucratividade, possibilitando a modernização do parque fabril.

O que representa a nova fábrica de industrializados inaugurada neste sábado em Rio do Sul?

É a concretização de um sonho que foi desenhado no planejamento estratégico da empresa e que só se tornou possível graças ao empenho dos acionistas, executivos e de todos stackholders (públicos estratégicos).

Em quais mercados a Pamplona comercializa industrializados e como se posiciona em termos de preços?

Estamos, nos últimos anos, ampliando as nossas vendas para todo o território nacional, direcionando a produção desta nova fábrica para o mercado interno, grande parte ao varejo. Acreditamos que com os atributos e qualidade alcançados pelos nossos produtos com a tecnologia de ponta adquirida vamos agregar ainda mais valor, aproximando nossos preços aos dos grandes players do mercado.

Quanto da produção da companhia é exportada e em quais mercados projeta crescer mais no exterior?

Exportamos 45% da nossa produção para mais de 20 países. Se destacam os crescimentos ainda em 2015 para o Japão, África do Sul e China, e no próximo ano, para a Coreia do Sul.

A Pamplona atua no segmento de proteína animal com carnes suína e bovina. Planeja atuar na avicultura?

Manteremos a nossa estratégia de focarmos somente em suínos, industrializando 40% do total faturado pela empresa, e pequena parte em bovinos.

A Pamplona aperfeiçoou a gestão, criou o conselho de administração. Quais são os principais resultados dessas mudanças?

O processo de governança começou em 2009 pela então presidente, dona Ana Pamplona, apoiada pelos demais acionistas. Naquele ano, com o apoio da Fundação Dom Cabral, a empresa reformulou a diretoria e instituiu o conselho de administração do qual o nosso irmão mais velho, Valdecir Pamplona, é presidente. Desde o início, foi integrado por conselheiros independentes. Atualmente são quatro. Esta mudança contribuiu sobremaneira para a recuperação econômico-financeira da Pamplona Alimentos, que desde então, suportada nos seus investimentos alinhados com planejamento estratégico, vem crescendo de forma sustentável, ampliando o mix de produtos e market share no mercado interno.

A senhora acaba de assumir a presidência do Sindicato das Indústrias de Carnes (Sindicarnes/SC). Quais são as prioridades da entidade?

A maior, sem sombra de dúvidas, é lutar pela manutenção da segurança sanitária do nosso Estado. Com o apoio das agroindústrias e dos órgãos públicos, manteremos o status diferenciado em relação aos demais Estados do Brasil, nos credenciando a ter acesso aos importantes mercados como o Japão, Estados Unidos, China, África do Sul e, futuramente, também a Coreia do Sul.

Qual é a sua avaliação sobre o cenário do setor para este ano e 2016?

Estamos otimistas com a nossa performance para 2015 e 2016. Entendemos que esta crise que assola os demais setores se dissipará nos próximos semestres.

A senhora preside a Pamplona Alimentos desde 2009. Como foi sua trajetória na empresa?

Minha vida profissional foi toda dedicada à Pamplona, desde muito cedo, aos 14 anos. Trabalho há 48 anos na empresa, sendo nove como diretora financeira, 25 no administrativo e, em 2009 assumiu a presidência. Nossos pais, os fundadores Ana e Lauro Pamplona tiveram cinco filhos: Edina, Valdecir, Irani, Jacir e Daurete. Hoje, Valdecir preside o conselho, Edina é conselheira e gerente da fábrica de Rações, Maria Daurete é gerente Comercial da filial de Itajaí e secretária do conselho.

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