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A dura batalha de SC por mais infraestrutura

30 de junho de 2015 0
Foto: FIESC / Divulgação

Foto: FIESC / Divulgação

Competitiva nas exportações e com desempenho econômico acima da média do Brasil, Santa Catarina poderia gerar ainda mais riquezas e impostos se tivesse logística adequada para movimentar a produção e desenvolver as outras atividades, como comércio, serviços e turismo. Infelizmente, as receitas do Estado são levadas pela União para outras regiões, e as empresas de SC ficam amarradas por falta de logística. Para alertar mais uma vez sobre o problema e desatar esses nós, a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) lançou ontem a Agenda Estratégica da Indústria para a Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense. O presidente da entidade, Glauco José Côrte (E), falou sobre as dificuldades e defendeu a execução de investimentos durante a reunião que teve a presença de boa parte do Fórum Parlamentar Catarinense, incluindo o presidente Mauro Mariani, os senadores Dalírio Beber, Dário Berger e Paulo Bauer. Deputados e Pedro Lopes, da Fetrancesc, também participaram. Importante a decisão da Fiesc de contratar estudo coordenado pelo professor Carlos Taboada, da UFSC, que mostra as discrepâncias entre os custos de SC e dos EUA para movimentar cargas. Apurou que o custo de logística da indústria de SC é de 14% do valor do produto, 55% superior aos 9% dos EUA. O economista do Departamento de Agricultura dos EUA, Warren Preston, disse no Congresso da Soja, semana passada, em Florianópolis, que a diferença de custo para levar carga dos EUA até a China frente ao Brasil e China varia de 38% a 61% a mais para o Brasil, e que seu país usa barcaças para cabotagem que levam o equivalente a 870 carretas. SC e o Brasil precisam perseguir menores custos de logística para poder competir lá fora.

Pressão
Os estudos da Fiesc serão levados para a reunião do Fórum Parlamentar Catarinense amanhã, em Brasília, com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues.

– Nossa esperança é mobilizar tanto o governo quanto a bancada para pressionar o Ministério dos Transportes a executar as obras que precisamos. O orçamento do PAC é de R$ 900 milhões para SC este ano, mas até agora foi pago menos de 1%, ou seja, menos de R$ 900 mil reais – disse Glauco José Côrte.

Projetos via PPP

A expectativa é que o setor privado invista em infraestrutura, mas as regras precisam ser claras. Uma saída para SC pode ser a parceria público-privada (PPPs). O secretário de Planejamento, Murilo Flores, diz que o Estado precisa definir o fundo garantidor de PPP. Vai enviar projeto para solucionar isso.

Um crime contra SC

No meio do descaso do governo federal com SC um projeto irritou mais o deputado federal e ex-governador Esperidião Amin: a duplicação da BR-153 que passa no meio do Estado e vai ao Paraná.

– Essa obra é uma duplicação para tirar produtos de SC e levar para o porto de Paranaguá. Ém crime contra Santa Catarina – alertou Amin.

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