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Posts de junho 2015

Expo Agro, de Concórdia, é lançada na Assembleia Legislativa

30 de junho de 2015 0
Fotos: Fábio Queiroz, Agência AL, divulgação

Fotos: Fábio Queiroz, Agência AL, divulgação

Parlamentares da Assembleia contaram com espetáculo diferente ontem. Gaiteiros de Concórdia, a maioria jovens, tocaram nas arquibancadas do auditório para marcar o lançamento da Expo Agro Concórdia 2015, feira do agronegócio que será realizada de 22 a 26 de julho. O evento terá exposição e leilão de animais, mostra agrícola e outras atrações, entre as quais a Festa Nacional do Leitão Assado. O prefeito João Girardi, o vice Neuri Santhier, o deputado Neodi Saretta e o secretário de Agricultura, Moacir Sopelsa participaram o evento ao lado do presidente da Assembleia, Gelson Merisio (D).

1Gaiteiros

 

A força econômica de Concórdia
Com a unidade pioneira da Sadia (BRF) como âncora, Concórdia tem uma das economias mais fortes do Estado. Prova disso foi o crescimento real de 6% da arrecadação de janeiro a maio deste ano, diz o vice-prefeito Neuri Santhier, nome forte para suceder João Girardi, que exerce o quarto mandato do PT à frente da prefeitura. A propósito, Concórdia é um exemplo de que quando a administração pública faz uma gestão voltada às pessoas e investe bem os recursos, os eleitores optam pela continuidade. A população ainda comemora o primeiro lugar em desenvolvimento socioeconômico na Região Sul, segundo ranking da Firjan. Santhier destaca como pontos altos os serviços de saúde e educação (creche para todos), e o PIB per capita de R$ 33.524.

Transporte coletivo é um exemplo
O transporte coletivo com sistema eletrônico e tarifa de R$ 2,5 elevou o número de usuários em Concórdia. Há 10 anos, eram de 1,5 mil e hoje já chega a 6 mil. Um dos diferenciais é que todas as paradas de ônibus viraram terminais e o passageiro pode descer numa delas e embarcar dentro do limite de duas horas sem pagar uma nova passagem. Segundo o vice-prefeito, está sendo implantado um sistema de ciclovias na cidade e, provavelmente, será adotado um sistema com vantagem no uso de bicicletas públicas aos bons pagadores de impostos.

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Azul terá voos extras para a Oktoberfest

30 de junho de 2015 2
Rafaela Martins, BD, 26/10/2014

Rafaela Martins, BD, 26/10/2014

Atenta ao elevado interesse do público do Sudeste e do Sul pela Oktoberfest de Blumenau, a Azul vai oferecer voos para Navegantes, que fica a 1h da cidade do evento, no período de 9 a 25 de outubro. As partidas serão de Campinas, Guarulhos e Porto Alegre.

A companhia também oferecerá ônibus executivo para o trajeto até a maior festa alemã das Américas. Segundo a empresa, a solicitação terá que ser aprovada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

- Diante de um dos maiores eventos tradicionais alemães no Brasil, nos preparamos para atender ao acréscimo de demanda aguardado para Navegantes no período da Oktoberfest, uma vez que reúne milhares de pessoas anualmente. Com horários convenientes para os voos extras, queremos garantir que todos os que desejam chegar a Blumenau, a apenas uma hora de Navegantes, possam aproveitar o momento em solo catarinense – diz Marcelo Bento, diretor de Planejamento e Alianças da Azul.

Mais informações podem ser consultadas no site da Azul.

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Petrobras tem corte de 37% no total de investimentos da companhia

30 de junho de 2015 0
Foto: Petrobras

Foto: Petrobras

Um dos efeitos mais danosos da corrupção crônica na Petrobras foi revelado ontem: o corte de 37% no total de investimentos da companhia para o período 2015-2019. Aprovado sexta, o plano de negócio prevê US$ 130,3 bilhões para investimentos, 37% menor que o anterior. Do total, 83% serão para exploração e produção, 10% para abastecimento, e 10%, gás e energia.

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Portal Monitora Fiesc visa transparência à evolução das obras do governo federal em SC

30 de junho de 2015 0

Para dar transparência à evolução das obras de infraestrutura do governo federal em SC, foi lançado o portal Monitora Fiesc. Segundo o primeiro-vice-presidente da entidade, Mario Cezar Aguiar, serão mostrados todos os dados importantes de cada projeto.

Ferrovias
Para o setor privado, SC precisa mesmo da ferrovia Norte-Sul para trazer grãos. E o prefeito de Jaraguá do Sul, Dieter Jansen cobrou ontem no evento o contorno ferroviário da cidade.

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Bienal Brasileira de Design Floripa se encerra no dia 12 de julho

30 de junho de 2015 0
Foto: Rô Reitz / Divulgação

Foto: Rô Reitz / Divulgação

Para quem ainda não visitou as mostras da Bienal Brasileira de Design Floripa, vale a pena incluir na agenda porque as inovações expostas surpreendem e o evento se encerra dia 12 de julho. Há lançamentos mundiais, como a máquina de bebidas B.Blend, criada pela Whirlpool Joinville, e o automóvel UP!, da Volkswagen, feito na Alemanha por designers brasileiros, além de uma série de outros produtos criativos. Há também eventos paralelos. A Infinita Surfaces, processadora da DuPont™ Corian®, mostra cubas, móveis e acessórios criados pelo designer Rodrigo Meinert (foto)em showroom no shopping Casa & Design de Florianópolis.

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A dura batalha de SC por mais infraestrutura

30 de junho de 2015 0
Foto: FIESC / Divulgação

Foto: FIESC / Divulgação

Competitiva nas exportações e com desempenho econômico acima da média do Brasil, Santa Catarina poderia gerar ainda mais riquezas e impostos se tivesse logística adequada para movimentar a produção e desenvolver as outras atividades, como comércio, serviços e turismo. Infelizmente, as receitas do Estado são levadas pela União para outras regiões, e as empresas de SC ficam amarradas por falta de logística. Para alertar mais uma vez sobre o problema e desatar esses nós, a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) lançou ontem a Agenda Estratégica da Indústria para a Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense. O presidente da entidade, Glauco José Côrte (E), falou sobre as dificuldades e defendeu a execução de investimentos durante a reunião que teve a presença de boa parte do Fórum Parlamentar Catarinense, incluindo o presidente Mauro Mariani, os senadores Dalírio Beber, Dário Berger e Paulo Bauer. Deputados e Pedro Lopes, da Fetrancesc, também participaram. Importante a decisão da Fiesc de contratar estudo coordenado pelo professor Carlos Taboada, da UFSC, que mostra as discrepâncias entre os custos de SC e dos EUA para movimentar cargas. Apurou que o custo de logística da indústria de SC é de 14% do valor do produto, 55% superior aos 9% dos EUA. O economista do Departamento de Agricultura dos EUA, Warren Preston, disse no Congresso da Soja, semana passada, em Florianópolis, que a diferença de custo para levar carga dos EUA até a China frente ao Brasil e China varia de 38% a 61% a mais para o Brasil, e que seu país usa barcaças para cabotagem que levam o equivalente a 870 carretas. SC e o Brasil precisam perseguir menores custos de logística para poder competir lá fora.

Pressão
Os estudos da Fiesc serão levados para a reunião do Fórum Parlamentar Catarinense amanhã, em Brasília, com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues.

– Nossa esperança é mobilizar tanto o governo quanto a bancada para pressionar o Ministério dos Transportes a executar as obras que precisamos. O orçamento do PAC é de R$ 900 milhões para SC este ano, mas até agora foi pago menos de 1%, ou seja, menos de R$ 900 mil reais – disse Glauco José Côrte.

Projetos via PPP

A expectativa é que o setor privado invista em infraestrutura, mas as regras precisam ser claras. Uma saída para SC pode ser a parceria público-privada (PPPs). O secretário de Planejamento, Murilo Flores, diz que o Estado precisa definir o fundo garantidor de PPP. Vai enviar projeto para solucionar isso.

Um crime contra SC

No meio do descaso do governo federal com SC um projeto irritou mais o deputado federal e ex-governador Esperidião Amin: a duplicação da BR-153 que passa no meio do Estado e vai ao Paraná.

– Essa obra é uma duplicação para tirar produtos de SC e levar para o porto de Paranaguá. Ém crime contra Santa Catarina – alertou Amin.

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Presidente da Acij defende novo acesso viário e um parque público para Joinville

29 de junho de 2015 0
Acij, divulgação

Acij, divulgação

Ao assumir o segundo mandato à frente da maior associação empresarial do Estado, a Acij, de Joinville, o empresário João Martinelli surpreendeu no discurso, ontem à noite, com o lançamento de projetos diferentes. Propôs um novo acesso viário decente para a cidade, um banco social dentro da associação e um parque público junto ao Batalhão do Exército.

O empresário também deixou claro que não é do grupo que só reclama da crise.

- Não estou em crise e ninguém aqui está em crise. O mundo não sobrevive sem o Brasil – afirmou, se referindo à produção de alimentos do país.

A posse do presidente da Acij é o evento empresarial mais concorrido de Joinville. Nesta noite, cerca de 600 lideranças e empresários do município e do Estado participam. O governador Raimundo Colombo (C) e o prefeito do município, Udo Döhler (E), industrial que presidiu a associação por mais de uma vez, estiveram na posse.

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Lummertz defende a atração de turistas de alta renda para SC

29 de junho de 2015 1
José Somensi, divulgação

José Somensi, divulgação

Com conhecimento sobre o potencial turístico do Estado, o catarinense Vinicius Lummertz (segundo à direita), novo presidente da Embratur, disse que SC tem que atrair o turista de mais alta renda. Ao falar no evento do Lide SC, ontem, observou que o Estado precisa mudar o modelo de turismo natural para buscar um turismo de nicho. Para alcançar esse novo perfil de visitante do Brasil e exterior, recomenda atrair hotéis de bandeiras internacionais e valorizar a cultura local. Também é preciso melhorar a infraestrutura.
Lummertz falou sobre o potencial do turismo no Estado e no país, no evento em que foi recebido pelo presidente do Lide SC, Wilfredo Gomes (E); o vice-governador Eduardo Moreira; o secretário de Estado do Turismo, Cultura e Esporte, Felipe Mello (D) e a secretária de Turismo de Florianópolis, Zena Becker.
Na mesma linha de Lummertz, o presidente do Lide SC, Wilfredo Gomes, afirmou que o Estado precisa atrair o turista que gasta mais. Segundo ele, esse visitante é principalmente do exterior e o maior número está nos EUA. Wilfredo citou como exemplo a cidade de Marrakesh, no Marrocos que, sozinha, atrai o dobro de turistas estrangeiros do que o Brasil. Os principais diferenciais por lá são a presença das grandes redes hoteleiras mundiais e as atrações culturais diferentes, do local.

Santa Catarina espera para julho abertura da Coreia

29 de junho de 2015 0
Foto: Julio Cavalheiro, Secom / Divulgação

Foto: Julio Cavalheiro, Secom / Divulgação

Nas próximas semanas – talvez na segunda quinzena de julho – autoridades sanitárias da Coreia do Sul devem anunciar a abertura do mercado do país à carne suína de Santa Catarina. Esta informação foi destacada pelo governador Raimundo Colombo na inauguração da fábrica de industrializados da Pamplona Alimentos, sábado, em Rio do Sul. Também no evento, o superintendente federal de Agricultura em SC, Jacir Massi, disse que todos os trâmites técnicos estão cumpridos. Falta apenas a Secretaria de Relações Institucionais do Itamaraty fornecer as últimas informações para a Coreia do Sul poder abrir seu mercado. Agroindústrias de SC aguardam com muita expectativa a decisão porque a Coreia importa cerca de 880 mil toneladas de carne suína por ano e será um importante mercado ao lado do Japão, que compra de SC desde meados de 2013.

O evento da Pamplona foi bem prestigiado por ser mais um investimento numa fase de crise no país.Também presente, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte disse que em breve será inaugurada mais uma fábrica, a da Netzsch, em Pomerode.
Fábrica de ponta

A presidente da Pamplona Alimentos, Irani Pamplona (D), apresentou a nova fábrica a convidados, entre os quais o governador Raimundo Colombo e os secretários de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa, Defesa Civil, Milton Hobus, e Fazenda, Antonio Gavazzoni. Equipada com máquinas de ponta do exterior, a unidade produzirá salame, presunto, apresuntado e copa, que chegarão ao mercado em agosto. Os industrializados responderão por 33% da receita deste ano.

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Catarinense punido pela eficiência

29 de junho de 2015 2

Imagina que a razão de os passageiros de aviões de voos entre SC e Brasília ter menos oferta de fingers no aeroporto da Capital federal do que os do Nordeste é a pontualidade. O senador Paulo Bauer cobrou explicação da Infraero em Brasília e a explicação foi que os aviões de SC chegam sempre antes ou no horário. Os do Nordeste chegam no horário ou depois. E quando o avião chega antes, os fingers estão ocupados. O fato curioso foi contado pelo parlamentar na reunião sobre logística que acontece na Fiesc.

Indústrias catarinenses gastam 55% mais que as dos EUA em logística

29 de junho de 2015 1

Encontrar alternativas para a redução de custos logísticos é prioridade das indústrias catarinenses que enfrentam uma série de dificuldades para competir no Brasil e exterior. É por isso que a Fiesc apresenta hoje estudos que mostram a série de deficiências da logística do Estado. Uma das análises comparativas mostra que indústrias do Estado gastam 55% mais do que as americanas em logística de transporte. Aqui, este serviço representa 14% do total de custo do produto enquanto nos EUA fica em 9%. O dado foi apresentado pelo presidente da entidade, Glauco José Côrte, na abertura do seminário Agenda Estratégica da Indústria para a Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense.

Uma das soluções sugeridas ela federação é o uso da cabotagem para o transporte de cargas no litoral. A propósito, é justamente o uso da cabotagem um dos principais diferenciais dos Estados Unidos. Eles têm barcaças que carregam o equivalente a mais de 800 carretas de grãos nos rios navegáveis do interior do país.

Correção

Este post foi corrigido às 11h40min. O correto é custo de logística da indústria de SC e não do país, como estava antes.

Por que a inflação continua em alta

29 de junho de 2015 1
Diorgenes Pandini

Diorgenes Pandini

ECONOMISTA DO BANCO ITAÚ CAIO MEGALE EXPLICA A ALTA DA INFLAÇÃO E CENÁRIOS PARA PIB, SETOR IMOBILIÁRIO E INVESTIMENTOS. ELE ESTEVE EM EVENTOS DA APIMEC EM SC E DEU ENTREVISTA PARA O BLOG.

Por que a inflação não para de subir?
A inflação continua subindo apesar de o Banco Central estar subindo os juros básicos desde 2013 (só parou de elevar a taxa Selic um pouquinho durante a eleição), mas a inflação continua pressionada. Se dividirmos em duas partes, um pedaço da inflação é de preços livres como bens duráveis, bens de consumo, serviços, restaurantes e outros. Quando a economia vai desacelerando, a inflação desses bens tende a ficar menos pressionada. Ela está desacelerando devagar. Por outro lado, o governo está ajustando preços que ficaram congelados lá atrás. Gasolina subiu, energia elétrica subiu bastante e as loterias foram reajustadas. Essa desaceleração dos preços livres está sendo mais do que compensada por uma alta muito expressiva dos preços administrados. Em 2013 eles subiram apenas 1% porque o governo controlava os preços. Agora, vão chegar perto de 15%. Então, a inflação como um todo não cai porque tem esses preços administrados subindo. Como também representam custos para as empresa, elas tentam passar isso para os preços finais. Então, apesar de o desemprego estar subindo, de o BC estar elevando os juros, a inflação não cede.

Quando ela vai ceder?
Quando esse processo de ajuste de preços administrados de custos terminar, provavelmente até meados do ano que vem. A inflação está chegando perto de 9% agora, deve ficar nesse patamar até no ano que vem. Aí ela vai começar a desacelerar, a partir de maio do ano que vem ela entra para dentro da banda de 6,5% ao ano, continua desacelerando, termina o ano em 5,5% e chega em 2017 perto dos 4,5% ao ano (o centro da meta). Será um longo processo de realinhamento de preços e inflação de custos. Se os preços estivessem mais livres essa inflação teria aparecido antes, a gasolina teria subido antes, a energia não teria caído em 2012, mas agora não estaria sendo pressionada.

Como vai se comportar o PIB?
Vai continuar fraco. No ano passado já foi fraco, cresceu praticamente zero. Para este ano, estamos esperando uma queda mais forte do PIB, de 1,7% e, no ano que vem, estimamos crescimento de 0,3%, que é praticamente zero. É uma queda importante neste ano sem recuperação palpável no ano que vem. Isso está acontecendo porque a alta de custos na economia já vem há mais tempo. Agora, há a alta de energia, mas lá atrás, com a economia aquecida, o custo de trabalho, aluguéis e outros subiram. O Brasil se tornou um país caro para produzir. Então, a gente só vai voltar a crescer quando esses custos de produção derem uma desinflada. Isso é demorado porque nossa economia é muito inercial, as pessoas formam seus preços olhando para trás, por isso os custos altos perduram. Outra parte da história é que boa parte do consumo de 2013 e 2014 foi via crédito. Então, o endividamento de famílias e empresas cresceu bastante nesse período. A demanda por crédito está menor em função disso. São dois processos: desinflar custos e o balanço das famílias, que estão mais endividadas. É com se a gente tivesse batido em 40º de febre e agora precisa ficar de cama para voltar a ser 37º ou 36,5 º. Aí volta a crescer.

E o mercado imobiliário?
O mercado imobiliário do Brasil, nos últimos 10 anos, passou por um realinhamento. Há 15 anos os imóveis estavam muito baratos por falta de crédito. Aí foram promovidas mudanças, especialmente legislativas, o mercado cresceu e os preços se realinharam. Isso era necessário, mas passamos um pouco do ponto. Algumas regiões estão com excesso de oferta e os preços estão se corrigindo. Não tivemos bolha. Outra coisa, o crédito imobiliário como proporção do PIB está em cerca de 4% ou 5%. É muito pequeno. Nos EUA era de 100% e na Espanha era 80%. O ideal para nós seria perto de 15%. Há muita demanda ainda reprimida de imóveis no Brasil. Aí surge a pergunta: é hora de comprar? Eu não teria pressa agora porque estamos no meio da fase do ajuste. Mas já há boas oportunidades. No curto prazo, há mais boas ofertas para compra à vista. Recomendo ao consumidor ficar atento, mas não precisa ter pressa porque o período de ajuste é longo.

Como está o cenário para investimentos?
No curto prazo, as pessoas não estão se sentindo confortáveis para fazer grandes investimentos e a ociosidade está elevada, especialmente em alguns setores como veículos, eletrodomésticos e imóveis. Mas alguns segmentos estão investindo. Ao mesmo tempo, o Brasil tem gargalos do lado da infraestrutura. Por isso o programa de concessões faz todo o sentido porque o país precisa de investimentos. E as multinacionais estão atentas. No Itaú, nós perguntamos para uma gama de clientes multinacionais como veem o cenário. Eles reconhecem que no momento é difícil, mas dizem que estão no país há 40 anos ou 60 anos e querem estar aqui por mais 60 anos. O Brasil é o segundo ou terceiro maior mercado para muitas delas. Ao mesmo tempo em que há os que estão recuando, quem tem visão de mais longo prazo vê como oportunidade porque tem coisas baratas para comprar. Quando o dólar bateu em R$ 3,40 muitas ficaram motivadas a investir mais no Brasil.

Entrevista: Pamplona no clube das bilionárias

28 de junho de 2015 0
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Esta é uma fase especial da Pamplona Alimentos, de Rio do Sul, agroindústria de carnes presidida por Irani Pamplona. A companhia inaugurou neste sábado fábrica de industrializados que recebeu investimento de R$ 70 milhões e, em breve, entrará no clube das empresas que faturam mais de R$ 1 bilhão por ano. Planeja fechar 2015 com receita bruta de R$ 1,1 bi.

Este é o ano em que a Pamplona Alimentos entra no seleto grupo das companhias bilionárias. Em que período vai alcançar essa marca?

No último trimestre deste ano.

Como foi a trajetória da empresa nos últimos anos?

Desde 2009, com a implementação do business plan da companhia, alinhado com o planejamento estratégico, a Pamplona Alimentos S.A. vem ampliando a comercialização dos produtos industrializados nos diversos canais, destacando-se a ampliação no varejo, melhorando significativamente a lucratividade, possibilitando a modernização do parque fabril.

O que representa a nova fábrica de industrializados inaugurada neste sábado em Rio do Sul?

É a concretização de um sonho que foi desenhado no planejamento estratégico da empresa e que só se tornou possível graças ao empenho dos acionistas, executivos e de todos stackholders (públicos estratégicos).

Em quais mercados a Pamplona comercializa industrializados e como se posiciona em termos de preços?

Estamos, nos últimos anos, ampliando as nossas vendas para todo o território nacional, direcionando a produção desta nova fábrica para o mercado interno, grande parte ao varejo. Acreditamos que com os atributos e qualidade alcançados pelos nossos produtos com a tecnologia de ponta adquirida vamos agregar ainda mais valor, aproximando nossos preços aos dos grandes players do mercado.

Quanto da produção da companhia é exportada e em quais mercados projeta crescer mais no exterior?

Exportamos 45% da nossa produção para mais de 20 países. Se destacam os crescimentos ainda em 2015 para o Japão, África do Sul e China, e no próximo ano, para a Coreia do Sul.

A Pamplona atua no segmento de proteína animal com carnes suína e bovina. Planeja atuar na avicultura?

Manteremos a nossa estratégia de focarmos somente em suínos, industrializando 40% do total faturado pela empresa, e pequena parte em bovinos.

A Pamplona aperfeiçoou a gestão, criou o conselho de administração. Quais são os principais resultados dessas mudanças?

O processo de governança começou em 2009 pela então presidente, dona Ana Pamplona, apoiada pelos demais acionistas. Naquele ano, com o apoio da Fundação Dom Cabral, a empresa reformulou a diretoria e instituiu o conselho de administração do qual o nosso irmão mais velho, Valdecir Pamplona, é presidente. Desde o início, foi integrado por conselheiros independentes. Atualmente são quatro. Esta mudança contribuiu sobremaneira para a recuperação econômico-financeira da Pamplona Alimentos, que desde então, suportada nos seus investimentos alinhados com planejamento estratégico, vem crescendo de forma sustentável, ampliando o mix de produtos e market share no mercado interno.

A senhora acaba de assumir a presidência do Sindicato das Indústrias de Carnes (Sindicarnes/SC). Quais são as prioridades da entidade?

A maior, sem sombra de dúvidas, é lutar pela manutenção da segurança sanitária do nosso Estado. Com o apoio das agroindústrias e dos órgãos públicos, manteremos o status diferenciado em relação aos demais Estados do Brasil, nos credenciando a ter acesso aos importantes mercados como o Japão, Estados Unidos, China, África do Sul e, futuramente, também a Coreia do Sul.

Qual é a sua avaliação sobre o cenário do setor para este ano e 2016?

Estamos otimistas com a nossa performance para 2015 e 2016. Entendemos que esta crise que assola os demais setores se dissipará nos próximos semestres.

A senhora preside a Pamplona Alimentos desde 2009. Como foi sua trajetória na empresa?

Minha vida profissional foi toda dedicada à Pamplona, desde muito cedo, aos 14 anos. Trabalho há 48 anos na empresa, sendo nove como diretora financeira, 25 no administrativo e, em 2009 assumiu a presidência. Nossos pais, os fundadores Ana e Lauro Pamplona tiveram cinco filhos: Edina, Valdecir, Irani, Jacir e Daurete. Hoje, Valdecir preside o conselho, Edina é conselheira e gerente da fábrica de Rações, Maria Daurete é gerente Comercial da filial de Itajaí e secretária do conselho.

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Empenho de Dilma em buscar mais abertura comercial nos EUA é importante

28 de junho de 2015 0
Foto: Mnedel NGAN

Foto: Mandel NGAN

É importante o empenho da presidente Dilma em buscar mais abertura comercial nos EUA. Pena que isso demorou décadas desde as tentativas de criar a Alca. Se as Américas tivessem um mercado comum, muitos brasileiros teriam maior renda porque o mercado dos EUA é gigante.

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Positiva a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de reduzir o limite máximo da meta de inflação de 6,5% para 6% em 2017. Quando mais baixo o limite de inflação que o Banco Central vai buscar, mais os agentes econômicos limitam reajustes.

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Rede Hippo de supermercados lança UniHippo, universidade corporativa da empresa

28 de junho de 2015 0

Com o propósito de aprimorar o atendimento, a rede Hippo de supermercados lançou esta semana a UniHippo, universidade corporativa da empresa. O foco é a qualificação voltada ao padrão de excelência de serviços, em especial na segurança alimentar, qualidade e praticidade de produtos, e na gentileza no atendimento. O conceito é Nós criamos bem-estar.

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Fiesc revela análises sobre a situação de rodovias no Estado

28 de junho de 2015 0
Foto: Cristiano Estrela

Foto: Cristiano Estrela

Preocupada com a lentidão dos investimentos em infraestrutura, a Fiesc realizou série de estudos para transporte e logística. Nesta segunda-feira, a partir das 8h30min, serão reveladas análises sobre a situação das rodovias BR 282, 163, 158, 153, 470, 101, mais uma agenda para os portos serem mais competitivos. A entidade também abordará o atraso dos projetos de ferrovias para o Estado.

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SC tem 55 propriedades que cultivam 590 vinhedos de altitude

28 de junho de 2015 0
Foto: Gilmar Gomes

Foto: Gilmar Gomes

Regiões produtoras de vinhos de altitude de Santa Catarina já estão consolidadas e aceleram o desenvolvimento do enoturismo. Atualmente são 55 propriedades que cultivam 590 vinhedos num total de 332,35 hectares situados em três regiões da Serra e Meio-Oeste que abrangem 3.173.300 hectares. Estes dados integram as conclusões de estudo sobre o setor realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri) em parceria com a Fundação de Pesquisa do Estado (Fapesc), considerando caracterização agronômica e edafoclimática (de clima, solo e relevo). Os objetivos são melhorar a qualidade das uvas e, no futuro, buscar registro de origem dos vinhos catarinenses de altitude. Segundo o coordenador do projeto, o pesquisador Luiz Fernando Vianna, de 1998 a 2008 a taxa de implantação dos vinhedos foi de 25,8 hectares por ano. Nos anos seguintes houve uma redução dessa expansão, mesmo assim, a área plantada continuou crescendo até 2013, quando foi concluído o levantamento. A pesquisa apurou dados sobre propriedades, área cultivada, variedades e outros detalhes de plantio. O trabalho foi coordenado pelo pesquisador da Epagri Luiz Fernando Vianna e contou com a participação de mais quatro pesquisadores: Angelo Mendes Massignan, Denilson Dortzbach, Sérgio Luiz Zampieri e Valci Francisco Vieira.

O estudo da Epagri apurou que são 11 as vinícolas com infraestrutura para receber turistas. Dessas, 10 oferecem degustação, oito têm restaurantes, três contam com hospedagem e quatro têm outras atrações. São Joaquim e Água Doce têm as maiores áreas plantadas. Há produção expressiva também em Campos Novos, Tangará, Urupema, Videira, Campo Belo do Sul, Urubici e Bom Retiro.

AS VARIEDADES DE UVAS COM MAIOR ÁREA PLANTADA SÃO CABERNET SAUVIGNON (37,88%), MERLOT (14,52%) CHARDONNAY (8,05%) E SAUVIGNON BLANC (7,47%). ENTRE 2009 A 2013, PARTE DAS ÁREAS MAIS ALTAS COM CABERNET SAUVIGNON FOI SUBSTITUÍDA POR UVAS BRANCAS E PINOT NOIR.

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Pamplona inaugura fábrica de alimentos com tecnologia de ponta

27 de junho de 2015 0
Julio Cavalheiro, Secom, divulgação

Julio Cavalheiro, Secom, divulgação

Com evento festivo para autoridades e parceiros do Brasil e exterior, a Pamplona Alimentos, inaugurou na manhã de hoje moderna fábrica de alimentos junto ao parque fabril da matriz, às margens da BR-470, em Rio do Sul. O tom foi de otimismo e confiança no futuro, afinal, as agroindústrias estão entre os setores que sentem menos a crise. A fita inaugural foi descerrada pela presidente da companhia, Irani Pamplona Peters (E); o governador Raimundo Colombo; o presidente do conselho da companhia,Waldecir Pamplona; e o superintendente Federal de Agricultura no Estado, Jacir Massi. Entre as autoridades presentes, os secretários de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa; da Fazenda, Antonio Gavazzoni; e da Defesa Civil, o riosulense Milton Hobus. O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Glauco José Côrte, e o prefeito de Rio do Sul, Garibaldi Ayroso também estiveram presentes.

Com equipamentos de última geração importados da Itália e Alemanha, a Pamplona está confiante de que fará produtos premium e poderá competir com as empresas maiores. O investimento somou R$ 70 milhões, sendo 58% de financiamento do BNDES, 26% pelo Itaú e 16% de capital próprio. O novo prédio de três andares tem 8,5 mil metros de área construída e vai acrescentar 14 mil toneladas de produtos ao ano.

Concerto gratuito inclui música clássica, U2, Coldplay, Beatles e outros

27 de junho de 2015 0

Com o objetivo de popularizar mais a música clássica, acontece neste domingo, às 19h, no CIC, em Florianópolis, o Concerto POP idealizado pela Orquestra Filarmônica da Scar, a Sociedade Cultura Artística de Jaraguá do Sul. O espetáculo integra o projeto Caminhos da Música, patrocinado pelas empresas WEG e Duas Rodas, por meio da lei federal de incentivo à cultura. A entrada é gratuita e os ingressos devem ser retirados no local. Este ano, a orquestra pode fazer mais apresentações em cidades catarinenses.

Os músicos da Scar apostaram numa apresentação mais solta, incrementada por luzes e efeitos, para atrair também jovens para a música erudita. A estratégia deu certo. Agradou os públicos de Jaraguá do Sul e de Blumenau, onde já foi apresentado. A regência é do maestro Lucas Ferreira Frühauf e a orquestra é integrada por 41 músicos. O repertório inclui músicas dos Beatles, Queen, Michael Jackson, Coldplay, David Guetta, U2, Abba, Led Zeppelin, George Michael, Tom Jobim e Roberto Carlos, além de obras de outros compositores do clássico e popular.

 A orquestra

A Orquestra Filarmônica de Jaraguá do Sul foi fundada no ano 2000, mas suas origens estão diretamente ligadas à história da Scar – Sociedade Cultura Artística quando a entidade surgiu em 1956 por iniciativa de Adélia e Francisco Fischer. Dos encontros musicais do casal com amigos, reunidos em uma pequena orquestra, ao longo dos anos a entidade se tornaria referência cultural em Jaraguá do Sul nas áreas de dança, teatro, artes plásticas e música. Por inspiração da filha de Adélia, a pianista Yara e seu marido Fernando Springman, e juntamente com Magnus Behling, a orquestra foi formalizada e a partir daí passou a estimular o desenvolvimento da música na cidade e região e obtendo reconhecimento que hoje transpõe os limites de Santa Catarina.

 

Programa

Erich Korngold: Suíte Gavião do Mar

Beatles: Eleanor Rigby

Queen: medley (We Will Rock You, Another One Bites the Dust, and We Are the

Champions)

Michael Jackson: medley (Thriller, Rock with You, Off the Wall, Man in the

Mirror e I’ll Be There)

Coldplay: Clocks

Tom Jobim: Garota de Ipanema

Roberto Carlos: Emoções

Howard Shore: The Hobbit – Beyond the Forest

David Guetta: Without you (participação especial Dueto Staccato)

U2: With or without you (participação especial Dueto Staccato

AVICII: Hey Brother (participação especial Dueto Staccato

ABBA: medley (Mamma Mia, SOS, Dancing Queen)

LED ZEPPELIN: medley (Rock and Roll; Kashmir and Stairway to Heaven)

GEORGE MICHAEL: Freedom

ROLLING STONES: I Can’t GET NO (Satisfaction)

 

 

 

Cantor Sorocaba investe em edifício comercial em Florianópolis

26 de junho de 2015 0
Foto: Marcio Fidencio, divulgação

Foto: Marcio Fidencio, divulgação

Cantor bem-sucedido financeiramente, Sorocaba (C) fará mais um investimento em Santa Catarina. Assinou ontem, em São Paulo, contrato para construção do Floripa Corporate, um edifício comercial integrado ao Floripa Shopping na SC-401, em área entre a Churrascaria Ataliba e o centro comercial no norte da Ilha de SC.

As construtoras responsáveis são a Novo Teto, do empresário Cristiano Cardoso (D), e a BasisBrasil, de Maurício Gonçalves (E). A articulação do negócio foi dos escritórios Regional Properties, de Orlando Becker, e  & Ethique Negócios, de Luciano Souza. O prédio será feito em 36 meses, terá 40 mil metros quadrados e valor geral de vendas (VGV) estimado em cerca de R$ 200 milhões.