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Mais tecnologia para expandir o agronegócio

03 de julho de 2015 0
Foto: Luiz Brasil, Divulgação

Foto: Luiz Brasil, Divulgação

DIFUSÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE TECNOLOGIA E GESTÃO AOS PROFISSIONAIS DO CAMPO SÃO PRIORIDADES DO NOVO MANDATO DE JOSÉ ZEFERINO PEDROZO À FRENTE DA FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DE SC, A FAESC. O LÍDER RURAL (FOTO) ASSUME NESTA SEXTA-FEIRA, ÀS 19H30, EM EVENTO NO AUDITÓRIO DO CUPER HOTEL, EM SÃO JOSÉ, NA GRANDE FLORIANÓPOLIS. PEDROZO PREVÊ CONTINUIDADE DO CENÁRIO POSITIVO AOS PRINCIPAIS SEGMENTOS DO SETOR NO ESTADO.

O que vai priorizar na nova gestão á frente da Federação da Agricultura do Estado?
Vamos continuar, através do nosso Sistema “S”, o avanço da profissionalização e do conhecimento. Hoje, o produtor está muito mais informado. Queremos multiplicar a oferta de cursos técnicos inteiramente gratuitos aos profissionais do agronegócio. Também vamos avançar na parte de inclusão digital. Temos batalhado muito para que o nosso produtor saiba tudo o que ocorre, instantaneamente, em qualquer lugar do mundo. Nosso agricultor se tornou um empresário rural, dá atenção especial à gestão do seu negócio, busca redução de custos e rentabilidade. Esses avanços é que estão permitindo à nossa atividade passar à margem da crise nacional.

Quais setores do agronegócio de Santa Catarina vão crescer mais?
Um dos nossos principais desafios é continuar a expansão da atividade leiteira. Queremos fazer com que Santa Catarina usufrua dos benefícios que tem do status de livre de aftosa sem vacinação. Também vamos incentivar o aumento da pecuária de corte e seguir com atenção aos setores de suínos e aves. Buscaremos ainda a expansão da produção de grãos, maçã e outros produtos. Nos últimos anos não tivemos decepções. O agronegócio de SC está num bom momento e esperamos que isso continue. As notícias não tem sido ruins ao nosso setor no país. Eu gostaria de citar uma frase que me marcou muito, dita pelo presidente da Embrapa, Maurício Lopes, numa teleconferência do BB, anteontem, em Brasília. Ele falou que a agricultura brasileira de hoje é bem diferente da agricultura do passado. A do passado era o somatório de mão de obra e terra. A do presente e do futuro, é tecnologia e capital. Estamos entrando na era do mundo desenvolvido. Nós temos ainda, no Estado, cerca de 15% da população no meio rural. Os EUA têm só 3%.

E quanto às agroindústrias?
Vai continuar crescendo. As agroindústrias continuam investindo no Estado. Nós vamos aumentar a nossa produção não só com números, mas com tecnologia. Na área de leite, temos crescido mais do que a média nacional e vamos continuar. No segmento de bovino de corte esperamos avançar com melhoramento genético e pretendemos exportar. Há países interessados em comprar carne catarinense porque somos livres de aftosa sem vacinação.

Como avalia a participação do setor primário na economia nacional?
O setor primário da economia vem prestando grande serviço ao país. Além de produzir alimentos de qualidade a preços acessíveis, proporciona superávits anuais superiores a R$ 100 bilhões. Isso significa que a agricultura está, literalmente, salvando a balança comercial do Brasil. A atuação dos produtores e o fantástico desempenho apresentado pela pecuária motivaram o governo a adotar políticas específicas orientadas para elevar o potencial de produção, geração de renda e incrementar as divisas com exportações de produtos pecuários. Além da ampliação dos programas de custeio e investimento, foram lançadas novas linhas de financiamento para dar suporte à pecuária.

A carência de infraestrutura é grande. Quais são as obras que fazem mais falta ao agronegócio catarinense?

O que falta para nós é o elo de ligação férrea do centro de produção de grãos, o Centro-Oeste, com o Oeste de SC, ou seja, a Ferrovia Norte-Sul. Isto porque somos deficitários em milho. Precisamos de uma ferrovia que ligue o Centro de produção de grãos para atender a demanda de SC e Rio Grande do Sul. Nós também defendemos a ferrovia da integração (do frango). Outra obra prioritária para o nosso setor é a duplicação da BR-282 que liga o Extremo-Oeste ao Litoral do Estado.

Quais são as principais preocupações do produtor rural atualmente?
A evolução resultante da introdução de técnicas aprimoradas, a ausência de salvaguardas contra os subsídios externos, o excessivo liberalismo nas importações, os custos internos e a falta de mecanismos eficientes de apoio ao beneficiamento e à comercialização da produção, somadas a um conjunto de outros fatores.

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