Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Moveleiras do Oeste pedem ajuda para se reerguer após chuvas

03 de agosto de 2015 0

16719007

A indústria moveleira do Oeste catarinense ainda sente os reflexos das chuvas que inundaram a região há cerca de 15 dias. Nos municípios de Coronel Freitas e Saudades, pelo menos 12 empresas foram fortemente atingidas, com perda de equipamentos e matéria-prima por conta da água. Segundo Osni Carlos Verona, presidente da Associação e do Sindicato das indústrias moveleira do oeste (Amoesc/Simovale), sete delas ainda não retomaram as atividades de produção. Ele avalia o prejuízo para o setor na ordem de R$ 8 milhões a R$ 10 milhões.

Além da limpeza dos prédios há dificuldade de fazer a manutenção dos equipamentos. Na Finestra, em Saudades, segue o trabalho para recuperar máquinas avaliadas em R$ 5 milhões que ficaram embaixo d’água. Em função dos prejuízos, a Panda Estofados, que fabricava sofás em Coronel Freitas, decidiu encerrar as atividades. A chuva destruiu tecidos, espumas e máquinas de costura, e o proprietário não tem ânimo para recomeçar o negócio. A fábrica fechou as portas e cerca de 70 funcionários serão dispensados.

O antes e o depois de pessoas atingidas pelos tornados que devastaram Ponte Serrada e Xanxerê
Oeste de SC ainda tem 102 famílias desalojadas após tornado
Previdência social libera recursos para moradores de Coronel Freitas e Saudades

O impacto na economia regional é grande. Com a paralisação das atividades das indústrias moveleiras, empregados foram demitidos e alguns colocados em férias. Os efeitos não são apenas para os trabalhadores, já que o setor movimenta a região com serviços terceirizados.

Segundo Verona há uma grande revolta com a falta de atenção para o caso. Como a região já havia feito uma grande mobilização para recolher recursos após a passagem do tornado em Xanxerê, a maioria das entidades e grandes empresas não consegue levantar mais fundos para a chuva. O setor reúne 10 mil empregados diretos e 96 empresas na região. O presidente do Simovale sugere uma avaliação técnica dos impactos no setor por parte do poder público para liberação de verbas emergenciais.

Leia as últimas notícias

Comentários

comments

Envie seu Comentário