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Posts do dia 9 agosto 2015

A recuperação da Duque

09 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

Foto: Rodrigo Phillips, Agência RBS

Foto: Rodrigo Phillips, Agência RBS

O coração da metalúrgica Duque, tradicional indústria de Joinville, ainda bate. Em discussão na Justiça para conseguir aprovar um processo de recuperação industrial, a fabricante de peças para a indústria de eletrodomésticos aposta na carteira de clientes, que inclui marcas como Whirlpool, Electrolux, Atlas e Metalfrio, para sair da situação difícil.

A companhia aguarda decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina pela falência ou aprovação do plano de recuperação judicial, atendendo a recurso da empresa – em primeira instância, a Justiça deu sentença pela falência.

Antes da crise financeira, que obrigou a interrupção das atividades em novembro de 2013, a indústria empregava pelo menos mil funcionários e produzia 1,2 mil toneladas. Hoje, funciona em ritmo lento, com produção estimada em 72 toneladas em agosto. Os cerca de 80 funcionários que restaram na produção trabalham com afinco, mesmo aguardando mais de um salário em atraso. As dívidas da Duque são de cerca R$ 200 milhões, metade só com o Fisco. As informações são da repórter Claudine Nunes.

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Entrevista: negócios que geram impacto

09 de agosto de 2015 0

Por Júlia Pitthan*

Foto: Felipe Carneiro, Divulgação

Foto: Felipe Carneiro, Divulgação

Um espaço com decoração alegre, de troca de experiências e muita inspiração: assim é o Impact Hub, rede mundial de coworkings que abriu unidade na nova sede da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), em Florianópolis. Gabriela Werner (foto) é uma das empreendedoras à frente do projeto. Com foco em inovação e colaboração, a unidade celebra resultados

Como foi a decisão de abrir o Impact Hub em Florianópolis?
Meu sócio, Henrique Bussacos, é meu amigo de longa data. Conheço ela da época que era diretora da AIESEC, uma ONG de jovens empreendedores. O Impact Hub ainda era uma ideia. Então, muita coisa aconteceu. Fui trabalhar na Austrália e voltei para morar em São Paulo. Nessa mesma época, o Henrique estava fundando o negócio. Eu ainda não era membro, mas queria estar naquela comunidade de inovação. Aí, fui para Joinville trabalhar na Embraco na área de sustentabilidade. Por uma decisão pessoal, voltei para Florianópolis. Estava com vontade de empreender, queria mais liberdade também. O Henrique já estava em Floripa e me procurou dizendo que tinha pensado em trazer o Hub para cá. Em 2014, fez esse convite. Desde então a gente vem trabalhando junto. Começamos com 21 coworkers.

Vocês viram que havia uma demanda reprimida?
É, isso ficou mais claro quando fizemos um workshop Hub Escola, em dezembro de 2014. Tínhamos uma meta de atrair 300 pessoas, mesmo sendo muito ambicioso, mas atingimos 500 pessoas e isso foi uma prova de que o mercado existe e está ávido para uma solução. Então, fomos em frente para escolher o espaço físico e fechamos com o Cia Primavera e a Acate.

E o negócio vem crescendo?
Hoje estamos com 68 coworkers e 180 membros. Além das pessoas que têm planos de uso do espaço compartilhado, há um nível anterior de envolvimento com o Impact Hub, que tem participação na Hub Net. Há três perfis principais de empreendedores. O primeiro deles é da área de tecnologia, com startups e programadores independentes. Tem um público de profissionais criativos, de marketing digital, profissionais que trabalham com branding, design, fotógrafos, curadores de arte, pessoas que trabalham com desenvolvimento humano. O restante são os empreendedores de impacto, aqueles os caras que querem mudar o mundo por meio de seus negócios.

O mercado de coworking tem espaço ou já está saturado na Grande Florianópolis?
Cada coworking tem um perfil. Não diria que está saturado, o que buscamos foi ter uma rede bem qualificada e na prática se reflete na idade dos membros, que é entre 30 e 35 anos. 72% dos nossos coworkers têm mais de 30 anos, normalmente não é a primeira vez que o cara está empreendendo, então as trocas de conhecimentos são mais maduras.

Como vocês mensuram, o sucesso do Impact Hub?
Financeiramente, já estamos com fluxo de caixa positivo. Agora, o que buscamos muito em termos de sucesso é equilibrar o retorno financeiro com impacto social. Uma coisa sem a outra não é sucesso para a gente. Temos planos de chegar ao fim do ano com cem coworkers, é possível que precisamos revisar a meta para mais e inclusive ampliar o espaço. Temos também o objetivo de atender cem empreendedores sociais, olhando quantos desses negócios têm sucesso, geram empregos e têm impacto ambiental.

Vocês pensam em ter outra unidade em SC?
A gente pensa. Há algumas portas abertas, principalmente na Grande Florianópolis. Lá para 2017.

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* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Crescimento da Casan no primeiro semestre e outros destaques do final de semana

09 de agosto de 2015 0

Por Júlia Pitthan*
Crescimento no semestre
A Casan informou o resultado financeiro do primeiro semestre de 2015. A estatal apurou crescimento de 4,9% na receita na comparação com o mesmo período de 2014. Segundo Laudelino Bastos da Silva, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, o crescimento reflete aumento da base de clientes. Na contramão, o lucro do período, de R$ 12 milhões, representou queda na comparação com 2014. Conforme Laudelino, no ano passado a Casan havia recebido o estorno de um depósito judicial de R$ 100 milhões, o que impactou o resultado.

Momento de trabalho
Liderança no setor empresarial no estado, Antônio Koerich circulou no almoço-debate do Lide sexta-feira e avaliou que o momento preocupa mais do ponto de vista político do que empresarial. Otimista, no entanto, o presidente da rede catarinense de varejo avalia que trabalho e dedicação são capazes de levar as empresas a acharem uma saída para o momento.

Câmbio
Até dia 15, a agência catarinense Intercultural, que promove intercâmbio de trabalho nos Estados Unidos, congelou a cotação do dólar em R$ 2,99.

Aliás
Apesar de aliviar o lado dos exportadores, a alta do dólar revela o efeito negativo na inflação.

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* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

Produção industrial tem nova queda em SC

09 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

Um espaço com decoração alegre, de troca de experiências e muita inspiração: assim é o Impact Hub, rede mundial de coworkings que abriu unidade na nova sede da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate)Santa Catarina encerra o primeiro semestre com reflexos dos estoques cheios e baixa demanda no desempenho da produção industrial. De acordo com os números divulgados pelo IBGE, o Estado ficou no grupo que teve os recuos maiores, junto com o Rio Grande do Sul, que teve retração de 2,3%, e Amazonas, com queda de 1,1%.

A produção industrial em Santa Catarina recuou 1% em junho ante maio, segundo o IBGE. No semestre, acumula queda de 6,2%, ainda um pouco melhor do que a média brasileira, de 6,3%. Em 12 meses, a queda é de 4,4% no Estado.

O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, comenta que o Estado sente o reflexo do desaquecimento da economia principalmente no setor de máquinas e equipamentos. Isso se reflete principalmente na indústria de linha branca, como geladeiras e fogões.

O comprometimento da renda das famílias e a perspectiva do aumento do desemprego, que aumenta a cautela nos gastos, leva a esse cenário, avalia o presidente Côrte.

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* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.