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Entrevista: negócios que geram impacto

09 de agosto de 2015 0

Por Júlia Pitthan*

Foto: Felipe Carneiro, Divulgação

Foto: Felipe Carneiro, Divulgação

Um espaço com decoração alegre, de troca de experiências e muita inspiração: assim é o Impact Hub, rede mundial de coworkings que abriu unidade na nova sede da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), em Florianópolis. Gabriela Werner (foto) é uma das empreendedoras à frente do projeto. Com foco em inovação e colaboração, a unidade celebra resultados

Como foi a decisão de abrir o Impact Hub em Florianópolis?
Meu sócio, Henrique Bussacos, é meu amigo de longa data. Conheço ela da época que era diretora da AIESEC, uma ONG de jovens empreendedores. O Impact Hub ainda era uma ideia. Então, muita coisa aconteceu. Fui trabalhar na Austrália e voltei para morar em São Paulo. Nessa mesma época, o Henrique estava fundando o negócio. Eu ainda não era membro, mas queria estar naquela comunidade de inovação. Aí, fui para Joinville trabalhar na Embraco na área de sustentabilidade. Por uma decisão pessoal, voltei para Florianópolis. Estava com vontade de empreender, queria mais liberdade também. O Henrique já estava em Floripa e me procurou dizendo que tinha pensado em trazer o Hub para cá. Em 2014, fez esse convite. Desde então a gente vem trabalhando junto. Começamos com 21 coworkers.

Vocês viram que havia uma demanda reprimida?
É, isso ficou mais claro quando fizemos um workshop Hub Escola, em dezembro de 2014. Tínhamos uma meta de atrair 300 pessoas, mesmo sendo muito ambicioso, mas atingimos 500 pessoas e isso foi uma prova de que o mercado existe e está ávido para uma solução. Então, fomos em frente para escolher o espaço físico e fechamos com o Cia Primavera e a Acate.

E o negócio vem crescendo?
Hoje estamos com 68 coworkers e 180 membros. Além das pessoas que têm planos de uso do espaço compartilhado, há um nível anterior de envolvimento com o Impact Hub, que tem participação na Hub Net. Há três perfis principais de empreendedores. O primeiro deles é da área de tecnologia, com startups e programadores independentes. Tem um público de profissionais criativos, de marketing digital, profissionais que trabalham com branding, design, fotógrafos, curadores de arte, pessoas que trabalham com desenvolvimento humano. O restante são os empreendedores de impacto, aqueles os caras que querem mudar o mundo por meio de seus negócios.

O mercado de coworking tem espaço ou já está saturado na Grande Florianópolis?
Cada coworking tem um perfil. Não diria que está saturado, o que buscamos foi ter uma rede bem qualificada e na prática se reflete na idade dos membros, que é entre 30 e 35 anos. 72% dos nossos coworkers têm mais de 30 anos, normalmente não é a primeira vez que o cara está empreendendo, então as trocas de conhecimentos são mais maduras.

Como vocês mensuram, o sucesso do Impact Hub?
Financeiramente, já estamos com fluxo de caixa positivo. Agora, o que buscamos muito em termos de sucesso é equilibrar o retorno financeiro com impacto social. Uma coisa sem a outra não é sucesso para a gente. Temos planos de chegar ao fim do ano com cem coworkers, é possível que precisamos revisar a meta para mais e inclusive ampliar o espaço. Temos também o objetivo de atender cem empreendedores sociais, olhando quantos desses negócios têm sucesso, geram empregos e têm impacto ambiental.

Vocês pensam em ter outra unidade em SC?
A gente pensa. Há algumas portas abertas, principalmente na Grande Florianópolis. Lá para 2017.

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* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

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