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Um segundo trimestre com queda histórica

14 de agosto de 2015 0

Por Julia Pitthan*

Mudanças na regulação do setor, crise no abastecimento hídrico e o fim de uma política de subsídios do governo federal ou que se traduz no início de um realismo tarifário estão entre as explicações dos altos reajustes do custo elétrico. A análise é do presidente da Celesc, Cleverson Siewert, em comentário durante reunião da Câmara de Energia da Fiesc, na manhã de quinta-feira, em Florianópolis.

Apesar de reconhecer os efeitos dos altos reajustes para a indústria, Siewert diz que são necessários para o equilíbrio financeiro da distribuidora. Afinal de contas, a companhia também precisa pagar os acionistas e equacionar as despesas.

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A boa notícia é que no médio prazo já é possível prever um cenário mais positivo. Para começar, voltou a chover. Os reservatórios retomam patamares aceitáveis, e as térmicas podem ser dispensadas. Por conta disso, a Aneel confirmou quinta-feira o fim da bandeira vermelha, que vigorava desde janeiro.

O pacto agora é para o acesso a uma energia mais barata – hoje disponível principalmente para as distribuidoras do Norte e Nordeste –, que poderiam ajudar a aliviar o preço da tarifa em SC. Na reunião, surgiu o alinhamento entre Celesc e Fiesc para pleitear essa garantia junto a parlamentares.

Enquanto o alívio não chega de fato, o Estado ultrapassa um período de retração no consumo de energia. Siewert afirmou que há 15 anos não havia tamanha queda de demanda no Estado. Cenário semelhante só foi visto na crise de 2008, quando 60% do PIB do Estado ficou debaixo d’água. O jeito é ter criatividade para superar a fase. E estar preparado para a bonança que, em breve, deve retornar.

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* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

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