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Ressaca da Manifestação contra Dilma e o mau humor do mercado

18 de agosto de 2015 1

O mercado acordou de ressaca segunda-feira (17) com o domingo de manifestações contra o Governo Federal. A Bovespa registrou a quinta queda consecutiva e fechou com recuo de 0,61%. Em cinco pregões consecutivos de queda, o índice acumula perda de 4,33%.

Além da influência de cenário político, a divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos e o desempenho das commodities também influenciaram o resultado. A dor de cabeça ainda se agravou com o anúncio do Relatório Focus, que reduziu a perspectiva do Produto Interno Bruto (PIB). A previsão de 0,00% para o ano que vem, na semana passada, passou para um recuo de 0,15%. Há quatro semanas, a taxa vista era de crescimento 0,33%.

Para este ano, as previsões do mercado para o PIB do país também se deterioraram. De uma queda de 1,97%, passaram para uma baixa de 2,01%.

Se Dilma fosse removida, “outro medíocre” a substituiria, diz Financial Times
Aloysio Nunes diz que PSDB apoiará impeachment de Dilma

Embora o mercado costume agir em efeito de manada – e o pessimismo esteja agindo como um vírus poderoso que contamina o ar e a economia –, é possível pensar neste momento como a hora de dar dois passos atrás para enxergar um plano mais amplo. O tradicional jornal britânico Financial Times publicou ontem editorial com leitura interessante sobre o cenário brasileiro.

O texto abre com uma retrospectiva da história. “Nos últimos 60 anos, o país também tem sido criativo na forma de remover presidentes. Getúlio Vargas foi levado ao suicídio; Jânio Quadros foi forçado a renunciar; João Goulart foi deposto em um golpe militar; e Fernando Collor de Mello foi cassado por corrupção”, dispara. E diz que muitos se questionam sobre o tempo que Dilma Rousseff ainda irá suportar no poder.

O jornal lembra, porém, que as investigações sobre a Petrobras não relacionam Dilma Rousseff e não há nenhuma acusação contra a presidente. E afirma que uma substituição, a essa altura, não traria grandes alterações no rumo macroeconômico do país.

“Mesmo que Dilma seja removida, provavelmente haveria outro político medíocre para substituí-la e, em seguida, tentar adotar o mesmo programa de estabilização econômica”, continua.

E pelos fatos, prós e contras, afirma: “A presidente deveria permanecer no cargo, apesar dos pedidos de impeachment.”

* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

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Comentários (1)

  • Carlos Henrique diz: 19 de agosto de 2015

    É sempre bom lembrar:
    A investigação na Petrobrás iniciou em 2014.
    Dilma assumiu em 2011.
    Em 2012, trocou toda a diretoria da Petrobrás, inclusive esses executivos aí que agora estão presos.
    Logo em seguida, começou o mau humor na base aliada.
    Coincidência?

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