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Correção do FGTS será mais justa para trabalhador

20 de agosto de 2015 0

Garantir um rendimento justo para a poupança forçada do trabalhador brasileiro, a parte de 8% do salário que vai para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), sempre foi uma mudança necessária mas transferida para o futuro. E nesta fase de conflito entre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e a presidente Dilma Rousseff, entrou na pauta-bomba (que tira recursos da União). O projeto foi aprovado na Câmara na última terça-feira (18) à noite, de forma mais amena, com reajustes escalonados até 2019. Agora, vai para o Senado e ainda passará pela sanção da presidente. Mas, pelo jeito, será garantida uma melhoria ao trabalhador.

Num país que registra, com muita frequência, as maiores taxas reais (excluindo a inflação) de juros do mundo, é injusto e vergonhoso remunerar a poupança de longo prazo do trabalhador por apenas 3% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O pior é que parte do lucro obtido com os recursos é usada pelo governo como um Robin Hood ao contrário, ou seja, pega o dinheiro do trabalhador e dá para grandes grupos investidores que têm outras formas de obter boas margens de lucro.

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Com a remuneração pela poupança, vai render pouco mais de 6% ao ano. É melhor, embora muito longe ainda de outras aplicações em renda fixa. Em outros países que também exigem poupança forçada, os trabalhadores têm mais liberdade para fazer a gestão dos recursos e acessá-los. No Brasil é só quando a pessoa financia a casa própria, se aposenta, é demitida sem justa causa ou tem uma doença grave. Tudo indica que, se o projeto não for totalmente derrubado, vai mudar essa realidade.

A propósito, fiz parte do grupo que em 1999 pôde comprar ações da Petrobras com recursos do FGTS. Aquela remuneração ajudou na compra do imóvel que moro. Um colega de MBA, que atuava no setor financeiro, me aconselhou a investir tudo o que era possível nas ações (50% da receita do FGTS) porque renderiam bem mais de 3% ao ano e TR.

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