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Posts do dia 24 agosto 2015

DNA da Qualirede é na gestão de saúde

24 de agosto de 2015 1
Foto: Diórgenes Pandini

Foto: Diórgenes Pandini

Os avanços em serviços de saúde estão permitindo novos negócios, tanto para aprimorar a gestão de planos quanto garantir mais qualidade às vidas seguradas. uma das novas empresas desse setor é a Qualirede, de Florianópolis. Entre seus clientes estão o SC Saúde, o plano que atende os servidores públicos do Estado de Santa Catarina e seus familiares; e o Celos, dos empregados Celesc. A coluna conversou com a diretora executiva da Qualirede, Vilma Dias, que destacou a cuidadosa gestão voltada à qualidade e programas de preservação da saúde dos segurados.

Qual é a especialidade da Qualirede?
O negócio da Qualirede é a operacionalização dos processos de operadores de saúde. As empresas nos contratam para fazermos todo o processo de gestão, numa atuação terceirizada. O DNA da nossa empresa é gestão em saúde. Somos contratados para fazer desde o cadastro do beneficiário, emissão do cartãozinho, passando por autorização de procedimentos, formação da rede credenciada, programas de prevenção à saúde, processos regulatórios de OPMEs (órteses, próteses e materiais especiais), autorização de cirurgia, visita em hospitais para verificar se o que está sendo feito é adequado e outros serviços. Nós preparamos essa conta e entregamos para a rede prestadora. Há operadoras que nos contratam para o trabalho todo e outras só para “dores específicas” porque na área de sáude há muitas dores (também na gestão).

Quando a empresa foi fundada e quem são os sócios?
A Qualirede tem seis anos. Faz parte de uma holding fundada em Florianópolis que tem cinco sócios. A CEO e sócia-fundadora é Irene Minikovski Hahn, que antes era executiva da Unimed. Eu também sou sócia e diretora de operações. Os outros sócios são Marcelo dos Santos, diretor de Gestão do Conhecimento; Paula Bianca Minikovski, superintendente e Norberto Hahn, diretor Financeiro.
Quais são os principais números da empresa?
Temos, atualmente, 237 funcionários, mais de 10 mil prestadores credenciados, mais de 1 milhão de beneficiários abrangidos, mais de 3 mil pessoas treinadas e, no último ano, processamos mais de 1,5 milhão de contas médicas.

Onde vocês atuam?
Em Santa Catarina e em outros Estados. A nossa sede é em Florianópolis e abrimos um escritório em São Paulo porque estamos começando a prestar serviço para uma operadora daquele Estado. Estamos formando uma rede hospitalar no país para esse cliente paulista. Temos também pessoas atuando no Rio Grande do Sul, Paraná e na Bahia.

Como estão os serviços do SC Saúde? Há muitas reclamações?
O plano SC Saúde, hoje, tem um pouco mais de 171 mil vidas. Temos rede prestadora para atender todo o Estado, rede ambulatorial, para exames, hospitais. O nosso tempo de autorização de um procedimento no caso de internações não ultrapassa 72 horas. Temos meta de gestão, de autorização. A gente zela muito por esse prazo, que é bastante estreito. Temos pesquisas de satisfação com o segurado e elas têm registrado satisfação de acima de 95% de safisfação com o plano. Fazemos pesquisa também com a rede prestadora e o nível de satisfação é bastante elevado. E o pagamento para essa rede prestadora, o Estado sempre realiza em sete dias. Às vezes, há demora porqque há necessidade de ajustes. Temos 12 centros de atenção ao segurado em todo o Estado, os CAS. Neles, temos profissionais que atuam na parte de saúde preventiva. Eles fazem telemonitoramento. Nós temos também médicos que fazem esse trabalho dentro dos hospitais.

A Qualirede também tem programas de prevenção à saúde. O que oferece e como são desenvolvidos?
Temos enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam na parte de medicina preventiva. Atuam na área de monitoramento de doenças crônicas, visitam os segurados em casa, fazem telemonitoramento. Temos profissionais que fazem isso dentro dos hospitais. Lançamos, quinzenalmente, dicas de saúde. São folders atrativos para leitura disponibilizados nos sites, enviados também por e-mail para que as pessoas saibam se alimentar melhor, fazer prevenção. Falamos de tabaco, depressão, problemas do dia a dia, a questão do stress. São materiais sempre assinados pelos profissionais. Dentro dos fatores que determinam ter mais ou menos saúde, 70% resultam dos nossos hábitos de vida, 10% resulta de ter ou não acesso a serviços de saúde e 20% de questões genéticas.

Como vocês atuam nas demandas de próteses e outros itens?
A Qualirede atua na regulação técnica e de valores e, também, na questão de qualidade das próteses. Faz monitoramento para evitar diversos problemas, especialmente depois dos problemas de corrupção.

Como serão os escritórios do futuro

24 de agosto de 2015 0
Foto: Marcio Grzegorzewski, divulgação

Foto: Marcio Grzegorzewski, divulgação

Em sintonia com novas concepções de trabalho, o escritório do futuro precisa ser criativo, ter identidade e não ser padronizado. Esta é a conclusão de pesquisa da marca americana Herman Miller que entrevistou 500 empresas do mundo todo. Mais detalhes sobre a pesquisa serão revelados pela arquiteta Luciane Vecchia, gerente de produtos da companhia no Brasil, em palestra nesta terça-feira (25), em Florianópolis. Ela vem para participar do encontro Papo de escritório para marcar os 10 anos do programa Missão Casa, apresentado pela jornalista Simone Bobsin, na TVCOM. O tema de Luciane Vecchia será Papo de escritório: os 10 settings de trabalho do futuro e a palestra será a partir das 19h30min no Acate Primavera. O evento tem apoio da J. Ziliotto Espaços Corporativos, que representa com exclusividade a marca em Santa Catarina.

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Para o Mercosul entrar na pauta positiva do país

24 de agosto de 2015 0

Uma das notícias mais valorizadas na visita da chanceler alemã Angela Merkel ao Brasil foi a possibilidade de o acordo comercial Mercosul-União Europeia ser definido até o final deste ano. Foi isso que constatou o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, que participou do almoço Brasil-Alemanha em Brasília. Mas uma decisão que garantiria pauta positiva ao comércio exterior e animaria muito a enfraquecida indústria brasileira seria a suspensão da cláusula do Mercosul que obriga negociação de acordos internacionais em bloco, ou seja, exige que todos os seis países aprovem qualquer acordo comercial externo.

O ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, garantiu uma sinalização positiva nesse sentido, mas a Cúpula do Mercosul passou e o tema não foi colocado na mesa. O Paraguai e o Uruguai também desejam essa mudança diz a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante. Segundo ela, se essa cláusula for alterada, o Brasil poderá negociar acordos individuais, bilaterais e multilaterais, o que é fundamental para a sua maior inserção no exterior. Os EUA estão negociando acordos de última geração (que envolvem cadeias de valor) com a União Europeia e a comunidade asiática. O Brasil deveria estar nisso.

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Crise na bolsa chinesa amplia a tempestade perfeita no Brasil

24 de agosto de 2015 0

As dúvidas sobre a solidez do mercado acionário da China, que derrubaram as bolsas pelo mundo nesta segunda-feira (24) – a de Xangai registrou – 8,5%, de Tóquio – 4,6% e a BM&FBovespa caiu mais de 4% – ampliam os estragos na economia brasileira, aumentando a força do que se pode chamar de tempestade perfeita, ou seja, diversas crises ao mesmo tempo. O Brasil é um dos países mais afetados pelo recuo da economia chinesa porque é um grande exportador de commodities ao gigante asiático, tanto de minérios quanto de grãos. Além disso, enfrenta recessão preocupante este ano, com queda superior a 2% do PIB, e terá mais um ano recessivo pela frente. Além da queda na bolsa e alta no dólar, que chegou a R$ 3,57 hoje, o Tesouro Nacional teve que suspender as operações do Tesouro Direto.

A lista de problemas que afetam a economia brasileira inclui a investigação na Petrobras e em outras estatais, o estouro das contas públicas devido a gastos excessivos, pedaladas fiscais e incentivos a alguns setores em detrimento de outros, desemprego, juros altos, queda nas exportações, crise política e falta de confiança na gestão da presidente Dilma Rousseff, entre outros.

Como as crises externas se repetem, o ideal seria que o país tivesse suas contas ajustadas dentro do seu orçamento. A desordem nas finanças públicas prejudica justamente os mais pobres, com corte de empregos e programas sociais. Um dos grandes erros do governo foi o desajuste nos gastos, que procura corrigir agora com o ajuste fiscal. Outro, foi não buscar acordos comerciais internacionais para inserir mais a indústria no mercado global, especialmente nas cadeias de valor. Um país do tamanho do Brasil e com as riquezas naturais que possui não pode apostar apenas em commodities e deixar a indústria em segundo plano. O fortalecimento de uma indústria competitiva melhora a qualidade do emprego e a estabilidade econômica diante das oscilações do mercado mundial. A expectativa é de que a economia chinesa tenha bons fundamentos e não derreta totalmente porque, quanto maior o problema por lá, maior será também no Brasil.

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Dívida pública federal fecha julho em R$ 2,603 trilhões, divulga Tesouro

13º de aposentados e pensionistas será antecipado

24 de agosto de 2015 0

O Ministério da Fazenda confirmou que aposentados e pensionistas do INSS receberão a metade do 13° salário em duas etapas, nos meses de setembro e outubro. Os primeiros 25% serão pagos junto com o próximo vencimento, e mais 25%, no mês seguinte. Os 50% restantes sairão em dezembro, como nos outros anos. Em função da queda da receita de impostos devido à crise econômica, o governo federal havia anunciado que não faria a tradicional antecipação. Mas como recebeu muitas críticas, decidiu buscar uma alternativa.

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SC barra alta de ICMS

24 de agosto de 2015 0

Com finanças ajustadas apesar da crise, SC barrou novamente, na reunião do Confaz de quinta-feira, em Brasília, a aprovação de reajuste do ICMS. Quando viu a proposta da maioria, o representante do Estado, o diretor de Administração Tributária da Fazenda, Carlos Molim, consultou o secretário da pasta, Antonio Gavazzoni, que orientou voto contra a medida. O outro voto contra foi de SP.

O governador Raimundo Colombo prometeu não elevar impostos durante a campanha e a Fazenda está alinhada com essa decisão.

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Villaggio Grando vai lançar vinhos top e avança no enoturismo

24 de agosto de 2015 0
Foto: Estela Benetti

Foto: Estela Benetti

A Villaggio Grando, vinícola de altitude de Água Doce, Meio-Oeste de SC, inova com o lançamento de  vinho em copo e linha top feita com variedades pesquisadas na propriedade. Também cresce no enoturismo, afirma o presidente  Guilherme Sulsbach Grando.

Quantos hectares de vinhedos a Villaggio Grando cultiva? 
São 50 hectares. É a maior área de SC. Como focamos qualidade, precisamos de um vinhedo grande para produzir pouco. As uvas que não atingem o padrão, a gente exclui ou vende para terceiros.

O que faz em inovação?
Temos um dos maiores laboratórios das Américas hoje. São 103 variedades plantadas e em teste. A Embrapa, Epagri, e o Instituto  San Michelle (da Itália)  em parceria com a UFSC, fazem pesquisas na empresa. A gente cedeu para que a vinícola seja um local de pesquisa. A gente ajuda o setor e a pesquisa nos ajuda. Muitos vinhos que começamos a fazer, inclusive um top de linha que vamos lançar no ano que vem, são com uvas que a gente descobriu nessas pesquisas.

Quanto vocês lançarão o vinho em copo?
Após dois anos de pesquisas, desenvolvemos uma taça e um lacre pretos. Vamos lançar um merlot nas próximas semanas. Esta linha será voltada para praia, estádios e eventos que excluem vidro.

Que outros lançamentos estão planejando?

Este ano, a gente laçou safras novas de vinhos já existentes. A gente está produzindo um champenoise para lançamento este ano ou no ano que vem. Estamos elaborando uma linha top,  acima do denominado de além mar, vamos continuar com vinhos de qualidade e terão mais. São vinhos com 200% de barrica, todos comandados pelo enólogo português Antonio Saramago. Uma grande novidade para o ano que vem será um um produto estilo vinho do Porto, com uvas e receitas do Douro, um conhaque com 10 anos de barrica e o licoroso branco que levará o nome da minha irmã. Serão três vinhos de sobremesa, dois licorosos, um conhaque e mais o tinto. Todos para 2 mil garrafas, 500 garrafas, vai ter uma agenda para comprar. Também lançaremos um pinot noir daqui a um ano e meio, nos moldes da Borgonha. Manteremos quantidades dentro do nosso perfil, de vinícola boutique.

Como vai o projeto do malbec na Argentina?

Fizemos um arrendamento de um vinhedo que é controlado desde a uva até a garrafa final. É o único produto que elaboramos no exterior e vem pronto. A produção varia de 5 mil a 7 mil garrafas por ano. Este ano, a produção será de sete mil.

O segmento de sucos está em alta. Vocês estão aderindo a ele?

Entramos no suco agora. Fizemso a primeira venda esta semana. Terceirizamos o pedaço de uma indústria para essa produção. É um outro mercado, outra legislação. A gente vai aprender. A idéia é até o final do ano ter uma presença boa em suco. A uva será não vinífera e 100% integral. Temos um pequeno vinhedo de Isabel, que é uva usada para suco. Também usaremos uvas da região (Caçador e Videira), num processo de terceirização.

De que forma a crise econômica e o dólar alto estão afetando a vinícola?
Com a crise, estamos tendo que investir muito mais para expandir as vendas. No primeiro semestre, nossa venda de vinhos cresceu 4%, dentro da média nacional. Nos espumantes, avançamos 23%. Com o dólar alto, estamos conversando com importadores do Leste Europeu e, talvez, também vamos voltar a exportar aos EUA. Estamos atentos inclusive em alguns mercados da África.

Como está o enoturismo?  
Vai muito bem. O ticket médio do turista é até quatro vezes maior do que o de quem vai numa loja. Todos os dias passa gente pela vinícola. Aos sábados e domingos, são cerca de 300 pessoas de diversas regiões do Brasil. A gente está a 60 quilometros de qualquer cidade. Agua doce tem 5 mil habitantes. Por mês, recebemos de 2 mil a 3 mil pessoas. Os turistas estão vindo para o Oeste do Estado. Ficam em Treze Tílias, Fraiurgo e Caçador e visitam a vinícola. Por isso a nossa idéia é oferecer hotel e restaurante premium na vinícola. Também projetamos um condomínio e campo de golfe.

Que outros investimentos estão previstos?

No futuro, vamos fazer uma vinícola com alta tecneologia. Como é um investimento elevado, por enqunto parte da elaboração do nosso espumante é feita  no Rio Grande do Sul. Fazemos o  fazemos o vinho base e só levamos para o RS para a segunda fermentação (toma de espuma) e o engarrafamento. Terceirizamos uma etapa da produção com receita nossa.

E o projeto do malbec na Argentina?

Fizemos um arrendamento de um vinhedo que é controlado desde a uva até a garrafa final. É o único produto que elaboramos no exterior e vem pronto. A produção varia de 5 mil a 7 mil garrafas por ano. Este ano, a produção será de sete mil.

O fato de o vinho ser considerado bom para o coração está ajudando nas vendas e isso pode levar a uma tributação menor?

No Brasil, ainda se vende mais vinho pelo glamour. Mas foi feito um Globo Repórter sobre os benefícios do vinho para a saúde e reportagens sobre isso citando o tanat do Uruguai. Nas semans que se sucederama esses programas, deu um boom de vendas. O vinho ainda não está na cultura da maioria, ainda, mas quando as pessoas são informadas, consomem mais. A questão de sofisticação, mostrada em novelas e jornais, e a gastronomia ajudam muito. Hoje, no Brasil, se consome uma garrafa per capita a mais do que 10 anos atrás. A gente sabe que o vinho cresceu bastante. E outra coisa que cresceu muito foi o contrabando. Temos todas as dividas abertas no Sudeste e no Sul. Hoje entra muma porcentagem gigantesca de vinho do Chile e Argentina. Todas as noites, de contrabando.

Quanto está a carga tirbutária?

Cada estado tem uma, mas já se fala em um valor de 53,6% a 54% de impostos. Na Espanha e EUA se paga imposto único, 7% num lugar, 4% mais 3% ou 8% num outro. Estamos falando em imposto de alimentos. A Espanha foi pioneira em colocar o vinho como alimento em função dos benefícios à saúde. Para eles, é cerca de 4%. Para nós, cairia para 15% já é uma tributação gigantesca para os governos e é um valor que você consegue competir, porque estaria o dobro de outros países. Não é o dólar, o grande negócio é a equiparação tributária.

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