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Crise na bolsa chinesa amplia a tempestade perfeita no Brasil

24 de agosto de 2015 0

As dúvidas sobre a solidez do mercado acionário da China, que derrubaram as bolsas pelo mundo nesta segunda-feira (24) – a de Xangai registrou – 8,5%, de Tóquio – 4,6% e a BM&FBovespa caiu mais de 4% – ampliam os estragos na economia brasileira, aumentando a força do que se pode chamar de tempestade perfeita, ou seja, diversas crises ao mesmo tempo. O Brasil é um dos países mais afetados pelo recuo da economia chinesa porque é um grande exportador de commodities ao gigante asiático, tanto de minérios quanto de grãos. Além disso, enfrenta recessão preocupante este ano, com queda superior a 2% do PIB, e terá mais um ano recessivo pela frente. Além da queda na bolsa e alta no dólar, que chegou a R$ 3,57 hoje, o Tesouro Nacional teve que suspender as operações do Tesouro Direto.

A lista de problemas que afetam a economia brasileira inclui a investigação na Petrobras e em outras estatais, o estouro das contas públicas devido a gastos excessivos, pedaladas fiscais e incentivos a alguns setores em detrimento de outros, desemprego, juros altos, queda nas exportações, crise política e falta de confiança na gestão da presidente Dilma Rousseff, entre outros.

Como as crises externas se repetem, o ideal seria que o país tivesse suas contas ajustadas dentro do seu orçamento. A desordem nas finanças públicas prejudica justamente os mais pobres, com corte de empregos e programas sociais. Um dos grandes erros do governo foi o desajuste nos gastos, que procura corrigir agora com o ajuste fiscal. Outro, foi não buscar acordos comerciais internacionais para inserir mais a indústria no mercado global, especialmente nas cadeias de valor. Um país do tamanho do Brasil e com as riquezas naturais que possui não pode apostar apenas em commodities e deixar a indústria em segundo plano. O fortalecimento de uma indústria competitiva melhora a qualidade do emprego e a estabilidade econômica diante das oscilações do mercado mundial. A expectativa é de que a economia chinesa tenha bons fundamentos e não derreta totalmente porque, quanto maior o problema por lá, maior será também no Brasil.

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