Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Sonhar grande, às vezes, é um bom começo, diz Décio da Silva

15 de setembro de 2015 0
Acij, divulgação

Acij, divulgação

Apesar da morte do pai, Eggon João da Silva – um dos fundadores da WEG – domingo, o empresário Décio da Silva ( C ) manteve sua palestra agendada na Associação Empresarial de Joinville (Acij) ontem (14), o que foi considerada uma homenagem da entidade ao mentor da companhia. Presidente do conselho do grupo, Décio falou sobre o tripé definido desde o início pelos três fundadores da multinacional: visão de longo prazo, execução e pessoas. Foi recebido com auditório lotado, pelo presidente da Acij, João Martinelli(E), e o prefeito de Joinville, Udo Döhler (D). Ao final da apresentação se emocionou ao falar do pai.

A WEG faturou R$ 7,8 bilhões ano passado e planeja chegar aos R$ 20 bilhões em 2020, com crescimento médio de 17% ao ano. Atualmente, 19% da produção é desenvolvida nas fábricas que o grupo tem no exterior e 51% do faturamento vem da atuação no mercado internacional, incluindo as exportações. O empresário, que presidiu por 18 anos o grupo e, em 2008, passou o posto para o executivo Harry Schmmelzer Junior, agora é o principal responsável por manter a estratégia da empresa nos diversos setores em que atua e avança com diversificação.

Leia mais no texto da assessoria da Acij, feito pelo jornalista Júlio Franco:

O que levou a Weg a ser uma companhia de grande porte? Sua cultura empresarial, responde Décio da Silva, presidente do Conselho de Administração do Grupo. Desde o início, os fundadores criaram uma vantagem competitiva muito importante, que inclui Visão de Longo Prazo, Execução e Pessoas.

“Nosso planejamento estratégico, feito há mais de 30 anos, nos mostra como crescer. Tivemos que investir em pessoas, numa cidade pequena, de cultura agrícola até então. Nossos executivos, dos 20 principais, não são de carreira”, destacou.

O Negócio da Weg, segundo ele, está ligado a eficiência energética, energias renováveis e automação. “Energia Eólica é uma realidade e a energia solar um sonho. A Eólica veio pra ficar, mas a solar ainda precisa de investimento”.

Segundo Décio, as grandes diretrizes estratégicas são conhecidas em todos os níveis e a direção pra onde a empresa está indo é sabida por todos.

Depois detalhou os investimentos pelo mundo, com destaque para o México e China, com investimentos superiores a R$ 300 milhões.

“Não temos clientes excessivamente grandes e trabalhamos com todas as moedas. Isso ajuda a mitigar um pouco o risco nos negócios. Além disso, nossos negócios nos permitem crescer por etapas, em degraus, o que chamamos de expansão modular.”
Destacou ainda a presença global, a capacidade de crédito e o modelo verticalizado, como diferenciais competitivos interessantes.

“A gente tem que sonhar grande, mas levantar cedo pra trabalhar no direção do nossos sonhos. Sonhar grande não resolve tudo, mas às vezes é um bom começo.”
Sobre o Conselho de Administração, Décio ressaltou que são oito membros e apenas três das famílias fundadoras, embora as famílias tenham 65% do total das ações da empresa. Já o Conselho de família tem seis membros consanguineos e três fundadores natos, com a missão de ser guardião do acordo de acionistas, comunicação entre empresa e acionistas e para ajudar a desenvolver as novas gerações.

A WPA, holding da família, tem 50,1% da Weg e o controle da Oxford, entre outros negócios.

Leia as últimas notícias

Comentários

comments

Envie seu Comentário