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Facisc defende o Sistema S

27 de setembro de 2015 0
Foto: Facisc, Divulgação

Foto: Facisc, Divulgação

Empresário Ernesto João Reck, 51 anos, de São Lourenço do Oeste, assume nesta segunda-feira à noite, no Costão do Santinho, em Florianópolis, segundo mandato à frente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc). A posse será durante o congresso empresarial da entidade e do Fórum da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (Cacb) que abre neste domingo à noite. Nesta entrevista, ele critica o plano do governo federal de cortar recursos do sistema s e fala de prioridades da entidade. A Facisc representa 146 associações que reúnem 34 mil empresas do estado.

O que diretoria da Facisc vai priorizar neste segundo mandato de dois anos?
Vamos intensificar as prinpcipais bandeiras da gestão anterior com foco na infraesturutra, cobrança de melhor gestão do dinheiro público e aproximação da classe empresarial com a política.

Como vão trabalhar o projeto Desenvolvimento Econômico Local (DEL)?
Vamos expandir esse projeto que é novo para Santa Catarina. A proposta dele é que os municípios pensem suas vocações com foco no médio e longo prazos. É uma metodologia trazida da Alemanha. O DEL propõe reunir as principais lideranças de cada município e pensar o que é possível fazer para as nossas cidades no futuro. Você sabe que os políticos pensam, no máximo, até a próxima eleição. Nós queremos fazer com que algumas coisas sejam planejadas independente do prefeito que entra. Já temos nove cidades que assinaram acordo de cooperação com a Facisc. Entre elas estão Fraiburgo e Quilombo.

E na infraestrutura em SC?
Prioziamos nossas rodovias estaduais e federais. No Pacto por Santa Catarina temos mais de 160 obras, mas muitas coisas precisam ser feitas ainda. Precisamos duplicar a BR-470 até Campos Novos e a BR-282 até chapecó e São Miguel do Oeste. Também temos necessidade das ferrovias Norte-Sul, Leste-Oeste e entre os portos. Nós somos um Estado exportador, precisamos de mais infraestrutura.

Qual é a sua avaliação sobre os problemas políticos nacionais?
A presidente Dilma precisa fazer gestão da gestão pública. Não adianta aumentar impostos. Ela precisa fazer os cortes necessários, fazer melhor gestão do dinheiro público. Temos muitos ministérios, muitos cargos de confiança e investimentos equivocados. É preciso reduzir isto. Tem dinheiro para emprestar para outros países, mas não tem para investir na nossa infraestrutura. O nosso Estado também precisa fazer cortes. Quantas empresas estatais que não fazem nada e continuam existindo? Poderiam ser fechadas e os empregados, alocados em outros setores. Em nível federal também quanto se gasta para manter a máquina pública? O país só vai ter jeito se reduzir o custo da máquina pública e da Previdência.

Como vê o plano do governo federal de confiscar recursos do Sistema S?
Nós, indiretamente, também fazermos parte do Sistema S porque temos uma parceria muito forte com o Sebrae no Estado. É um trabalho de muito tempo que vem dando muito resultados. Valores são direcionados aos nossos núcleos setoriais que estão fazendo uma grande diferença, dando atenção ao pequeno empresário. Se reduzirem 30%, vamos conseguir atender 30% menos nossos associados, com 30% menos de possibilidade de sucesso das nossas empresas. Vamos formar 30% a menos profissionais. Precisamos de educação, educação, educação, formação, formação, formação… Vão tirar isso? Quanto seremos competitivos? Os cortes têm que ser feitos, mas não é atingindo o meio de produção que vão solucionar o problema. Temos que investir na produção que ela dará retorno com mais impostos. Se aumentar impostos, vão acabar com a produção. O governo federal está fazendo o inverso. Neste momento de crise, o Sistema S, com seus recursos, dá condições de profissionalizar mais. Cortando essa receita, o governo estará matando a galinha dos ovos de ouro.

O senhor investe em conjunto na sua cidade, São Lourenço do Oeste. Que negócios tem e quais são coletivos?

Nosso principal negócio é uma corretora de seguros, mas atuamos também com produção de frangos, erva-mate, reflorestamento e uma agência de viagens. Formamos um grupo de investidores na cidade para construir o Hotel Poente e o Laticínio Lorenzo.

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