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Confederação de associações empresariais lança carta para o Brasil não chegar ao fundo do poço

29 de setembro de 2015 0

O documento é a síntese das conclusões do Fórum nacional da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil que se encerrou hoje (29), no Costão do Santinho, em Florianópolis. É assinado pelo presidente nacional da entidade, José Cairoli.

CARTA DE FLORIANÓPOLIS

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, que congrega 27 Federações, 2.300 Associações Empresariais, representa mais de 2 milhões de empresários, dos mais diversos setores. Nossa organização constitui um sistema associativo politicamente independente. Neste sentido, manifestamos  nossa preocupação com os rumos do País.

Para tanto, como resultado de seu 2º Fórum CACB Mil, propõe algumas medidas que possam mudar drasticamente a tendência negativa da conjuntura brasileira, em nome da estabilidade econômica e social do Brasil e pela preservação do emprego. Ainda acreditamos que é possível restabelecer uma política fiscal responsável, conforme manifestou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em sua posse. Lembramos que a indicação do ministro Levy recebeu apoio até mesmo dos líderes mundiais que participaram do Fórum Mundial de Davos, em fevereiro deste ano.

O fato é que estamos caminhando para o fundo do poço conforme mostram os indicadores. Somente a gasolina teve um reajuste de 54,5% em 12 meses. O dólar pulou do patamar de R$ 3,00 para R$ 4,02 com uma desvalorização de 67,29% nos últimos 12 meses perdendo apenas para a Rússia que, no mesmo período, desvalorizou 72,37%. Aliado a esta conjunção dramática, estamos vendo os empregos minguarem numa velocidade inimaginável. Tudo que levamos para construir nas últimas duas décadas está sendo pulverizado em menos de um ano.

Aliado a isso, a inflação e a recessão nos remete à estagflação, ou seja, inflação com recessão. O pior quadro a que um País pode chegar.

Nesse cenário não resta outra alternativa ao governo para restabelecer a confiança dos agentes econômicos. Precisamos encarar com seriedade a questão fiscal do País onde o principal fator é o corte de gastos em conjunto com as reformas econômicas que, diante mão, já contam com nosso apoio.

A saber:

1 – Estabelecer de forma imediata uma idade para a aposentadoria dentro dos padrões mundiais a fim de salvar o rombo da previdência que, a cada dia que passa, é mais assustador e que deve atingir R$ 72,8 bilhões até dezembro deste ano

2 – Apoiar o trabalho do Ministério Público, em especial a autonomia da Polícia Federal e especialmente, o juiz Sérgio Moro.

3 – Resgatar as concessões como ferramenta de estímulo ao investimento privado. Neste sentido é fundamental a rápida tramitação da nova lei de licitações que está em debate na Câmara dos Deputados.

4 – Exigir a contrapartida, por parte do governo, de cortes de dispêndio se for inevitável o aumento da carga tributária.

5 – Lutar incansavelmente pela ética para que, em todas as instâncias da vida nacional, a transparência e uma nova atitude possam corresponder aos anseios dos movimentos que estão clamando por um novo Brasil. Este novo País já começa a acontecer com as revelações da Operação Lava-Jato que não pode ser desmembrada, sob pena de comprometer todo o trabalho feito até aqui.

6 – Defender os direitos do empreendedor, hoje o segmento responsável pela criação de mais de 70% dos empregos diretos e pouco mais de um terço do PIB nacional.

Florianópolis (SC), 28 de setembro de 2015.

José Paulo Dornelles Cairoli

Presidente

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