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Reforma de Dilma não recupera a confiança

03 de outubro de 2015 1

Prometida há dois meses, a reforma anunciada ontem pela presidente Dilma Rousseff, que incluiu o corte de oito ministérios, redução de 10% dos salários do primeiro escalão, prevê corte de 3 mil cargos de confiança e redução de 20% dos gastos correntes não deverá ser suficiente para viabilizar a recuperação da confiança no seu governo e a retomada do crescimento econômico. As medidas anunciadas contrariam o que ela prometeu na campanha do ano passado, o que fez no primeiro mandato e representam apenas um arranjo político para se manter no cargo. Mas sem a retomada da economia, o futuro do seu governo continuará incerto. Uma prova clara do profundo estrago causado pela crise de confiança do governo federal foi destacada por Luiz Moan, presidente da Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos, ontem, na Federação das Indústrias de SC (Fiesc), durante o evento Sul For Export, promovido pela revista Amanhã, ao falar sobre máquinas agrícolas.

- O meu setor deve perder este ano em relação a 2014 muito acima de 22% nas vendas de automóveis. O setor de caminhões já registra uma queda de 40% este ano, e o setor de máquinas agrícolas, uma queda de 30% . Só para dar um exemplo: O agronegócio está em crise? Claro que não. Então qual é o fundamento real de uma queda de vendas de máquinas em torno de 30%? Não há fundamento real. É uma crise de confiança, misturada com crise política – alertou Moan.

É importante lembrar que a perda da confiança no governo não aconteceu no ano passado, embora tenha se aprofundado com o escândalo sem precedentes de corrupção na Petrobras. A desconfiança começou ainda no final do governo Lula quando foram escolhidos apenas alguns setores para crescer e avançou no primeiro mandato de Dilma quando ela passou a gastar acima das condições do país e a praticar diversas pedaladas fiscais. Os empresários pararam de investir esperando uma troca de governo que não aconteceu na eleição do ano passado. Resta saber se eles continuarão esperando para a próxima eleição presidencial. Se isso ocorrer, será difícil, para a maioria, suportar a crise econômica, já considerada a pior das últimas décadas.

Comentários

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Comentários (1)

  • Ricardo diz: 4 de outubro de 2015

    Medida inócua e populista, reduzir 10% de salário não significa nada tendo em vista que a presidente e os ministros continuam a desfrutar de todas as mordomias e também dos cartões corporativos os quais tem contas milionárias e pouco transparentes as quais são pagas por todos nós contribuintes…

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