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Agronegócio prevê perdas com o acordo transpacífico

09 de outubro de 2015 0

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Enquanto o governo federal perde o sono para se manter no poder, a Parceria Transpacífico (TPP na sigla em inglês), assinada nesta semana pelos EUA, México, Japão, Austrália e mais oito países visando vantagens comerciais, começa a provocar insônia em líderes da agropecuária brasileira. Quinta-feira, no Fórum Catarinense do Agronegócio, realizado pela RBS TV durante a Expoeste 2015, na Efapi, em Chapecó, foi o assunto predominante. O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o presidente da Aurora, Mario Lanznaster, e o vice-presidente da Federação da Agricultura (Faesc), Enori Barbieri, afirmaram que o TPP, considerado o maior acordo comercial do mundo, vai prejudicar o agronegócio de SC e do país, embora ainda seja difícil quantificar. Também defenderam articulação urgente do governo federal para buscar acordos bilaterais com outros países e parcerias com blocos econômicos. Afinal, essa é tarefa da União.

Para Lanznaster, o impacto negativo começará a ser sentido daqui a dois anos, quando esses países equacionarem as parcerias.

– Tem um ditado que diz: diga-me com quem andas que eu direi quem és. O Brasil não buscou aproximação com outros mercados. Esse acordo TPP vai prejudicar sim, e muito, as nossas exportações, especialmente na Ásia – prevê Lanznaster.

Na avaliação de Rodrigues, haverá perdas porque o acordo envolve mercados nos quais o Brasil atua. Os EUA fornecem frango e suíno ao Japão, onde SC é líder no primeiro e luta para avançar com o segundo produto; a Austrália produz carne bovina e açúcar, mercados ocupados pelos brasileiros, e assim por diante.

Para Barbieri, o TPP vai trazer prejuízos e faltou ao Brasil fazer algo simples: olhar o que os vizinhos estão fazendo. O Chile tem acordos bilaterais com 180 países.

Aliás, a falta de acordos internacionais é um dos motivos pelos quais as exportações da indústria brasileira não param de cair. É preciso firmar parcerias urgentes com grandes mercados, especialmente EUA e Europa.

Afora a apreensão com o acordão comercial e a falta de infraestrutura, os participantes do painel traçaram um cenário promissor para o agronegócio brasileiro e catarinense. Além de Rodrigues, Barbieri e Lanznaster, foram debatedores do evento mediado pela colunista e comentarista do Grupo RBS em Brasília, Carolina Bahia, o presidente da Organização das Cooperativas do Estado, Marcos Zordan; e o conselheiro da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro) e presidente da Cooperalfa, Romeo Bet.

Na foto, a partir da esquerda: Romeo Bet, Mario Lanznaster, o secretário de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa, Carolina Bahia, Roberto Rodrigues, Marcos Zordan e Enori Barbieri.

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