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Fazenda nega que Levy tenha pedido demissão

17 de outubro de 2015 2
Foto: Tânia Rêgo, Agência Brasil, divulgação

Foto: Tânia Rêgo, Agência Brasil, divulgação

Enquanto políticos deram atenção ontem a possíveis provas de corrupção vindas do exterior contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o setor econômico enfrentou uma série de boatos de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, teria apresentado para a presidente Dilma Rousseff uma carta de demissão à tarde. Mas no início da noite, após uma reunião com a presidente e outros ministros, o titular da Fazenda voltou ao ministério e pediu para a assessoria dizer que ele continua no governo.
O boato cresceu porque Levy passou a enfrentar uma série de críticas diretas do ex-presidente Lula e até de empresários, o que estaria aumentando seu descontentamento. Engenheiro com doutorado em economia na Universidade de Chicago, o ministro é muito preparado para a função, conhece as contas públicas brasileiras e está procurando colaborar com o país, independentemente de problemas. À frente da pasta, ele colaborou para melhorar uma série de contas para o ajuste fiscal e segue trabalhando com esse objetivo. O novo obstáculo é um déficit de R$ 20 bilhões para o orçamento do ano que vem.
Para o PT e outros partidos da base aliada, é fácil fazer críticas contra os ajustes, mesmo sabendo que o país não tem mais dinheiro para pagar uma muitos serviços e benefícios. Eles esquecem, no entanto, que o ministro Levy é praticamente o único pilar que sustenta o otimismo do setor privado em torno de uma continuidade do governo Dilma até 2018. Sem ele, a crise pode se aprofundar e a população poderá ir para a rua defender o impeachment. Isso tornará a situação do governo bem menos sustentável no poder.

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