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Resultados da pesquisa por "dilma"

Dilma Rousseff suspende visita que faria à Colômbia

05 de outubro de 2015 0

Imersa nas crises que criou, a presidente Dilma Rousseff suspendeu a visita que faria à Colômbia no final de semana, com a presença de empresários brasileiros. O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, iria liderar a delegação da indústria. Para empresas exportadoras, vale dar atenção à Colômbia. Com 46,7 milhões de habitantes, registrou crescimento de 4,55% do PIB e inflação de 2,89% em 2014, números de causar inveja a países europeus. SC exportou ao país US$ 92,6 milhões em 2014.

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Reforma de Dilma não recupera a confiança

03 de outubro de 2015 1

Prometida há dois meses, a reforma anunciada ontem pela presidente Dilma Rousseff, que incluiu o corte de oito ministérios, redução de 10% dos salários do primeiro escalão, prevê corte de 3 mil cargos de confiança e redução de 20% dos gastos correntes não deverá ser suficiente para viabilizar a recuperação da confiança no seu governo e a retomada do crescimento econômico. As medidas anunciadas contrariam o que ela prometeu na campanha do ano passado, o que fez no primeiro mandato e representam apenas um arranjo político para se manter no cargo. Mas sem a retomada da economia, o futuro do seu governo continuará incerto. Uma prova clara do profundo estrago causado pela crise de confiança do governo federal foi destacada por Luiz Moan, presidente da Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos, ontem, na Federação das Indústrias de SC (Fiesc), durante o evento Sul For Export, promovido pela revista Amanhã, ao falar sobre máquinas agrícolas.

- O meu setor deve perder este ano em relação a 2014 muito acima de 22% nas vendas de automóveis. O setor de caminhões já registra uma queda de 40% este ano, e o setor de máquinas agrícolas, uma queda de 30% . Só para dar um exemplo: O agronegócio está em crise? Claro que não. Então qual é o fundamento real de uma queda de vendas de máquinas em torno de 30%? Não há fundamento real. É uma crise de confiança, misturada com crise política – alertou Moan.

É importante lembrar que a perda da confiança no governo não aconteceu no ano passado, embora tenha se aprofundado com o escândalo sem precedentes de corrupção na Petrobras. A desconfiança começou ainda no final do governo Lula quando foram escolhidos apenas alguns setores para crescer e avançou no primeiro mandato de Dilma quando ela passou a gastar acima das condições do país e a praticar diversas pedaladas fiscais. Os empresários pararam de investir esperando uma troca de governo que não aconteceu na eleição do ano passado. Resta saber se eles continuarão esperando para a próxima eleição presidencial. Se isso ocorrer, será difícil, para a maioria, suportar a crise econômica, já considerada a pior das últimas décadas.

Afastamento de Dilma

13 de setembro de 2015 0
Foto: Pedro Waldrich, Divulgação

Foto: Pedro Waldrich, Divulgação

Polêmicas da política esquentaram o debate na convenção da Federação das CDLs de Santa Catarina (FCDL/SC), na manhã de sexta-feira, no Costão do Santinho, em Florianópolis. Questionados pela mediadora, a jornalista da Globonews Mônica Waldvogel, se a retomada do crescimento econômico seria mais rápida com o afastamento da presidente Dilma Rousseff, os três painelistas – o presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Glauco José Côrte (E), o empresário Nilso Berlanda e o economista Luiz Henrique Faria – foram unânimes em afirmar que sim.

O sócio da rede Berlanda (segundo à esq.) disse que se a presidente não tem competência para liderar o país, deve deixar outro assumir. Côrte afirmou que a saída da presidente seria uma boa notícia para a economia, mas só isso não basta. É preciso de um acordo para fazer uma reengenharia do poder público incluindo os poderes executivo, legislativo e juriciário para ter alternativa de retomada de crescimento sustentável no longo prazo. Segundo ele, as estruturas atuais estão muito caras, não só pela qualidade do serviço prestado. O Brasil não comporta mais o tamanho do Estado.

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Ressaca da Manifestação contra Dilma e o mau humor do mercado

18 de agosto de 2015 1

O mercado acordou de ressaca segunda-feira (17) com o domingo de manifestações contra o Governo Federal. A Bovespa registrou a quinta queda consecutiva e fechou com recuo de 0,61%. Em cinco pregões consecutivos de queda, o índice acumula perda de 4,33%.

Além da influência de cenário político, a divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos e o desempenho das commodities também influenciaram o resultado. A dor de cabeça ainda se agravou com o anúncio do Relatório Focus, que reduziu a perspectiva do Produto Interno Bruto (PIB). A previsão de 0,00% para o ano que vem, na semana passada, passou para um recuo de 0,15%. Há quatro semanas, a taxa vista era de crescimento 0,33%.

Para este ano, as previsões do mercado para o PIB do país também se deterioraram. De uma queda de 1,97%, passaram para uma baixa de 2,01%.

Se Dilma fosse removida, “outro medíocre” a substituiria, diz Financial Times
Aloysio Nunes diz que PSDB apoiará impeachment de Dilma

Embora o mercado costume agir em efeito de manada – e o pessimismo esteja agindo como um vírus poderoso que contamina o ar e a economia –, é possível pensar neste momento como a hora de dar dois passos atrás para enxergar um plano mais amplo. O tradicional jornal britânico Financial Times publicou ontem editorial com leitura interessante sobre o cenário brasileiro.

O texto abre com uma retrospectiva da história. “Nos últimos 60 anos, o país também tem sido criativo na forma de remover presidentes. Getúlio Vargas foi levado ao suicídio; Jânio Quadros foi forçado a renunciar; João Goulart foi deposto em um golpe militar; e Fernando Collor de Mello foi cassado por corrupção”, dispara. E diz que muitos se questionam sobre o tempo que Dilma Rousseff ainda irá suportar no poder.

O jornal lembra, porém, que as investigações sobre a Petrobras não relacionam Dilma Rousseff e não há nenhuma acusação contra a presidente. E afirma que uma substituição, a essa altura, não traria grandes alterações no rumo macroeconômico do país.

“Mesmo que Dilma seja removida, provavelmente haveria outro político medíocre para substituí-la e, em seguida, tentar adotar o mesmo programa de estabilização econômica”, continua.

E pelos fatos, prós e contras, afirma: “A presidente deveria permanecer no cargo, apesar dos pedidos de impeachment.”

* A colunista Estela Benetti está em férias até dia 19 de agosto, neste período a jornalista Julia Pitthan assume como interina.

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Movimento para impeachment de Dilma dificulta economia

31 de julho de 2015 0

A instabilidade política dificulta o cenário e consultorias já apontam que o risco de impeachment da presidente Dilma está perto de 30%. Para Glauco José Côrte, se houver movimento para afastar a presidente, a economia seguirá em dificuldades e pode sofrer ainda mais até o fim das definições.

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Dilma lança Pronatec Aprendiz com a presença da Facisc

28 de julho de 2015 0

Ernesto Reck, presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), participa nesta terça-feira (28) de evento sobre o Pronatec Aprendiz MPE, que será realizada no Palácio do Planalto em Brasília. A reunião será coordenada pela presidente Dilma Rousseff. Ela vai anunciar o programa Menor Aprendiz associado ao Pronatec.

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Governo Dilma volta a falhar com redução da meta de superávit fiscal

24 de julho de 2015 0

Após uma sucessão de erros de gestão e corrupção elevada em diversas estatais e órgãos públicos, o governo de Dilma Rousseff continua falhando. A redução da meta de superávit fiscal deste ano de 1,1% para 0,15% do PIB não agradou o mercado e gerou ainda mais insegurança. O dólar subiu ontem 2,16% e chegou a R$ 3,296, o que é inflacionário. Junto com a mudança anunciada anteontem, faltou o governo anunciar mais rigidez no controle de gastos e, também, uma redução da máquina pública com menos ministérios e menos cargos comissionados. Se todos no país estão reduzindo custos, deveria fazer o mesmo para buscar credibilidade e evitar a provável perda do grau de investimento.

Dilma estaria disposta a se reunir com Lula e FHC, diz jornal

Entre os que criticaram as medidas está o economista Paulo Rabelo de Castro, um dos coordenadores do Movimento Brasil Eficiente, que tem, também como coordenador o industrial Carlos Schneider, de Joinville.

- O governo omite que a despesa total não financeira até maio vem inchando 11,5%, com as de custeio indo a 16% de expansão. Ao somar-se a isso a explosão dos encargos financeiros em 7% do PIB (R$ 408 bilhões até maio!) se conclui pela total impossibilidade de qualquer solução na linha convencional de mais aumento da carga tributária que, aliás, já não responde a tal apelo – disse Rabelo.

Segundo ele, a solução é adotar regra de contingenciamento de toda a despesa pública baseada na variação do PIB nominal, ao passo que se encare com seriedade uma reforma financeira a fim moderar, no tempo, uma política de juros públicos que leva o Brasil a ser, de longe e há muito tempo, o país que mais encargos paga para rolar sua própria dívida interna.

Na avaliação do economista, o não enfrentamento de um verdadeiro ajuste acoplado a um programa de longo prazo para ressuscitar o PIB levará os mercados a adotarem um caminho de correção pelo câmbio, que facilmente encostará nos R$ 3,50 nas próximas semanas.

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Dilma vai inaugurar ponte Anita Garibaldi dia 15. Vai ser bom para economia de SC

08 de julho de 2015 1

Enfim, o maior gargalo da BR-101 ficará para trás o seu maior gargalo com a inauguração da ponte Anita Garibaldi, em Laguna, dia 15, quinta-feira da próxima semana. A obra ajudará a aquecer a economia catarinense, especialmente do Litoral, porque ficará mais fácil para os gaúchos chegarem a Santa Catarina e também transportarem cargas pela via para outros Estados. O mercado imobiliário do Sul do Estado fica bem mais atrativo.

O governador Raimundo Colombo confirmou a data com o Palácio do Planalto, hoje, em Brasília. Os detalhes do evento serão definidos pela equipe da presidência nos próximos dias.

Dilma no carro do Google

02 de julho de 2015 0
Foto: Roberto Stuckert Filho, Divulgação

Foto: Roberto Stuckert Filho, Divulgação

No seu último dia de viagem, a presidente Dilma Rousseff deu uma volta de 20 minutos no carro autônomo do Google, na sede da empresa em Mountain View, no Vale do Silício, Califórnia, nos EUA.

– Acabei de descer do futuro – disse ela aos jornalistas ao sair do carro.

É inovação assim que gera renda e o Brasil deveria incentivar mais.

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Empenho de Dilma em buscar mais abertura comercial nos EUA é importante

28 de junho de 2015 0
Foto: Mnedel NGAN

Foto: Mandel NGAN

É importante o empenho da presidente Dilma em buscar mais abertura comercial nos EUA. Pena que isso demorou décadas desde as tentativas de criar a Alca. Se as Américas tivessem um mercado comum, muitos brasileiros teriam maior renda porque o mercado dos EUA é gigante.

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Positiva a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de reduzir o limite máximo da meta de inflação de 6,5% para 6% em 2017. Quando mais baixo o limite de inflação que o Banco Central vai buscar, mais os agentes econômicos limitam reajustes.

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Dilma se reuniu com sete ministros para definir últimos detalhes de programa de concessões

08 de junho de 2015 0

Praticamente a única alternativa da presidente Dilma para acelerar a retomada do crescimento é a atração de capital privado ao setor de infraestrutura. Por isso se reuniu ontem com sete ministros para definir os últimos detalhes de programa de concessões que lançará amanhã.

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Duas sugestões para Dilma circulam nos bastidores da oposição

04 de maio de 2015 0

Nesta fase de duras críticas à gestão da presidente Dilma Rousseff, duas sugestões circulam nos bastidores da oposição e do meio empresarial. Enquanto parte dos políticos torce para ela imitar o papa Bento XVI e renunciar, a maioria dos empresários gostaria que ela tivesse atitude semelhante a da ex-primeira ministra britânica, Margareth Thatcher e privatizasse tudo, com garantia de cumprimento de contrato. Para o setor privado, isso permitiria um salto de desenvolvimento e crescimento econômico.

Falta liderança à presidente Dilma, diz consultor

28 de abril de 2015 0

O cenário político na reunião do Fórum Estratégico da Fiesc foi abordado pelo professor do Ínsper e consultor, Carlos Melo. Segundo ele, o mercado financeiro está concentrando esperanças na atuação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. No aspecto político, falta liderança à presidente Dilma Rousseff, alerta o consultor. Segundo ele, o país está passando por um período de ajuste, mas falta dizer que em algum momento a situação vai melhorar. Isso quem tem que fazer é a presidente e ela está sem credibilidade. 

Economia e corrupção derrubam popularidade de Dilma

18 de março de 2015 0

Pesquisa da Datafolha logo após os protestos de domingo mostram que 62% consideram ruim ou péssima a gestão da presidente Dilma e a avaliação negativa cresceu em todas as classes sociais. Foi o pior resultado de um governante desde as vésperas do impeachement de Fernando Collor, quando 68% não aprovavam seu governo.
O principal fator, agora, é a economia, com o crescimento da inflação. É mais uma prova de que quando a crise pesa no bolso após um período de estabilidade as pessoas reconhecem erros na gestão da economia nacional e cobram rapidamente. A população também está farta de tantos milhões de reais desaparecidos na corrupção quase generalizada.
Vale observar que na região Sul a rejeição ficou em 64%. Se em SC é essa a média, significa que o resultado é muito parecido com o da eleição de outubro passado, quando o candidato Aécio Neves teve 64,5% dos votos no Estado.

Dilma e as ruas

16 de março de 2015 0

Com excessivos gastos públicos, dólar nas alturas, inflação acima da meta e demissões aceleradas devido à paralisação da Petrobras, a presidente deveria se empenhar mais pelo ajuste fiscal e retomada do crescimento. É o que as ruas cobraram ontem. Mas isso não está ocorrendo e o ministro da Economia, Joaquim Levy, já ameaça deixar o cargo.

Isso pode levar à “sarneyzação” do governo, como diz o cientista político Carlos Melo, causando sucessivas trocas de ministros da pasta e crise até o final do mandato. A presidente pode evitar isso. Esta fase de ajustes é amarga, mas ela precisa mostrar uma luz no fim do túnel.

Dilma usou como gancho o Dia Internacional da Mulher para fazer um pronunciamento político

09 de março de 2015 0

No início da semana que terá o impacto da lista da Lava Jato e duas manifestações públicas, a presidente Dilma usou como gancho o Dia Internacional da Mulher para fazer um pronunciamento político para melhorar a imagem do seu governo. Disse que está ajustando contas como fazem as donas de casa. Mas, no ano passado, gastou demais para vencer a eleição e, agora, todo o país paga o preço com inflação alta e cortes no social. Poderia ter sido mais realista.

::: Veja a íntegra do pronunciamento da presidente Dilma Rousseff

Dilma enfrenta 13 conflitos, diz cientista político

27 de fevereiro de 2015 1

Ao falar na Fiesc, hoje, sobre o atual cenário econômico e político do país, o cientista político Carlos Melo, também professor do Insper, de São Paulo, afirmou que a presidente Dilma enfrenta pelo menos 13 conflitos importantes ao mesmo tempo, envolvendo relacionamentos com instituições, com grupos políticos,problemas econômicos e sociais. A lista inclui delação premiada da operação Lava-Jato, economia (inflação, gastos públicos, juros e câmbio), classe média na rua, tentativa de controle social dos meios de comunicação, pacto federativo, judiciário, Ministério Público e Polícia Federal, relacionamento com o PMDB, com o lulismo, com o PT, efeitos negativos do ajuste econômico e ações da SEC, a CVM dos EUA em função da corrupção na Petrobras.

Melo lamentou o fato de o país ter que voltar a fazer um grande esforço para buscar ajustes para a inflação, gastos públicos e câmbio, um problema resolvido na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso. Soma-se a isso a baixa capacidade de articulação política da presidente e sua equipe. Em função disso, o cenário de médio prazo é de dificuldades e não dá para fazer projeções para o longo prazo.

Com Joaquim Levy, Dilma deve ser 'mais Lula'

05 de janeiro de 2015 0

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, receberá o cargo hoje, às 15h, das mãos do secretário-executivo da pasta, Paulo
Caffarelli. O ex-ministro Guido Mantega não vai participar. Com Levy, a grande expectativa é de que a presidente Dilma Rousseff seja ‘menos Dilma e mais Lula’, ou seja, siga o exemplo do ex-presidente que, no primeiro mandato, de 2003 a 2006, deu autonomia para a equipe econômica trabalhar e o crescimento logo foi retomado.

Vale lembrar que Levy integrava aquele grupo como o Secretário do Tesouro Nacional e ganhou o apelido de “mãos de tesoura” porque cortava gastos. Agora, é ele quem comanda a pasta, mas o temor é de que a presidente não dê a ele a liberdade para fazer os ajustes necessários ao equilíbrio das contas públicas. Sem isso, o mercado não voltará a investir e, ao invés da retomada do crescimento, o país entra numa recessão.

O novo ministro disse que recebeu autonomia e o governo já anunciou alguns ajustes para correção de excessos em seguro-desemprego, abono e previdência, mas a presidente Dilma surpreendeu negativamente duas vezes nos últimos dias. Uma foi
no discurso de posse, quando disse que o que vinha fazendo está certo, e no final de semana, quando desautorizou o ministro
do Planejamento, Nelson Barbosa, sobre informação de que o governo vai apresentar projeto para mudar o atual modelo de reajuste do salário mínimo.

Entre as medidas previstas estão mais cortes de gastos, volta da Cide e menos intervenção no câmbio. Muitos petistas gostariam da volta da CPMF para a saúde, mas como é um aumento da carga tributária, a reação contra será grande.

Equívocos de Dilma

04 de janeiro de 2015 0

Entre os maiores equívocos da presidente Dilma no novo ministério estão a escolha de Cid Gomes para a importante pasta da Educação, que apontou como prioridade no segundo mandato e de Aldo Rebelo na Ciência e Tecnologia. Mas se Rebelo mantiver Álvaro Prata, da UFSC, na pasta, terá assessoria de alto nível.

Dilma assume com promessas de ajustes nas contas públicas e correções na área social

03 de janeiro de 2015 0

Notas da coluna de ontem no DC
Para o dia da posse ao seu segundo mantado à frente da Presidência do Brasil, Dilma Rousseff escolheu um discurso mais político do que técnico, mais dentro do que o seu partido, o PT, gostaria de ouvir. Falou em mudanças e novos projetos, mas dentro do foco de continuidade, o que não deve animar o mercado neste primeiro dia útil do ano. A presidente defendeu a continuidade de programas sociais com algumas correções de rumo, o controle da inflação, mais investimentos em infraestrutura e construção civil.

Uma das afirmações de Dilma que mais chamaram a atenção sobre a falta de sintonia entre a visão dela e a do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi a de que a dívida líquida do setor público hoje é menor do que no início do mandato dela. Essa mudança se deve mais à contabilidade criativa do que aos dados reais porque a dívida bruta, parâmetro considerado pelo mercado internacional, aumentou de 56,7% do PIB em dezembro de 2013 para 63% do PIB em novembro deste ano. Levy já afirmou diversas vezes que é com o indicador de dívida bruta que vai trabalhar.

A presidente disse também que sabe que o Brasil precisa voltar a crescer. Admitiu que é preciso um ajuste das contas públicas, aumento da poupança, ampliação dos investimentos e da infraestrutura e aumento da produtividade. Mas para isso seu novo governo terá que buscar um choque de credibilidade e isso só será possível se der autonomia e apoio político para o novo ministro da Fazenda. Sem isso, os investidores vão ficar esperando e o país não voltará a crescer.

Mas parece que o discurso já começa a ajudar a prática da Fazenda. Para justificar as medidas impopulares nunciadas pelo governo segunda-feira, ela disse que manterá os direitos dos trabalhadores nas áreas social e previdenciária, mas com as correções de rumos.

– Temos consciência de que a ampliação e a sustentabilidade das políticas sócias exige equidade e correção permanente de distorções e eventuais excessos – afirmou.

O segundo mandato já começou. Agora, o novo governo Dilma Rousseff deverá mostrar a que veio.
A Petrobras

Sobre o grande problema de gestão pública e política, a corrupção na Petrobras, a presidente dedicou um bom espaço no seu discurso.

Mas encontrou mais uma saída para dizer que o problema não faz parte do seu governo e do anterior, do presidente Lula: atribuiu a “inimigos externos”. O fato é que o rombo de R$ 20 bilhões ou mais afundou a empresa e seus investimentos, e esse problema poderá ser empecilho a um PIB maior este ano.

Microempresas

O ambiente de negócios não ficou de lado no discurso da presidente. Ela prometeu mudanças no Simples para que as micro e pequenas empresas possam crescer sem cair na tributação maior. O estudo já feito melhora um pouco o cenário ao segmento, mas falta colocar em prática este ano.

Afinal, muitas empresas pararam de crescer há tempos esperando as novas tabelas do Simples.

Com duas pastas

Santa Catarina manteve a representação política no governo federal com dois ministros, Manoel Dias no Trabalho e Ideli Salvatti nos Direitos Humanos.

Na agenda de Manoel Dias, a colaboração para os ajustes ao seguro-desemprego, abono e auxílio-doença, que terão restrições nas benesses para que o governo economize R$ 18 bilhões junto com mudança previdenciária.