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Resultados da pesquisa por "inflação"

Inflação dos alimentos é mais pesada em Florianópolis

07 de outubro de 2015 0

Não está fácil para o consumidor comprar alimentos e outros produtos do dia a dia. O morador de Florianópolis enfrentou, no mês passado, a maior alta da cesta básica do Brasil, com aumento de 2,76% frente ao mês anterior. Além disso, teve outros reajustes pesados, como o do gás de cozinha, que já incidiu na inflação e, agora, também o aumento dos combustíveis. O IPCA de setembro, inflação oficial no país, teve alta de 0,64%, puxada pelo gás e outras variações como alimentos e contas de luz em outros Estados. No acumulado do ano, a variação totalizou 7,64%, a maior do IPCA desde 2003.

Cesta básica

Enquanto os preços da cesta básica caíram em 13 cidades brasileiras, os florianopolitanos se depararam com variações nas alturas. A carne subiu 5,73%; a manteira, 7,35%; o feijão, 2,95%; e o arroz, 2,93%. É estranha a alta da manteira enquanto o leite teve queda de -4,63%. Talvez porque muita da manteiga vendida na cidade é importada do Uruguai e o dólar subiu mais de 50% este ano. Assim, a cesta do mês custou R$ 383,07, a segunda mais cara do Brasil. Em primeiro lugar ficou a cesta de Porto Alegre, que custou R$ 385,70 no mês passado.

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Inflação segue em alta

06 de outubro de 2015 0

As projeções para a inflação deste ano, que já estavam altas, ganharam mais pressão agora com o aumento de 6% do preço da gasolina e de 4% do óleo diesel. A mediana das estimativas no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 5, pelo Banco Central, passou de 9,46% para 9,53%. Há quatro semanas, estava em 9,29%. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC havia previsto 9,5% para este ano tanto no cenário de referência quanto no de mercado.

Alta de preços e incertezas mudam hábitos de consumo nos supermercados de SC Leia as últimas notícias

Arrecadação do Estado cresce 8,32% em agosto, mas fica abaixo da inflação

04 de setembro de 2015 0

Nesta fase de recessão no país, é grande a atenção para a receita tributária do Estado. No mês de agosto, segundo apuração da Secretaria de Estado da Fazenda, foi registrado crescimento de 8,32% frente ao mesmo mês de 2014, mas ficou abaixo da inflação acumulada, o que é considerado um resultado negativo pela pasta.

No período de janeiro a agosto, a arrecadação estadual registrou crescimento acumulado de 7,63%, contra inflação de 9,56%. Conforme a Fazenda, a meta para o ano 10,5% ainda não foi alcançada. Os outros meses negativos foram fevereiro, março e junho.

– Os quatro últimos meses do ano são tradicionalmente um período de crescimento na arrecadação, mas as projeções podem ser alteradas diante da instabilidade da economia nacional – afirma o secretário Antonio Gavazzoni.

Ao mesmo tempo em que tenta alcançar a meta planejada, a Fazenda arrocha a fiscalização para evitar sonegação e outro tipo de evasão. Nesse campo, o resultado é positivo. Numa reunião com o colegiado do governo, , Gavazzoni deixou clara a importância da fiscalização rígida para obter os resultados.

– Este ano teremos o maior volume de operações da história de Santa Catarina – afirmou.

Ano passado a pasta teve um recorde de 140 fiscalizações. Este ano, até o final do mês passado, foram realizadas 231 operações. Por isso a expectativa de superar o ano passado. A diretoria de Administração Tributária programou 150 para o ano. O secretário explica que não há segredo, nem caça às bruxas. Os fiscais cobram apenas o dinheiro que é do Estado, ou seja, está previsto nas alíquotas tributárias.

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Por que a inflação continua em alta

29 de junho de 2015 1
Diorgenes Pandini

Diorgenes Pandini

ECONOMISTA DO BANCO ITAÚ CAIO MEGALE EXPLICA A ALTA DA INFLAÇÃO E CENÁRIOS PARA PIB, SETOR IMOBILIÁRIO E INVESTIMENTOS. ELE ESTEVE EM EVENTOS DA APIMEC EM SC E DEU ENTREVISTA PARA O BLOG.

Por que a inflação não para de subir?
A inflação continua subindo apesar de o Banco Central estar subindo os juros básicos desde 2013 (só parou de elevar a taxa Selic um pouquinho durante a eleição), mas a inflação continua pressionada. Se dividirmos em duas partes, um pedaço da inflação é de preços livres como bens duráveis, bens de consumo, serviços, restaurantes e outros. Quando a economia vai desacelerando, a inflação desses bens tende a ficar menos pressionada. Ela está desacelerando devagar. Por outro lado, o governo está ajustando preços que ficaram congelados lá atrás. Gasolina subiu, energia elétrica subiu bastante e as loterias foram reajustadas. Essa desaceleração dos preços livres está sendo mais do que compensada por uma alta muito expressiva dos preços administrados. Em 2013 eles subiram apenas 1% porque o governo controlava os preços. Agora, vão chegar perto de 15%. Então, a inflação como um todo não cai porque tem esses preços administrados subindo. Como também representam custos para as empresa, elas tentam passar isso para os preços finais. Então, apesar de o desemprego estar subindo, de o BC estar elevando os juros, a inflação não cede.

Quando ela vai ceder?
Quando esse processo de ajuste de preços administrados de custos terminar, provavelmente até meados do ano que vem. A inflação está chegando perto de 9% agora, deve ficar nesse patamar até no ano que vem. Aí ela vai começar a desacelerar, a partir de maio do ano que vem ela entra para dentro da banda de 6,5% ao ano, continua desacelerando, termina o ano em 5,5% e chega em 2017 perto dos 4,5% ao ano (o centro da meta). Será um longo processo de realinhamento de preços e inflação de custos. Se os preços estivessem mais livres essa inflação teria aparecido antes, a gasolina teria subido antes, a energia não teria caído em 2012, mas agora não estaria sendo pressionada.

Como vai se comportar o PIB?
Vai continuar fraco. No ano passado já foi fraco, cresceu praticamente zero. Para este ano, estamos esperando uma queda mais forte do PIB, de 1,7% e, no ano que vem, estimamos crescimento de 0,3%, que é praticamente zero. É uma queda importante neste ano sem recuperação palpável no ano que vem. Isso está acontecendo porque a alta de custos na economia já vem há mais tempo. Agora, há a alta de energia, mas lá atrás, com a economia aquecida, o custo de trabalho, aluguéis e outros subiram. O Brasil se tornou um país caro para produzir. Então, a gente só vai voltar a crescer quando esses custos de produção derem uma desinflada. Isso é demorado porque nossa economia é muito inercial, as pessoas formam seus preços olhando para trás, por isso os custos altos perduram. Outra parte da história é que boa parte do consumo de 2013 e 2014 foi via crédito. Então, o endividamento de famílias e empresas cresceu bastante nesse período. A demanda por crédito está menor em função disso. São dois processos: desinflar custos e o balanço das famílias, que estão mais endividadas. É com se a gente tivesse batido em 40º de febre e agora precisa ficar de cama para voltar a ser 37º ou 36,5 º. Aí volta a crescer.

E o mercado imobiliário?
O mercado imobiliário do Brasil, nos últimos 10 anos, passou por um realinhamento. Há 15 anos os imóveis estavam muito baratos por falta de crédito. Aí foram promovidas mudanças, especialmente legislativas, o mercado cresceu e os preços se realinharam. Isso era necessário, mas passamos um pouco do ponto. Algumas regiões estão com excesso de oferta e os preços estão se corrigindo. Não tivemos bolha. Outra coisa, o crédito imobiliário como proporção do PIB está em cerca de 4% ou 5%. É muito pequeno. Nos EUA era de 100% e na Espanha era 80%. O ideal para nós seria perto de 15%. Há muita demanda ainda reprimida de imóveis no Brasil. Aí surge a pergunta: é hora de comprar? Eu não teria pressa agora porque estamos no meio da fase do ajuste. Mas já há boas oportunidades. No curto prazo, há mais boas ofertas para compra à vista. Recomendo ao consumidor ficar atento, mas não precisa ter pressa porque o período de ajuste é longo.

Como está o cenário para investimentos?
No curto prazo, as pessoas não estão se sentindo confortáveis para fazer grandes investimentos e a ociosidade está elevada, especialmente em alguns setores como veículos, eletrodomésticos e imóveis. Mas alguns segmentos estão investindo. Ao mesmo tempo, o Brasil tem gargalos do lado da infraestrutura. Por isso o programa de concessões faz todo o sentido porque o país precisa de investimentos. E as multinacionais estão atentas. No Itaú, nós perguntamos para uma gama de clientes multinacionais como veem o cenário. Eles reconhecem que no momento é difícil, mas dizem que estão no país há 40 anos ou 60 anos e querem estar aqui por mais 60 anos. O Brasil é o segundo ou terceiro maior mercado para muitas delas. Ao mesmo tempo em que há os que estão recuando, quem tem visão de mais longo prazo vê como oportunidade porque tem coisas baratas para comprar. Quando o dólar bateu em R$ 3,40 muitas ficaram motivadas a investir mais no Brasil.

Efeito da volta da inflação alta

07 de junho de 2015 0

Em Rio do Sul, conhecida loja de R$ 1,99 elevou todos os preços para R$ 2,50. Muitas consumidoras criticaram e lamentaram o fim das lojas de R$ 1,99.

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O que causou a inflação recorde

08 de abril de 2015 0

Inflação oficial do Brasil, o IPCA atingiu alta de 1,23% em março, a maior desde fevereiro de 2003, quando alcançou 1,57%. No acumulado de 12 meses, ultrapassou a barreira de 8%, chegando a 8,13% no mês. A taxa do mês passado foi além do IGP-DI, que foca mais preços por atacado e atingiu 1,21% no mesmo período. A pressão maior veio em função da alta da tarifa de energia elétrica. Em SC, a situação foi ainda pior do que a média nacional porque a energia aumentou, em março, para o consumidor residencial, 26,16%. Com base nesse número, a Esag-Udesc apurou que a inflação de Florianópolis no mês passado chegou a 1,13%, tendo nos serviços públicos, onde está incluída a energia, uma variação positiva de 6,10%. O dólar alto também teve peso significativo nas majorações gerais e a aposta do Banco Central para derrubar a pressão nos preços são os juros altos, falta de crédito e redução do consumo do setor privado.

Inflação de 1,13

07 de abril de 2015 0

O custo de vida de Florianópolis medido pela Esag-Udesc registrou alta de 1,13 em março. O resultado do mês foi impactado por aumentos nos produtos alimentares e na tarifa de energia elétrica residencial A Associação Comercial e Industrial de Florianópolis divulga nesta segunda-feira, 6, o Índice de Custo de Vida na Capital em março: 1,13%. O resultado foi impactado por aumentos em todos os grupos: Alimentação (0,77%), Produtos Não Alimentares (0,25%), Serviços Públicos (6,10%) e Outros Serviços (2,34%).

Inflação e juros continuam em alta, sinaliza Copom

13 de março de 2015 0

Não está fácil derrubar a inflação no Brasil. A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central ( Copom), divulgada ontem, sinalizou que a inflação seguirá alta até o final do ano e fechará acima do teto da meta de 6,5% em 2015, apesar da taxa básica de juro Selic já estar em 12,75% ao ano.

Segundo os técnicos do comitê, os juros deverão subir mais porque os preços administrados registrarão variação maior, de 10,7%, pressionados pela alta de energia, que ficará numa média de 38,3% e outras.
O juro maior não vai colaborar para reduzir esses preços, que são reajustados com regras pré- definidas pelos governos federal e estadual, como energia, combustível e IPTU, por exemplo.

Mas reduz a oferta de crédito e inibe o consumo de produtos com preços livres, o que derruba a inflação. Isso é o tradicional remédio amargo pago pela iniciativa privada que, muitas vezes, enfrenta um mercado com concorrência perfeita.

O dólar alto também faz estragos. A inflação oficial dos últimos 12 meses está em 7,7%.
Com tanto arrocho, no ano que vem deve ir para o centro da meta, ou seja, a 4,5% ao ano.

Inflação nas alturas e indexação

06 de março de 2015 0

A alta de 1,22% da inflação oficial, o IPCA, de fevereiro resultou em variação acumulada de 7,7% em 12 meses. O número divulgado hoje pelo IBGE não surpreendeu e reflete principalmente o tarifaço de de energia, elevação dos combustíveis e o descontrole geral dos gastos do governo federal. Apesar da alta dos juros básicos para 12,75% ao ano para conter a inflação, o brasileiro vai continuar amargando preços em alta porque a economia está quase toda indexada, com majorações na maioria dos setores, retomando aquela antiga cultura dos tempos de hiperinflação no país, embora com variações menores. Além disso, o dólar alto está pressionando a maioria dos preços direta ou indiretamente. Ao consumidor só resta fugir dos itens mais caros quando possível porque é o único que não tem como transferir custos.

Juro sobe para conter a inflação. Renda fixa está mais atrativa

05 de março de 2015 0

A elevação da taxa básica de juros para 12,75% ao ano, ontem, pelo Copom, com alta de 0,5 ponto percentual, mostra que o Banco Central está se esforçando para reduzir a inflação oficial, que já supera 7% ao ano, bem acima do teto da meta. O mercado prevê mais 0,25 ponto de alta para abril. O juro maior é necessário porque o governo federal segue gastando mais do que arrecada, o que causa um desequilíbrio nas contas públicas e elevação de preços. Mesmo assim, a inflação segue alta porque o preço da energia, dos combustíveis e do dólar registram aumentos bem acima do tolerável pelo mercado. A indexação de preços e salários quase generalizada também impede o recuo da taxa porque muitas empresas transferem esses custos maiores aos preços. Resta saber o que o Banco Centrar quer buscar com esse juro maior num cenário conturbado.
Mas com a Selic em 12,75%, quem se dá bem é quem tem dinheiro para aplicar. Os fundos de renda fixa ficaram ainda mais atraentes do que a caderneta de poupança, constituindo a melhor opção para quem quer correr risco mínimo.

Inflação sobe 1,24% em janeiro, a maior alta desde 2003

08 de fevereiro de 2015 0

Era esperado um salto na inflação oficial do país, o IPCA, em janeiro deste ano, mas 1,24% é preocupante, a maior alta desde 2003. Nos 12 meses, a variação ficou em 7,14%, muito longe do teto da meta de 6,5%. Os custos de energia e combustível pesaram. Em Florianópolis, o índice local calculado pela Esag teve alta de 1,16%, a maior desde outubro de 2008.

Inflação fecha 2014 com alta de 6,41%

09 de janeiro de 2015 0

Como era esperado, a inflação oficial do Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano em 6,41%, muito próxima do teto da meta que é 6,5% apesar da série de controle de preços para evitar altas. Em dezembro, a variação do índice, que envolve renda de pessoas de até 40 salários mínimos e não pesquisa a cidade de Florianópolis, subiu 0,78%, bem mais do que a alta de 0,51% de novembro e a segunda maior variação do ano, atrás, apenas de março, quando subiu 0,92%. Em dezembro de 2013, o aumento ficou em 0,92%. Em 2013, a inflação oficial do país ficou em 5,91%. No ano passado, a alta da habitação teve a maior variação, de 8,8% acumulada, seguida por educação (8,45%), despesas pessoais (8,31%), alimentos e bebidas (8,03%) e saúde (6,97%). A única que teve queda foi comunicação, que recuou -1,52%. A decisão do governo Dilma de não controlar a inflação com rigidez está entre as principais causas do crescimento zero da economia no ano passado e nos resultados pífios dos anos anteriores. O alto custo de vida reduz o poder de compra das pessoas, as vendas das empresas e retrai a economia. Para este mandato que se inicia, a equipe econômica prometeu tentar levar a inflação para o centro da meta, que é 4,5% ao ano. Já elevou o juro básico com esse objetivo.

Inflação de Florianópolis chega a 6,73% em 2014

05 de janeiro de 2015 0

O Índice de Custo de Vida de Florianópolis que mede a inflação da Capital, apurado pela Esag-Udesc em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), registrou alta acumulada de 6,73% no ano passado. Em dezembro, a alta alcançou 0,64%, superior que a variação de 2013 para o mesmo mês. A maior pressão foi dos preços dos alimentos, segundo o coordenador do índice, o administrador Hercílio Fernandes Neto. Em 2013, a inflação acumulada de Florianópolis ficou em 6,09%, o que confirma que o custo de vida é alto na capital catarinense. No ano passado, os produtos alimentares subiram 7,16% e os itens que mais aumentaram foram o limão (33,34%, laranja pera (27,7%) e o macarrão (27,30%). Durante o ano, a menor variação mensal ocorreu em julho (0,19%) e a maior em janeiro (0,97%). Isto significa que devemos nos preparar para enfrentar preços altos também este mês.

Alta de energia pesa para empresas e pressiona inflação

29 de dezembro de 2014 1

Além do reajuste de 23% na tarifa de energia este ano, a indústria catarinense enfrenta em janeiro o custo da bandeira tarifária vermelha, de R$ 3 por cada 100 kWh, e teme possível reajuste extraordinário que poderá ser aprovado pela Aneel no início de 2015.

Com especialistas nos cálculos de custos de energia, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) estimou que o custo médio da energia para a indústria do país no final de 2015 poderá chegar a R$ 459,20 por MWh. Conforme a entidade, o valor da bandeira vermelha vai elevar em R$ 40,98 o custo do MWh no país, incluindo os impostos.

Como em SC o custo do MWh para a indústria é maior do que a média nacional (em 2013 era 8,6% mais caro), o acréscimo na bandeira deve somar R$ 44,50 por kWh. Embora a bandeira de R$ 3 por kWh possa parecer barata, a indústria e o comércio não têm como absorver essa elevação de custos. Por isso, a empresa que puder vai repassar aos preços e quem paga é o consumidor.

Isso gera aumento de preços. Há bancos prevendo alta de 6,5% na inflação em 2015, com maior peso da energia.

 

Correção

Obrigada ao leitor Tiago por alertar novamente sobre erro no texto acima.

A correção foi feia. O certo é R$ 3 por cada 100 kWh e não por cada kWh.

Copom amplia arrocho contra inflação alta

03 de dezembro de 2014 0

Firme contra a inflação que não dá trégua, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) elevou ontem a taxa básica de juros, a Selic, em 0,50 ponto percentual, para 11,75% ao ano, sem viés. O objetivo é fazer a taxa oficial de inflação, o IPCA, convergir para o centro da meta que é de 4,5% ao ano. Atualmente, está perto do teto, em torno de 6,5% ao ano. O setor produtivo criticou mais uma vez a decisão, dizendo que o governo deveria reduzir gastos públicos para conter a inflação. O país segue com a maior taxa real de juros (sem a inflação) de 4,68% ao ano.

BC surpreende e eleva juro para reduzir a inflação

29 de outubro de 2014 1

Embora sem unanimidade, o Copom, do Banco Central, elevou a taxa básica de juros Selic de 11% para 11,25% ao ano. A decisão pegou, tanto o mercado financeiro quanto o setor produtivo de surpresa. Ninguém imaginava que essa opção seria adotada este ano pelo menos considerando uma parte dos discursos da presidente Dilma na campanha à reeleição. Ela dizia que focaria a manutenção de empregos e que seus opositores, Aécio e Marina, adotariam política recessiva. Juros altos é recessivo.

Diretores do Banco Central chegaram a afirmar que, se necessário, os juros seriam elevados, mas a expectativa era de que isso ocorreria em janeiro. A persistente alta de preços em diversos setores e a volatilidade do dólar pesaram na decisão.
A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), por meio do seu presidente e ex-candidato ao governo de SP, Paulo Skaf, logo emitiu uma nota criticando a decisão.
- Colocar toda a responsabilidade do combate à inflação na taxa de juros vem se mostrando uma estratégia equivocada, uma vez que está pondo em risco o maior patrimônio da economia brasileira atual, que é o emprego – disse Skaf que defendeu não só o juro, mas a redução dos gastos públicos para conter a inflação.

Confira a nota do BC:

Copom eleva a taxa Selic para 11,25% ao ano

29/10/2014 20:20

​Brasília – O Copom decidiu elevar a taxa Selic para 11,25% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela manutenção da taxa Selic em 11,00% a.a.

Para o Comitê, desde sua última reunião, entre outros fatores, a intensificação dos ajustes de preços relativos na economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável. À vista disso, o Comitê considerou oportuno ajustar as condições monetárias de modo a garantir, a um custo menor, a prevalência de um cenário mais benigno para a inflação em 2015 e 2016.

Votaram pela elevação da taxa Selic para 11,25% a.a. os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo e Sidnei Corrêa Marques. Votaram pela manutenção da taxa Selic em 11,00% a.a. os seguintes membros do Comitê: Altamir Lopes, Luiz Awazu Pereira da Silva e Luiz Edson Feltrim.

Brasília, 29 de outubro de 2014

Inflação e ajustes na economia

22 de outubro de 2014 0

A inflação desacelerou um pouco nas últimas semanas segundo o IPCA-15 divulgado ontem. Ficou em 0,48%, abaixo do que o mercado esperava e menor, também, do que o último IPCA, que teve alta de 0,75%. Em 12 meses, o IPCA-15 subiu 6,62%. Apesar do pequeno recuo em função da crise econômica, há pressão de alta de alimentos em função da seca, da maior cotação do dólar e de outras decisões de mercado.

Um dos principais desafios do novo mandato presidencial, independentemente de quem vencer a eleição, será a redução da inflação. A taxa atual está prejudicando a economia e o Brasil conta com excessiva indexação de preços administrados ou não. Uma das mudanças necessárias será na política de expansão de crédito via bancos públicos que impede um efeito melhor da política do Banco Central, que procura conter a inflação por meio da taxa básica Selic, hoje em 11% ao ano.

Além disso, o novo governo deverá tomar medidas que animem os investimentos para melhorar a oferta. Só assim, a atual estagnação – combinação de crescimento próximo de zero com preços altos – poderá ser revertida. O combate à inflação alta é fundamental porque está provocando perdas principalmente para as pessoas de menor renda.

Inflação

12 de setembro de 2014 0

Criticado por manter a inflação em torno de 6,5%, perto do teto da meta, o Copom, do Banco Central, afirmou na ata da sua última reunião, divulgada ontem, que os preços seguem em patamares elevados em função do ajuste de preços relativos na economia. Os valores seguirão para o centro da meta, 4,5%, somente em 2016.

Inflação sobe 6,52% em 12 meses e supera teto da meta

08 de julho de 2014 1

A inflação oficial do Brasil, o IPCA, teve alta acumulada de 6,52% nos últimos 12 meses, passando, assim, o limite superior da meta, que é 6,5% ao ano. O centro da meta é 4,5% e o limite inferior, 2,5%. Segundo os dados apurados pelo IBGE, o que puxou os preços para cima em junho foram as passagens aéreas influenciadas pela Copa do Mundo, que subiram, em média, 21,9% elevando o grupo de transporte para 0,37%; e os hotéis,que tiveram aumento de 25,33%, e elevaram o grupo das despesas pessoais para 1,57%, contra 0,80 em maio.  Ainda no item de transporte, pesaram os reajustes de tarifas de ônibus de três capitais. Já os alimentos consumidos em casa tiveram queda de 0,60% em junho e o grupo de alimentos e bebidas caiu 0,11% no mês. Os demais itens também tiveram variações menores no período.

Apesar de o índice de 6,52% não parecer assustador, o fato é que a alta generalizada de preços dos últimos anos corroeu o poder de compra da maioria dos consumidores. Por isso as pessoas estão consumindo menos vestuário, calçados e serviços nos segmentos de saúde, estética e lazer.

Um alerta sobre a inflação de quem participou da implantação do real

05 de julho de 2014 2

DeConto O aniversário de 20 anos do Plano Real, comemorado terça-feira, recebeu atenção especial do diretor do BRDE, Neuto de Conto. Em 1994, então deputado federal, ele foi o relator do plano, liderando articulações e emendas que viabilizaram a transição da URV para a adoção da nova moeda. Em 2011, de Conto, logo após concluir mandato de senador, lançou o livro Milagre Real(foto), contando a trajetória da inflação e os bastidores daquele período.

Muita oposição
Conforme de Conto, o fato de o governo lançar o Plano Real após cinco programas de estabilização fracassados atraiu muita oposição. A maioria do país não acreditava no plano. O PT votou contra e liderou os partidos de oposição para fazerem o mesmo.

Alta de preços hoje
– A inflação atual é causada por vários fatores. Um problema é que gastamos mais do que temos, tanto por parte do governo federal, demais governos e as pessoas. Isso aquece a demanda e a oferta insuficiente gera inflação. Além disso, a indexação é quase geral. Ninguém cuida mais da inflação. O preço de um produto sobe 100%, os consumidores não protestam, pagam. É um ciclo perigoso, o governo precisa controlar isso – disse Neuto de Conto.

Credibilidade
Outro fato preocupante para Neuto de Conto é a perda de creditibilidade política.

– Para mim, a perda do respeito com a autoridade é um problema preocupante e gera inflação. Isso afeta a credibilidade nacional e internacional e afasta investidores. É preciso atenção do governo. Sem investimento há falta de produtos e aumento da inflação – afirmou.

Nesse alerta ele se referiu às vaias na Arena Corinthians na abertura da Copa do Mundo.