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Resultados da pesquisa por "infraestrutura"

SC tem mais infraestrutura para a temporada de verão

22 de outubro de 2015 0

Além da conjuntura econômica que colabora para que Santa Catarina estime a atração de 8 milhões de visitantes para a próxima temporada, 30% a mais do que os 6,5 milhões da anterior, há investimentos em infraestrutura e serviços que vão facilitar a vida de quem virá ao Estado. A nova âncora ao setor é a ponte Anita Garibaldi, em Laguna, que abriu os caminhos para os gaúchos e hermanos virem de carro via BR-101 Sul. Há, também, outras iniciativas públicas e privadas.

O secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Filipe Mello, teve a confirmação, ontem, de um novo voo diário da Gol Linhas Aéreas de São Paulo a Florianópolis com saída do aeroporto de Congonhas às 13h45 e retorno imediato, a partir do próximo domingo (25). A decisão da empresa foi em função da confirmação de maior fluxo de turistas já registrado por agências de viagens.

Conforme Mello, a secretaria vai contratar 22 profissionais fluentes em espanhol e inglês para atender nos postos de serviços do Aeroporto Hercílio Luz, estação rodoviária de Florianópolis e em Dionísio Cerqueira.Também estão sendo treinados 350 profissionais nas atividades de recepcionistas, camareiras e garçons.

São iniciativas que, junto com outros investimentos nas áreas de energia, água e segurança, vão melhorar o atendimento aos milhares de turistas que visitarão o Estado no período entre 15 de dezembro e 15 de fevereiro. Cerca de 35% virão do exterior, prevê a secretaria de Turismo.

É claro que considerando o que Santa Catarina merece, existem ainda muitos obstáculos, mas pelo menos alguma coisa vem sendo feita.

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Estreia em infraestrutura em Florianópolis

16 de outubro de 2015 0

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Empresa de engenharia de Barcelona, a IDP inaugurou sede nova em Florianópolis quarta-feira com o objetivo de ampliar a presença no setor, usando a avançada tecnologia BIM (Building Information Modeling) nas dimensões físicas, de custo, planejamento, sustentabilidade e manutenção. Segundo o diretor do escritório, Carlos Olsen, a IDP acaba de estrear em infraestrutura de transportes (rodovias) no Brasil, setor em que tem muita experiência na Espanha. Além disso, já atua com logística, edificação, urbanização e meio ambiente. O mais novo parceiro é o engenheiro Norberto Schaefer. Os sócios espanhóis estiveram no evento. A partir da esquerda, Schaefer, Aleix Vila, Enric Blasco, Olsen, Jaime Polo e Jesus Blasco.
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A dura batalha de SC por mais infraestrutura

30 de junho de 2015 0
Foto: FIESC / Divulgação

Foto: FIESC / Divulgação

Competitiva nas exportações e com desempenho econômico acima da média do Brasil, Santa Catarina poderia gerar ainda mais riquezas e impostos se tivesse logística adequada para movimentar a produção e desenvolver as outras atividades, como comércio, serviços e turismo. Infelizmente, as receitas do Estado são levadas pela União para outras regiões, e as empresas de SC ficam amarradas por falta de logística. Para alertar mais uma vez sobre o problema e desatar esses nós, a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) lançou ontem a Agenda Estratégica da Indústria para a Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense. O presidente da entidade, Glauco José Côrte (E), falou sobre as dificuldades e defendeu a execução de investimentos durante a reunião que teve a presença de boa parte do Fórum Parlamentar Catarinense, incluindo o presidente Mauro Mariani, os senadores Dalírio Beber, Dário Berger e Paulo Bauer. Deputados e Pedro Lopes, da Fetrancesc, também participaram. Importante a decisão da Fiesc de contratar estudo coordenado pelo professor Carlos Taboada, da UFSC, que mostra as discrepâncias entre os custos de SC e dos EUA para movimentar cargas. Apurou que o custo de logística da indústria de SC é de 14% do valor do produto, 55% superior aos 9% dos EUA. O economista do Departamento de Agricultura dos EUA, Warren Preston, disse no Congresso da Soja, semana passada, em Florianópolis, que a diferença de custo para levar carga dos EUA até a China frente ao Brasil e China varia de 38% a 61% a mais para o Brasil, e que seu país usa barcaças para cabotagem que levam o equivalente a 870 carretas. SC e o Brasil precisam perseguir menores custos de logística para poder competir lá fora.

Pressão
Os estudos da Fiesc serão levados para a reunião do Fórum Parlamentar Catarinense amanhã, em Brasília, com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues.

– Nossa esperança é mobilizar tanto o governo quanto a bancada para pressionar o Ministério dos Transportes a executar as obras que precisamos. O orçamento do PAC é de R$ 900 milhões para SC este ano, mas até agora foi pago menos de 1%, ou seja, menos de R$ 900 mil reais – disse Glauco José Côrte.

Projetos via PPP

A expectativa é que o setor privado invista em infraestrutura, mas as regras precisam ser claras. Uma saída para SC pode ser a parceria público-privada (PPPs). O secretário de Planejamento, Murilo Flores, diz que o Estado precisa definir o fundo garantidor de PPP. Vai enviar projeto para solucionar isso.

Um crime contra SC

No meio do descaso do governo federal com SC um projeto irritou mais o deputado federal e ex-governador Esperidião Amin: a duplicação da BR-153 que passa no meio do Estado e vai ao Paraná.

– Essa obra é uma duplicação para tirar produtos de SC e levar para o porto de Paranaguá. Ém crime contra Santa Catarina – alertou Amin.

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Investimentos em infraestrutura são passo para maior competitividade, diz Côrte

09 de junho de 2015 0

O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Glauco José Côrte, acompanhou a apresentação do programa de infraestrutura em Brasília. Confira, abaixo, texto da entidade em que o empresário opina sobre o tema:

Retomada do crescimento

“A ampliação do programa federal de concessões em infraestrutura representa importante passo no conjunto de ações para a retomada do crescimento e recuperação da competitividade da economia brasileira. “Santa Catarina é um dos Estados que mais necessita de obras de infraestrutura para redução dos custos logísticos. Por isso, consideramos o anúncio uma boa notícia. Agora precisamos de uma boa governança para o programa sair do papel, conciliando atratividade para o investidor com custos compatíveis com a realidade brasileira”, disse nesta terça-feira (9) o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte. Ele acompanhou em Brasília o lançamento da segunda fase do Programa de Investimentos em Logística (PIL), do governo federal, que tem como meta viabilizar investimentos de quase R$ 200 bilhões.

Côrte destacou que entre os projetos anunciados estão obras importantes para Santa Catarina, incluindo obras cuja concessão já era defendida pela FIESC, como o Aeroporto Hercílio Luz, o trecho Sul da BR-101, a BR-282 e a BR-470. “Ferrovias fundamentais para o Estado não foram incluídas porque não têm projetos prontos. Esperamos que tão logo seja superada esta etapa, elas também sejam concedidas”, avaliou.

Mesmo considerando que a infraestrutura de transporte deva ser provida pelo Estado, as obras não têm sido realizadas no ritmo necessário para atender o crescimento da demanda, conforme levantamentos da FIESC. Em Santa Catarina, por exemplo, os recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento e Orçamento da União têm sido executados, em média, em 47%. Nos últimos cinco anos cerca de 80% desses recursos foram direcionados ao trecho Sul da BR-101.

Côrte lembra ainda que análises técnicas da FIESC mostram que as condições das rodovias com obras previstas na segunda fase do Programa de Conservação, Restauração e Manutenção de Rodovias (Crema), do governo federal, estão em condições extremamente precárias.

Na avaliação da indústria, a ampliação da participação do setor privado aponta na direção correta para destravar investimentos estratégicos com modelos que sinalizam maior segurança e atratividade para o investidor. É preciso, contudo, assegurar condições para que a implantação dos projetos de concessão se confirmem no prazo estabelecido, garantir uma atuação independente das agências reguladoras e um ambiente jurídico e institucional que garanta os contratos.

Apesar do sensível progresso em alguns modais, a indústria brasileira ainda se ressente do déficit histórico na infraestrutura, que permanece um inconveniente entrave à competitividade do setor. Nesse sentido, boa governança e gestão serão essenciais para evitar atrasos, já que o tempo de maturação de projetos de infraestrutura é longo. Somente com a integração logística entre modais o País conseguirá com efetividade transportar seus produtos e concorrer no mercado externo, manifestou-se a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na avaliação de Côrte, o programa de infraestrutura coloca em pauta uma agenda positiva de investimentos, que se contrapõe ao caráter recessivo do ajuste fiscal em curso. “Era o que vínhamos pedindo”, afirmou.

​​Baixa qualidade – O estudo Competitividade Brasil 2014, da CNI, mostra que a má qualidade da infraestrutura de transportes coloca o Brasil em último lugar em um ranking que compara o País a 14 outras nações que disputam espaço no mercado mundial. De acordo com o trabalho, quando se analisam os modais, o Brasil ficou em último lugar em portos e aeroportos e em 13o lugar nos quesitos ferrovias e rodovias. Na prática, a falta de qualidade na malha de transportes se traduz em frete mais caro, maior tempo gasto no deslocamento de mercadorias e maior custo final no preço do produto nacional”.

Cinco modernos portos catarinenses necessitam de mais infraestrutura para movimentar mercadorias

28 de maio de 2015 0

Na reunião da Câmara de Logística da Fiesc, o presidente da entidade, Glauco José Côrte, defendeu a Ferrovia Litorânea entre São Francisco e Imbituba para receber produtos de outros estados e o primeiro vice da Fiesc e presidente da Câmara, Mario Aguiar, afirmou que o Estado precisa usar seu potencial de rios navegáveis. O principal é o Itajaí-Açu.

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Côrte cobra respeito à Constituição em favor da livre iniciativa e mais infraestrutura

23 de maio de 2015 0
Foto: Marcos Campos, divulgação

Foto: Marcos Campos, divulgação

Diante de tantos entraves para os negócios no Brasil, o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Glauco José Côrte, que é advogado formado pela UFSC, aproveitou ontem o dia festivo em que a entidade reconhece empreendedores com medalhas, para alertar sobre o que trava o setor produtivo. Afirmou que o empresário brasileiro precisa da certeza do respeito ao primeiro artigo da Constituição, segundo o qual o país constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem entre os fundamentos a livre iniciativa.
- Que também se respeite o parágrafo único do artigo 170 que assegura a todos os brasileiros o livre exercício de qualquer atividade econômica e independentemente de autorização dos órgãos públicos – falou ele para um auditório lotado e com a presença de lideranças políticas e empresariais, entre as quais o governador Raimundo Colombo, o prefeito Cesar Souza Junior, secretários de Estado e parlamentares.
O empresário foi enfático também ao cobrar os investimentos em infraestrutura.
- Estamos sempre atrasados em relação aos que disputam o mercado conosco. Não temos as ferrovias que são indispensáveis a um mix de transporte eficiente de insumos e mercadorias – alertou.
O presidente da Fiesc defendeu também a redução da carga tributária e disse que para isso ocorrer é preciso que o governo corte gastos públicos e não apenas investimentos, tão necessários para o país.

Medalhas e homenagens
Entre as lideranças homenageadas ontem com a Ordem do Mérito Industrial estavam os últimos ex-presidentes da Fiesc: Alcantaro Corrêa (in memoriam); José Fernando Xavier Faraco, da Dígitro Tecnologia,de Florianópolis; e Osvaldo Moreira Douat, da Douat Têxtil, de Joinville. Também foram contemplados Edio José Del Castanhel, da Engenharia Castanhel (Criciúma); e Genésio Marchetti, do Grupo Manoel Marchetti (Ibirama). A Comenta do Mérito Industrial da CNI foi para o presidente da Coopercentral Aurora Alimentos, Mário Lanznaster.
A Fiesc aproveitou a comemoração dos seus 65 anos para fazer um reconhecimento aos trabalhos dos ex-presidentes da entidade. O primeiro, Celso Ramos, que foi sucedido por Guilherme Renaux, Carlos Cid Renaux, Bernardo Wolfgang Werner e Milton Fett. Sindicatos fundadores da entidade também foram reconhecidos.

Na foto acima, a partir da esquerda: 0 primeiro vice-presidente da Fiesc Mario Aguiar, Mário Lanznaster, José Faraco, Glauco Côrte, Osvaldo Douat, José Castanhel. Alcantaro Jovanco Corrêa (representando o pai Alcântaro Corrêa), o vice-presidente da CNI Paulo Tigre e Genésio Marchetti.

Falta de infraestrutura é prioridade do setor produtivo catarinense

10 de abril de 2015 1

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Foto: Graziella Itamaro, Facisc, divulgação

De longe a falta de infraestrutura continua sendo a prioridade do setor produtivo catarinense. Foi por isso que a Federação das Associações Empresariais (Facisc) convidou na última quinta-feira, para a reunião da diretoria, no Golden Executive Hotel, em São José, o secretário de Infraestrutura do Estado, João Carlos Ecker, que detalhou obras que integram o pacote de investimento de R$ 3,7 bilhões do governo para este ano.

A reunião teve à frente o presidente da federação, Ernesto Reck (C), o vice-presidente André Gaidzinski (E) e o tesoureiro Doreni Caramori Junior (D). A propósito, a melhoria da logística de transporte foi a bandeira mais votada por empresários de diversas regiões do Estado durante a elaboração do documento Voz Única. Nesta sexta-feira, a diretoria da Facisc recebe o ministro do Trabalho Manoel Dias. O rigor de normas de segurança será um dos temas.

Esta fase de crise é enfrentada de forma diferente por diversos setores econômicos, diz o presidente da Facisc, Ernesto Reck. O empresário, que é de São Lourenço do Oeste, diz que o agronegócio e o setor madeireiro são os mais otimistas. há oportunidades para quem quer investir.

R$ 8,8 bilhões para infraestrutura no Estado

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O levantamento Principais Investimentos em Infraestrutura no Brasil até 2019 encomendado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) à consultoria Criactive apurou que estão previstos R$ 8,8 bilhões para serem investidos em infraestrutura no Estado. Ao Brasil, a projeção é de R$ 1,17 trilhão. SC está em situação desfavorável frente aos vizinhos, com apenas 9,87% do total. Ao RS estão previstos R$ 40,6 bilhões (45,3% ) e ao Paraná, R$ 25,2 bilhões (28,1%).

Projetos para SC
O principal projeto em andamento no Estado é a duplicação da BR-280 entre São Francisco e Jaraguá de R$ 972 milhões com previsão de término em 2016. Outros de peso são a Hidrelétrica de São Roque, no Rio Canoas, em obras, por R$ 700 milhões, a termelétrica Sul-Catarinense, em projeto, por R$ 1,6 bilhão e a ligação Ilha-Continente, em Florianópolis por R$ 1,1 bilhão. Desses projetos, o mais atrasado é a ligação à Ilha, ainda sem definição.

Falta infraestrutura de transporte para o turismo no interior do Estado

29 de julho de 2014 0

Entre os maiores obstáculos ao crescimento do turismo no interior do Estado está a falta de infraestrutura de transporte, especialmente rodovias e aeroportos. Lages, por exemplo, espera decisão federal para ativar o aeroporto, que vai melhorar a economia regional.

Infraestrutura em debate

03 de junho de 2014 0

O terceiro evento do projeto Cresce SC ocorre hoje, às 14h, na sede da Fiesc, em Florianópolis. Raul Velloso, phD em Economia pela Universidade de Yale, será o palestrante-chave do debate que tem entrada gratuita. O economista é um dos principais críticos dos elevados gastos públicos correntes e defensor de mais investimentos, tanto por parte do governo federal, quando por governos estaduais e municipais.

Parente elogia plano de infraestrutura

19 de agosto de 2012 0

O presidente da Bunge Brasil, Pedro Parente, liderou a inauguração de nova fábrica de maionese da empresa, sexta, em Gaspar, que tornou aquele complexo industrial o maior produtor de alimentos do grupo no Brasil. Segundo ele, a seca nos EUA vai beneficiar os produtores de grãos do Brasil, a Bunge manterá os investimentos bilionários no país e o consumo de alimentos seguirá em alta no mercado interno. Parente, que também é presidente do conselho da Unica, entidade que representa o setor de açúcar e etanol, em entrevista para a coluna, elogiou o plano de infraestrutura lançado pela presidente Dilma e disse que a entidade espera uma solução para a rentabilidade negativa do etanol. A Bunge, que tem matriz nos EUA, é um dos maiores grupos brasileiros e, no ano passado, obteve receita líquida de R$ 29,9 bilhões no país.

Pedro Parente

Presidente e CEO da Bunge Brasil desde 11 de janeiro de 2010 e presidente do conselho da Unica, a União da Indústria de Cana-de-açúcar. Pedro Parente é ex-ministro da Casa Civil e do Planejamento do governo de Fernando Henrique Cardoso, do qual era apontado como o melhor técnico pelo também ex-ministro Delfim Neto. De fevereiro de 2003 até dezembro de 2009, atuou como vice-presidente executivo do Grupo RBS. Natural do Rio de Janeiro e graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília, é membro do Centro de Estudos Latino-Americanos da George Washington University. Também atuou no FMI, BB e BC.

Qual é a expectativa da Bunge para este ano diante da seca nos Estados Unidos e alta dos grãos?

Pedro Parente Para o mundo, ter uma situação com tanta volatilidade nos estoques não é uma coisa boa. E, para uma empresa como a Bunge, que atua com fluxos globais de alimentos, é melhor ter mais do que menos volumes. Esta seca muito forte nos EUA provoca deslocamentos. Quem antes estaria exportando, dada à escassez local, não tem mais condições de exportar, beneficiando outras regiões que não estão passando pelo mesmo problema. O Brasil tem condições de ser beneficiado por isso porque tem uma safra importante. A seca nos EUA beneficia muito o produtor de grãos brasileiro. A Bunge Brasil já estava trabalhando para tornar o milho um produto de exportação regular como é a soja. Há esse potencial. À medida que a gente consegue melhorar a produtividade do milho, como foi feito com a soja, vejo boas perspectivas.

A empresa está mantendo os investimentos no Brasil?

Parente – Nosso presidente mundial anunciou investimento de US$ 2,5 bilhões ano passado e, este ano, anunciamos R$ 1 bilhão para investimentos adicionais no Brasil. Estamos desenvolvendo esses projetos. Sobre o moinho que temos em Joinville, estamos avaliando o que faremos com aquela planta.

Como está o mercado interno para o setor de alimentos?

Parente – Tivemos, no Brasil, um grande consumo de bens de maior valor até um ano atrás em função do espaço que foi permitido por um crédito mais farto ao consumidor e, também, pelo fato de grande número de famílias sair das classes E e D e ingressarem na nova classe média, a classe C. Nesse momento em que as famílias dão uma respirada para acomodar as demandas desse endividamento adicional, a gente vê essa parada temporária no consumo de maior valor agregado, mas nos alimentos não. As famílias não estão deixando de comprar alimentos e, além disso, passaram a consumir produtos mais sofisticados como iogurtes, maioneses e outros. De fato, a Bunge está lançando muitos produtos. A gente tem uma linha grande para food service (padarias e restaurantes) e acabamos de lançar mistura pioneira para panificadoras fazerem pão de alta qualidade.

Qual a sua opinião sobre o plano de infraestrutura lançado pela presidente Dilma?

Pedro Parente – Não vou entrar na discussão se é privatização ou não. Sempre lembro daquela história: você pode casar com qualquer uma das minhas filhas, contanto que seja com a Maria. Então, chame do que quiser, mas resolvendo o problema que a gente tem de rodovias e ferrovias, que bom, que ótimo! Eu acho que foi um avanço e espero que dê certo. O que precisaria, neste momento, para fazer as coisas funcionarem, ela anunciou. Agora, precisa fazê-las funcionar. A gente gosta muito do Bernardo Figueiredo, que vai liderar os projetos à frente da EPL. É uma pessoa competente, tem o apoio da presidente. Em resumo: eu gostei muito e não estou preocupado se é privatização, PPP ou outra coisa. O projeto deu uma sinalização, mostra caminhos que podem ser adotados em qualquer lugar onde é necessário infraestrutura adicional.

Quais as expectativas para os setores de etanol e açúcar, que passam por situação difícil?

Parente – O setor está no quarto ano com clima não favorável à cultura. Este ano, a gente teve muita chuva, que atrapalhou a colheita em junho e a concentração de açúcar, o chamado ATR (Açúcares Totais Recuperáveis). E o etanol também está com problema. A rentabilidade da produção de um litro de etanol, hoje, é negativa em função desse teto virtual imposto pela política de preço da gasolina. Ele tem o mesmo problema em relação ao clima que o açúcar, e, na ponta, esse teto virtual está fazendo o setor sofrer muito.

Vai ser resolvido com o aumento da gasolina?

Parente – Eu acho que é importante para nós termos um diagnóstico comum com o governo, e nós temos. Apresentamos uma visão de futuro e ele disse que concorda. O aumento do preço da gasolina resolveria. Mas o governo tem outros instrumentos em suas mãos e precisa definir isso.

A Bunge lançou nova modalidade para financiar o agronegócio. Como foi a estreia?

Parente – Fizemos uma colocação de R$ 90 milhões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). O mercado (investidor pessoa física) comprou tudo. Teve demanda para 150%. É um papel interessantíssimo porque tem um seguro de crédito e a Bunge atua nas duas pontas, fornecendo fertilizantes e garantindo a compra dos produtores rurais. Isso viabilizou a entrada dos investidores e foi um sucesso total. Estamos pensando em novos lançamentos.

Notas

Bunge Brasil

Com atuação no país desde 1905 e, em Santa Catarina, há 40 anos, a Bunge Brasil atua do campo à mesa do consumidor. Produz e comercializa fertilizantes, compra e processa grãos (soja, trigo e milho), produz alimentos, açúcar, gera bioenergia e realiza serviços portuários. Oferece, atualmente, 20 mil empregos diretos. Unificou suas empresas e tem sede em SP.

Alimentos

Atenta ao crescente interesse por alimentos saudáveis, a Bunge adota tecnologia de ponta para oferecer itens com menos calorias e sem colesterol. Suas principais marcas são a Salada, Soya, Delícia, Primor, Cyclus, Etti, Salsaretti e Bunge Pro. Em Gaspar, produz, maioneses, margarinas e óleos, além de ter um centro de distribuição.

Panificadoras

Uma das novidades do grupo para panificadoras é uma linha de pré-mistura para pães de alta qualidade, com fermentos naturais. Somente com o acréscimo de água, os padeiros poderão fazer pão mais gostoso, crocante, que dura mais, muito parecido com os desenvolvidos por panificadoras sofisticadas, explicou Pedro Parente.

Açúcar

A bioenergia é um dos novos negócios da Bunge. Toda a planta que processa cana pode ter caldeira que permite a cogeração. Segundo Pedro Parente, a empresa está investindo em cogeração nas usinas de Pedro Afonso, cujo sistema estará funcionando no próximo ano, e também na unidade de Moema. Em 2013, será inaugurada uma planta de biodiesel no MT.

Falta infraestrutura nos cânions de SC e RS

13 de julho de 2012 0

Praia Grande, no Sul do Estado, é a porta de entrada para os catarinenses visitarem os cânions que fazem divisa com o Rio Grande do Sul. E a beleza dos famosos Fortaleza (foto) e Itaimbezinho atrai também gente de outras partes do país e até do exterior. Mas o que falta para impulsionar ainda mais o turismo local, que vive o auge de público neste mês, é maior infraestrutura para os visitantes no entorno dos parques. É óbvio que é preciso preservar essas riquezas naturais, mas são raros, por exemplo, até mesmo lanchonetes, banheiros, comércios de artesanatos e farmácias nas redondezas. Trata-se de um tipo de investimento, que, se planejado, não comprometeria a proposta desse tipo de turismo que permite um maior contato com a natureza. Hoje, o comum é sair com o lanche na mochila antes de encarar o longo trajeto com tantas curvas rumo aos cartões postais. E voltar para casa sem lembrancinhas, a não ser as belas fotos. Foi isto que constatou o subeditor de Economia do DC, Alexandre Lenzi.

Sul unido pela infraestrutura

29 de fevereiro de 2012 0

O Fórum Industrial Sul, integrado pelas federações das indústrias de SC, PR e RS, realizou ontem reunião com o Fórum Parlamentar Sul, na Câmara, em Brasília. Segundo o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, o objetivo foi antecipar informações aos parlamentares sobre o estudo Sul Competitivo, iniciado em setembro do ano passado, que vai apontar soluções a gargalos que prejudicam a competitividade regional. Estão sendo feitas análises detalhadas sobre o impacto da logística na produção.

Compromisso

O encontro dos fóruns contou com participação expressiva dos parlamentares, incluindo os senadores Luiz Henrique, Casildo Maldaner e Ana Amélia Lemos. Eles se comprometeram a transformar em projetos os principais pleitos que serão levantados a partir das avaliações. Entre as cadeias produtivas avaliadas estão as do frango e motocompressores. A expectativa é de que as análises resultem em 70 projetos. Também participaram os presidentes da Fiergs, do RS, Heitor Muller, e da Fiep, do PR, Edson Campagnolo.

Reunião em SC

A Fiesc vai realizar sexta-feira, às 14h, a primeira reunião do ano do Fórum Industrial Catarinense. Segundo o presidente Glauco Côrte, o tema será a questão da infraestrutura e os resultados já apontados parcialmente pelo estudo, que deverá ser concluído em abril. O investimento para essa apuração e análise de dados estão sendo feitos pelas três federações industriais do Sul, com auxílio do BRDE, que atua na região.


Infraestrutura de qualidade

27 de outubro de 2011 0

O problema crônico da infraestrutura brasileira esteve em evidência no ENAI. Segundo o primeiro vice-presidente da Fiesc, Mário Cézar de Aguiar, que recém retornou da China, o que chama atenção na comparação com o Brasil é que os chineses fazem obras de infraestrutura bem feitas, enquanto, aqui, temos obras de baixa qualidade. Alguma coisa está errada, as obras demoram e são caras, diz. Ele cita o caso da duplicação da BR-101 Sul, que nem foi inaugurada e já precisa de reparos.

Uma diretoria de infraestrutura ao turismo

12 de janeiro de 2011 1

A Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte poderá ganhar uma diretoria de infraestrutura turística com capacidade, até, de construir obras ao setor. A proposta é do novo secretário de Turismo, Cesar Souza Junior, que vê a falta de aeroportos, rodovias e centros de convenções como os principais gargalos para a expansão e maior desenvolvimento do setor no Estado.
– O turismo tem que ser pensado na sua logística de maneira específica. A secretaria tem condições de executar obras com o seu orçamento, tem os fundos. Só o fundo de turismo tem orçamento em torno de R$ 60 milhões – diz Cesar Souza.
Os fundos vinculados à pasta – turismo, esporte e cultura – arrecadam cerca de R$ 200 milhões por ano e desse total, aproximadamente R$ 140 milhões são para investimentos. A outra parte vai para o custeio da secretaria. Entre as prioridades do secretário para a infraestrutura está o novo aeroporto de Florianópolis. Ele vai a Brasília este mês para tratar do assunto com a Infraero e defende, se necessário, a privatização do Hercílio Luz. Conforme Souza, a Capital precisa de um aeroporto que mostre a grandeza do Estado.

Educação de alta qualidade é saída para o país no longo prazo

21 de outubro de 2015 1
Foto: Heraldo Carnieri, divulgação

Foto: Heraldo Carnieri, divulgação

Desenvolvimento econômico, riqueza e alta qualidade da educação andam lado a lado. O Brasil só conseguirá estabilidade consistente na economia e maior renda média se alcançar, na educação, padrão semelhante aos países de ponta. O modelo de ensino não precisa ser idêntico e nem é necessário muito dinheiro. Vale a eficácia, o resultado. Isso tudo ficou claro no terceiro Seminário Internacional de Educação, ontem (20), que reuniu especialistas do Brasil, Finlândia, EUA e China na Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), em mais uma ação do Movimento a Indústria pela Educação.

Ao abrir o evento, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, falou da importância da atenção ao ensino cedo. Citou estudo do Prêmio Nobel em economia James Heckman de que o investimento tardio na educação custa 60% mais caro. Adiantou que este ano o Movimento incluiu a participação dos jovens e, no ano que vem, focará a gestão escolar. Primeiro palestrante, o professor da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Castello Branco alertou que a melhoria da produtividade, um dos grandes gargalos da economia brasileira, depende do avanço da qualidade da educação. Disse também que os serviços pesam cada vez mais no PIB e requerem profissionais mais preparados.

A PhD Essi Ryymin informou que seu país, a Finlândia, que tem a melhor educação da Europa e uma das melhores do mundo, têm uma grade curricular mais livre, focada em eficiência no aprendizado. Isso colocou o país no topo dos países mais inovadores do mundo. O evento teve palestras, também, sobre os modelos de educação de Xangai, na China, e do Vale do Silício, que se destacam pela qualidade.

Dois convênios foram assinados durante o seminário. Um com o Google, para professores do Sesi e Senai usarem a plataforma educacional da rede social. Outro foi da Fiesc com a MindLab, instituição voltada ao desenvolvimento de tecnologias educacionais, que beneficiará 45 mil alunos do Estado e tem parceria da Secretaria Estadual de Educação e da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho. Na foto, o presidente Côrte (E), com o diretor do Google for Education Rodrigo Pimentel, mais o superintendente do IEL/SC, Natalino Uggione (D) e o superintendente do Sesi/SC, Fabrizio Machado Pereira (aos fundos) durante a assinatura da parceria. 

Quem falou sobre o avanço chinês na educação foi Tiejun Gu, diretor do Confucius Institute. Destacou a reforma dos anos de 1970 que passou a exigir, no mínimo, nove anos de estudo e, a partir do ano passado, o investimento de 4,15% do PIB em educação, que atendeu 138 milhões de alunos e 9 milhões de professores.  James Ito-Adler, presidente do Cambridge Institute  for Brazilian Studies, recomendou ao Brasil a ampliação de infraestrutura de pesquisas e internacionalização de projetos em universidades.

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Indústrias de SC investem no Paraguai porque o custo é menor

14 de outubro de 2015 3

 

Lunender, divulgação

Lunender, divulgação

Enquanto o Brasil segue mergulhado em crise político-econômica sem prazo para acabar, indústrias catarinenses seguem investindo, mas no Paraguai. Pelo menos sete companhias do Estado abriram unidade no país vizinho se tornando multinacionais e a maioria é do setor de confecções. Estão por lá a pioneira Tigre, de tubos e conexões, de Joinville; Fio Bras, de Indaial, que produz fios acrílicos ao setor têxtil; Grupo Dass, de Saudade, que faz moda esportiva; Grupo Lunelli, de Guaramirim, que atua com moda; Buddemyer, de São Bento do Sul, do setor de têxteis para o lar; Cativa, de confecções, de Pomerode; e a Brandili, de Apiúna, que produz moda infantil. O que torna o país vizinho tão atraente a ponto de mais de 400 empresários empresários terem viajado pra lá nos últimos anos? É um ambiente de negócios muito mais favorável ao do Brasil. A última missão foi em meados de setembro e teve até a participação do ministro de Desenvolvimento, Armando Monteiro.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis e de Vestuário de Blumenau (Sintex), Ulrich Kuhn, o Paraguai atrai porque é um país extremamente fácil, desburocratizado. Apesar dos custos dos salários serem semelhantes aos do Brasil, os encargos indiretos representam 37% do valor pago ao trabalhador. Aqui, chega perto de 100%.

– Se não fosse o custo do capital intensivo, muitas indústrias de fiação migrariam para o Paraguai porque elas têm alto custo de energia aqui – explica o presidente do Sintex.

A Buddemeyer, de São Bento do Sul, marca de itens de cama e banho para a A, se tornou sócia de um fornecedor paraguaio há cerca de seis meses. Segundo o diretor financeiro da empresa, Evandro Müller de Castro, é um projeto-piloto, um negócio pequeno de confecção de produtos de cama.

– O ambiente de negócios no Paraguai é muito melhor do que o nosso. O sistema tributário do país é extremamente simplificado e a energia elétrica está 80% mais barata por lá – conta Müller.

O Grupo Lunelli iniciou atividade em filial de confecção no Paraguai há seis meses, onde emprega 30 pessoas. O valor do investimento não é revelado, mas o grupo que emprega 3,8 mil pessoas no Brasil, busca redução de custo. Entre as marcas do grupo estão a Lez a Lez, Lunender, que acaba de lançar campanha com a atriz Sophie Charlotte (foto)

Menos da Ásia

A estratégia da maioria das empresas de confecções de produzir no Paraguai é reduzir as importações da Ásia. É o caso da Cativa, de Pomerode, que abriu unidade no país vizinho em 2013. Hoje emprega diretamente 170 pessoas e deve fechar 2015 com produção de 300 mil peças de tecidos planos no país vizinho.

Tigre é líder no país

Tigre, divulgação

Tigre, divulgação

A pioneira catarinense a ter fábrica no Paraguai foi a Tigre, em 1977, com a Tubopar. Hoje, é líder absoluta no mercado e exporta para os demais países do Mercosul e Chile.Produz tubos,conexões e acessórios em plástico para uso predial, em infraestrutura, eletricidade, irrigação e indústria. A unidade fica em Lambaré, região de Assunpção, a capital do país. Foi com ela que a Tigre se tornou multinacional. É uma das 13 unidades do grupo no exterior. Na foto, a sede da companhia no Paraguai.

Efeitos da mudança do clima no Brasil

13 de outubro de 2015 0

O Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA) é um extenso trabalho elaborado por diversos ministérios com liderança da pasta do Meio Ambiente para reduzir a vulnerabilidade do Brasil às mudanças climáticas. Foi lançado na última semana e está aberto para consulta pública. Envolve os setores de agricultura, recursos hídricos, segurança alimentar e nutricional, biodiversidade, cidades, gestão de risco aos desastres, indústria e mineração, infraestrutura, povos e populações vulneráveis, saúde e zonas costeiras.

Vale observar que, apesar de o Brasil ser o número um em patrimônio ecológico considerando florestas, uso de energia limpa e outros itens, o país não está preparado para enfrentar mudanças climáticas. Prova disso é o caos vivido por São Paulo na falta de água. Santa Catarina registra, com frequência, secas no Oeste, tempestades, chuvas intensas, ciclones e outros problemas. A consulta pública está aberta desde quinta. Para quem quer opinar, o basta entrar no site do Ministério do Meio Ambiente.

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Agronegócio prevê perdas com o acordo transpacífico

09 de outubro de 2015 0

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Enquanto o governo federal perde o sono para se manter no poder, a Parceria Transpacífico (TPP na sigla em inglês), assinada nesta semana pelos EUA, México, Japão, Austrália e mais oito países visando vantagens comerciais, começa a provocar insônia em líderes da agropecuária brasileira. Quinta-feira, no Fórum Catarinense do Agronegócio, realizado pela RBS TV durante a Expoeste 2015, na Efapi, em Chapecó, foi o assunto predominante. O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o presidente da Aurora, Mario Lanznaster, e o vice-presidente da Federação da Agricultura (Faesc), Enori Barbieri, afirmaram que o TPP, considerado o maior acordo comercial do mundo, vai prejudicar o agronegócio de SC e do país, embora ainda seja difícil quantificar. Também defenderam articulação urgente do governo federal para buscar acordos bilaterais com outros países e parcerias com blocos econômicos. Afinal, essa é tarefa da União.

Para Lanznaster, o impacto negativo começará a ser sentido daqui a dois anos, quando esses países equacionarem as parcerias.

– Tem um ditado que diz: diga-me com quem andas que eu direi quem és. O Brasil não buscou aproximação com outros mercados. Esse acordo TPP vai prejudicar sim, e muito, as nossas exportações, especialmente na Ásia – prevê Lanznaster.

Na avaliação de Rodrigues, haverá perdas porque o acordo envolve mercados nos quais o Brasil atua. Os EUA fornecem frango e suíno ao Japão, onde SC é líder no primeiro e luta para avançar com o segundo produto; a Austrália produz carne bovina e açúcar, mercados ocupados pelos brasileiros, e assim por diante.

Para Barbieri, o TPP vai trazer prejuízos e faltou ao Brasil fazer algo simples: olhar o que os vizinhos estão fazendo. O Chile tem acordos bilaterais com 180 países.

Aliás, a falta de acordos internacionais é um dos motivos pelos quais as exportações da indústria brasileira não param de cair. É preciso firmar parcerias urgentes com grandes mercados, especialmente EUA e Europa.

Afora a apreensão com o acordão comercial e a falta de infraestrutura, os participantes do painel traçaram um cenário promissor para o agronegócio brasileiro e catarinense. Além de Rodrigues, Barbieri e Lanznaster, foram debatedores do evento mediado pela colunista e comentarista do Grupo RBS em Brasília, Carolina Bahia, o presidente da Organização das Cooperativas do Estado, Marcos Zordan; e o conselheiro da Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro) e presidente da Cooperalfa, Romeo Bet.

Na foto, a partir da esquerda: Romeo Bet, Mario Lanznaster, o secretário de Estado da Agricultura, Moacir Sopelsa, Carolina Bahia, Roberto Rodrigues, Marcos Zordan e Enori Barbieri.

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Herdeiro da Harley

06 de outubro de 2015 0
Divulgação

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Com a presença de Bill Davidson, bisneto de Willian A. Davidson, cofundador da empresa criadora das icônicas motos americanas Harley-Davidson, será inaugurada oficialmente dia 17 de novembro a nova loja da Floripa Harley-Davidson. Proprietáro da concessionária da marca no Estado, o empresário Wanderlei Berlanda fez questão de convidar o ilustre herdeiro da companhia. É claro que o fato de a loja ser uma das campeãs de vendas no Brasil ajudou. Com mais de 2 mil metros quadrados e ampla infraestrutura para os clientes, a nova loja está baseada próxima à Via Expressa, na entrada de Florianópolis.

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